255.255.255.0: A matemática das máscaras de rede
Você sabe o que significam matematicamente as máscaras de rede? Um /24, /25? Um 255.255.128.0 define o quê? No iptables um 10.1.0.0/28 tem qual finalidade? E o que isto tem a ver com as classes de IPs? Para quem não for alérgico à escovação de bits...
Parte 4: Roteamento baseado em Classes de IP
OK, certo. Mas para que servia esta divisão por classes, que REPITO, não se usa mais?
Como o número de bits, que determinam o que é rede, variava, a Classe determinava quantos bits o roteador deve avaliar. Observe que o roteador precisa saber a rede de destino para determinar a quem ele envia, assim como uma agência de correio precisa saber a cidade de destino.
Assim, o roteador testava o primeiro bit, se for zero, Classe A, isola os próximos sete bits e joga em sua tabela de rotas. Mas se os primeiros bits fossem 10, então são os próximos 14 bits que devem ser isolados e comparados com a tabela de rotas. Operações binárias agilizam esta operação em muito.
Sem dúvida uma forma de roteamento muito otimizada, tanto que foi ressuscitada no Ipv6 (a idéia, não o modelo de classes). Só que esta técnica amenizou o trabalho dos roteadores que sem muito esforço determinavam o que fazer com o pacote, mas trouxe um gravíssimo problema: a falta de números IPs.
O fato é que uma faixa Classe C possibilita apenas 256 ips, o que é pouco para a maioria das instituições que desejam entrar na Internet. Já um classe A com seus 16 milhões de ips é muito. Logo a preferida da torcida foi a classe B, que rapidamente esgotou-se.
Aliado a este fato, imagine uma instituição que tinha 300 máquinas para por na Internet. Um Classe C não lhe serve. Logo, ele adquire um classe B (se ainda houver). Só que com suas míseras 300 máquinas e um classe B que pode ter 65536 máquinas, ele estaria desperdiçando pouco mais de 65 mil endereços ips!!! Imagine uma empresa que adquiriu um Classe A que permite 16 milhões de ips!
Não precisa ser muito esperto para perceber que isto rapidamente gerou um caos, pois rapidamente esgotou-se os números de ips disponíveis ao passo que se tinha um imenso e lastimável desperdício dos mesmos, mas era o efeito colateral da classificação por classes.
Algo precisou ser feito e a classificação CIDR reorganizou os ips e é nela que existem as tais máscaras de rede.
Como o número de bits, que determinam o que é rede, variava, a Classe determinava quantos bits o roteador deve avaliar. Observe que o roteador precisa saber a rede de destino para determinar a quem ele envia, assim como uma agência de correio precisa saber a cidade de destino.
Assim, o roteador testava o primeiro bit, se for zero, Classe A, isola os próximos sete bits e joga em sua tabela de rotas. Mas se os primeiros bits fossem 10, então são os próximos 14 bits que devem ser isolados e comparados com a tabela de rotas. Operações binárias agilizam esta operação em muito.
Sem dúvida uma forma de roteamento muito otimizada, tanto que foi ressuscitada no Ipv6 (a idéia, não o modelo de classes). Só que esta técnica amenizou o trabalho dos roteadores que sem muito esforço determinavam o que fazer com o pacote, mas trouxe um gravíssimo problema: a falta de números IPs.
O fato é que uma faixa Classe C possibilita apenas 256 ips, o que é pouco para a maioria das instituições que desejam entrar na Internet. Já um classe A com seus 16 milhões de ips é muito. Logo a preferida da torcida foi a classe B, que rapidamente esgotou-se.
Aliado a este fato, imagine uma instituição que tinha 300 máquinas para por na Internet. Um Classe C não lhe serve. Logo, ele adquire um classe B (se ainda houver). Só que com suas míseras 300 máquinas e um classe B que pode ter 65536 máquinas, ele estaria desperdiçando pouco mais de 65 mil endereços ips!!! Imagine uma empresa que adquiriu um Classe A que permite 16 milhões de ips!
Não precisa ser muito esperto para perceber que isto rapidamente gerou um caos, pois rapidamente esgotou-se os números de ips disponíveis ao passo que se tinha um imenso e lastimável desperdício dos mesmos, mas era o efeito colateral da classificação por classes.
Algo precisou ser feito e a classificação CIDR reorganizou os ips e é nela que existem as tais máscaras de rede.
http://gravatai.ulbra.tche.br/~elgio/calcmasc.php
Mas coloquei um redir no endereço publicado para não haver problemas.