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28 de Agosto - Dia da Liberdade de Software

Comemoraremos no próximo dia 28 de Agosto o primeiro dia da Liberdade de Software. Nessa data, a comemoração será feita através da divulgação do software livre em muitos lugares do mundo. Pensando nisso, esse artigo faz uma reflexão sobre a atual situação do software livre em geral e apresenta algumas sugestões para sua utilização.
Renato Otranto Jr. otranto
Hits: 8.077 Categoria: Linux Subcategoria: Debates
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Primeiro Dia da Liberdade de Software

No dia 28 de Agosto próximo comemoraremos o Primeiro Dia da Liberdade de Software.

Independentemente de uma data comemorativa para o movimento do software livre, quem abraça essa causa, sem sombra de dúvidas, deve estimá-la dia após dia. Porém, uma data como essa, mesmo que inconscientemente, nos faz pensar um pouco mais a respeito da liberdade no uso do software e seus valores.

Muita coisa tem sido preparada para esse dia pela comunidade de software livre, mas o intuito principal é o encorajamento das pessoas ao uso de FOSS (Free and Open Source Code), através de painéis, distribuição de CDs de instalação e Live CDs, folders, palestras, etc.

Ultimamente temos notado uma força maior por parte de todas as esferas de governo (Federal, estaduais e municipais), relacionada ao apoio à inclusão digital. Simplesmente apoiar a inclusão digital oferecendo serviços eletrônicos ao cidadão e às empresas ou criando Telecentros de acesso de maneira desorganizada, é uma atitude muita vaga em objetivos. Para se atingir o reais objetivos com a inclusão digital, é necessário muito mais do que apoiá-la. É preciso conscientizar as pessoas, educar, esclarecer, para que todos saibam o que é a inclusão digital, o que ela pode oferecer e quais os seus benefícios.

Um exemplo disso, é o Brasil estar integrando, há algum tempo, os primeiros colocados no ranking dos países que mais incentivam e consomem a pirataria. Condição essa, imposta por bens de consumo, arte, cultura e informação (entenda-se software). O governo tenta impedir isso de qualquer maneira, inclusive pelas sanções que pode sofrer se permanecer por mais tempo nessa condição. No caso do software, o usuário é o principal, ou até, único, responsável pela propulsão da indústria pirata, apesar de muitos usuários não possuírem, sequer, o conhecimento de estarem utilizando software pirata.

Software é informação. É necessário conscientizar o cidadão que se ele não pode obter a informação de uma forma, ele possui outras vias. O software proprietário é feito para o desenvolvedor, o software livre é feito para o usuário. Assim, não é necessário assaltar um banco, sendo que você é o novo ganhador de um prêmio acumulado da loteria. Não existe justificativa ou argumentos convincentes para a pirataria de software.

Antigamente, apesar de não serem plausíveis, existiam ainda alguns argumentos para a não utilização de software livre pelo usuário comum. A escassez de programas era um forte fator proibitivo para o usuário comum. Hoje esse cenário mudou muito, existem inúmeras opções de programas livres para a realização de tarefas comuns pelo usuário.

Uma ação conjunta entre usuários experientes do software livre, governos, universidades, setor privado e qualquer um que tenha condições para alimentar a cultura e a consciência sobre o uso de software deve fazê-lo.

Um movimento sincronizado entre todas essas partes é necessário e perfeitamente possível para atacar diversos problemas de nosso país com uma única e grande manobra.

Não só a inclusão digital, ou exclusivamente a pirataria, ou somente a educação. Com esse grande movimento, em uma primeira fase, esclarecendo os usuários de software, podemos conscientizar a todos, e essas pessoas depois de esclarecidas e conscientizadas, levarão o software livre para outras pessoas e empresas.

Aos usuários mais experientes do software livre fica a incumbência de divulgar e dar suporte aos usuários novatos, bem como distribuir cópias. Aos governos cabe um grande trabalho de educação e conscientização, em repartições públicas, escolas e distribuindo alguns softwares de seu interesse, que já existem para plataformas proprietárias. Às universidades cabem os trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e aperfeiçoamento do software livre. Ao setor privado se reservam as vantagens da utilização de programas eficientes, mais baratos e mais robustos para suas aplicações do dia a dia.

E para todos, a garantia do direito de LIBERDADE.

Liberdade para utilizar, programar, reprogramar, informar, educar e determinar o que suas máquinas deverão fazer.

Renato Otranto Jr.

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Não me chamaram mais para prestar serviços naquela empresa. Por quê? Acabe com este problema!

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#1 Comentário enviado por agk em 27/08/2004 - 08:59h
Parabéns, excelente artigo!
#2 Comentário enviado por alphainfo em 27/08/2004 - 11:57h
Poxa galera:

UM VIVA PARA TODOS NÓS, UM VIVA O LINUX!

Estamos quebrando paradigmas, preconceitos, corporativismos. Tudo isso pela paixão ao que fazemos, seja ela desenvolver, gerenciar segurança em redes, ou mesmo digitar um texto usando OO.org

Daniel Freire
#3 Comentário enviado por WagnerdeQueiroz em 27/08/2004 - 12:37h
Achei a ideia muito interessante, devemos lembrar desta data para sempre.

#4 Comentário enviado por fabmas em 27/08/2004 - 13:59h
Neste 28 de Agosto devemos fazer duas coisas:
Olhar pra trás, e ver que o software livre, não é apenas uma ideologia, e sim, uma realidade, que nao deixa a desejar em relaçao ao modelo proprietario. E é claro, é preciso olhar pra frente! Com o sofware livre, temos o modelo ideal, e inumeros projetos, que podem ser aprimorados....quantos mais poderão ser criados? Fica o convite: "maos a obra" !
#5 Comentário enviado por removido em 28/08/2004 - 02:59h
Se um dia as autoridades criarem medidas eficientes de combate à pirataria de software, a Micro$oft vai vender o quê? Quêm, em sã consciência, pagaria pelo windows se pode usar Linux?
Seria só uma questão de tempo até as pessoas migrarem totalmente pra linux. A não ser que windows passasse a vir de brinde em saquinhos de biscoito :P
#6 Comentário enviado por josir em 08/06/2006 - 08:38h
Só uma pequena correção: o termo mais aceito (ou o que eu tenho mais visto) é FLOSS e não FOSS. O L quer dizer Libre ou Livre: Free, Libre ou Open Source Sofware. Com isso, se inclui o português/espanhol em uma única sigla.
#7 Comentário enviado por luancfalquetto em 14/08/2007 - 18:36h
Parabéns pelo artigo, e pra falar a verdade, eu nem sabia que existia esse dia... :-p
mais que bom que existe.
e vamos divulgar o software livre!!!
#8 Comentário enviado por afrox em 18/02/2008 - 17:49h
Ser livre é poder criar, recriar... o Linux nos dá esse direito...
somos livres porque usamos Linux.
abraços
#9 Comentário enviado por vinipsmaker em 13/03/2009 - 16:39h
Ótimo artigo, apesar de pequeno ele mostra tudo que precisa mostrar (neste caso não é preciso fazer um livro).

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