Cursos de perl

1. Cursos de perl

William Marins
willmilan

(usa Outra)

Enviado em 20/08/2016 - 18:26h

Pessoal,

Alguém sabe indicar algum curso online de perl? Fiz uma pesquisa aqui no Google, mas não encontrei nenhum, só um presencial, mas sem previsão de turmas. Se alguém souber de algum lugar agradeço.

Abraços!


  


2. Re: Cursos de perl

Perfil removido
removido

(usa Nenhuma)

Enviado em 20/08/2016 - 18:41h

Eu também não conheço.
Só o livro dos Deitel.

A parte mais rasa é fácil de se aprender.
Usar módulos é um pouquinho mais chato.

Mas no todo é muito prazeroso.

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Nem direita, nem esquerda. Quando se trata de corrupção o Brasil é ambidestro.
(anônimo)

Encryption works. Properly implemented strong crypto systems are one of the few things that you can rely on. Unfortunately, endpoint security is so terrifically weak that NSA can frequently find ways around it. — Edward Snowden



3. Re: Cursos de perl

Paulo
paulo1205

(usa Ubuntu)

Enviado em 21/08/2016 - 00:59h

Um curso gratuito com material em PDF, exercícios, prova, aprovação ou reprovação (se você for relapso com os exercícios) e diploma (pago): https://alison.com/courses/Perl-Programming.

Livro-tutorial grátis: https://www.perl.org/books/beginning-perl/.

Geek University: https://geekuni.com/course/perl-essentials.

Provavelmente muitos outros. Estes três, que me pareceram promissores, foram resultados de uma busca simples no Google.

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Eu, porém, nunca usei nada disso. Eis como eu aprendi Perl: apareceu uma tarefa (publicar na web o conteúdo de uma lista de e-mail da universidade em que eu trabalhava -- o ano era 1997 ou 1998, e ainda não existiam GMail e Google Groups). Como a tarefa era basicamente manipulação de texto, eu decidi fazer em Perl -- eu não sabia nada da linguagem ainda, a não ser que ela era boa para manipular texto. Então eu peguei emprestado com um amigo o livro do camelo (“Programming Perl”, da O'Reilly, ainda na 1ª edição, com detalhe de capa rosa, que falava do Perl apenas até a versão 4.036), e fiz a tarefa (e ficou bem legal, por sinal, ainda mais para uma primeira vez!).

Claro que eu já sabia programar, então não tive de aprender “o que é um algoritmo” ou “o que é um array”. E já sabia C, então as semelhanças sintáticas do Perl com C não foram um problema para mim (para pessoas com outra bagagem pode ser -- e costuma ser -- um pouco mais difícil). Por outro lado, a familiaridade com C acabou fazendo com que esse meu primeiro programa tivesse, segundo aquele meu amigo que já trabalhava com Perl havia muito mais tempo, um “sotaque” muito forte de C -- se eu fosse mais fluente em Perl, provavelmente teria usado algumas construções diferentes (que eu vim a aprender mais tarde). Mesmo assim, a facilidade de manipular texto (especialmente quando comparada com C, C++, BASIC e Pascal, que eram as linguagens que eu usava na época) era maravilhosa, e aquele programa, mesmo com o seu jeito de C, foi um primeiro caso de sucesso que me deixou muito animado.

Eu (quase) sempre trabalhei com administração de sistemas UNIX. Como se usa muito texto em UNIX, Perl acabou se transformando na minha principal ferramenta de programação e automação de tarefas.

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Cada um tem um jeito de aprender e de produzir. Eu não sei se o que funcionou para mim vai funcionar para você. Mesmo assim, uma coisa que eu posso garantir é que o “livro do camelo” é um item essencial para quem quer aprender Perl.

Eu não conheço as edições mais novas. Mas sobre o que eu conheci, posso dizer com convicção que é uma leitura fácil e útil para aprendizado. Se você começar da página 1 e for em diante, vai ver como a leitura flui suavemente, e as coisas vão sendo expostas de um modo claro e ordenado. Você só vai precisar interromper a leitura se quiser fazer exercícios para praticar um pouco do que acabou de aprender -- algo que eu recomendo mesmo que você faça.

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Curiosamente, mesmo sendo a ferramenta que eu mais uso, Perl não é a minha linguagem de programação favorita. Gostar mesmo, eu gosto é de C++.

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Mais curiosamente ainda, eu não sei se eu indicaria Perl para quem está começando hoje em dia -- a não ser que a pessoa queira. Mesmo gostando muito de trabalhar com ela, é inegável que a linguagem é “feia”, com algumas inconsistências formais e sintáticas que confundem novatos e às vezes irritam até os mais experientes. Além disso, a escolha de projeto, feita lá nos primórdios da história da linguagem, de incorporar certos recursos ao núcleo da linguagem (em lugar de colocá-los em bibliotecas, por exemplo) engessou algumas partes da linguagem. Um exemplo é a incorporação de certos recursos de rede, projetada numa época em que IPv4 era o máximo dos máximos: com a chegada do IPv6, não houve como estender esses recursos internos sem quebra de compatibilidade de código, e o suporte a IPv6 feito por meio de bibliotecas não se integrou direito com o estilo até então usual de se programar. IPv6 em Perl é, até hoje, meio que um mostro de Frankenstein.

A quem começa agora, eu estaria inclinado a indicar Python antes de Perl. Só não faço isso categoricamente porque nunca usei Python exaustivamente: só fiz um programa pequeno, e nunca parei para estudar a fundo por causa da pressão do dia-a-dia de ter de entregar as coisas correndo, o que mais faz recorrer ao que eu já conheço (Perl, C, C++ ou (raramente) shell+ferramentas).






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