Esquecendo os valores da computação (parte 2)
Bom pessoal, chegou o momento deste relato receber um upgrade. Muito tempo se passou e vejo que muita coisa mudou. Quem não leu a primeira parte, leia, e obrigado às críticas e comentários de todos. Isso deu muita repercussão.
Parte 2: Usuário e o movimento livre
Ninguém entende porque tem sempre um cara perdido lá no meio da galera com uma camisa do pinguim, levantando a bandeira dos seus ideais. É algo natural para quem segue este estilo de vida, mas tenho certeza que as soluções livres hoje conquistam e quebram muitas barreiras e hoje estamos encontrando até pessoas que de certa forma não simpatizam muito com o Linux, mas acabam usando ou trabalhando com ele como fonte de renda em alguma solução em alguma determinada área do mercado em que os softwares proprietários são deficientes.
O que estou querendo dizer é que hoje o perfil dos usuários do Linux está mudando muito, hoje temos mais novatos do que usuários experientes e estes vêem ao VOL como válvula de escape, sedentos de dúvidas e querendo aprender, o que causa certos problemas.
O movimento Open Source está cada vez mais organizado e se fortalecendo com mais e mais novatos ajudando e um dia se tornando experientes e líderes também de outros movimentos parecidos.
O que nos leva a ver que temos a faca e o queijo na mão, e todos concordam em dizer que o Linux devolve muito o prazer à computação, deixando assim as pessoas com a liberdade que elas merecem sem aquela baboseira de advogados envolvidos em licenças e propriedade intelectual. O Linux deixou de ser uma tremenda loucura hoje e virou realidade, há quem diga que, quem quiser se capacitar para o mercado de trabalho devidamente deve pelo menos participar de algum projeto como voluntário, isso já conta muito em entrevistas de emprego segundo as empresas especializadas em consultoria de RH.
Estamos tirando proveito disso, nunca foi tão bom usar Linux como é hoje, ser reconhecido é algo maravilhoso e todos nós desejamos, chega a ser o estranho da turma que fala em "recompilar kernel" enquanto os outros seguem o padrão e não inspiram nada, apenas seguem a maré, talvez aí seja o maior desafio do Linux, sempre é remar contra a maré.
As pessoas não ligam se Windows precisa de licença, apenas usam porque quando compraram na loja do amigo, o funcionário lá já sabe bem instalar e ativar o SO proprietário de forma ilegal, até onde isso é aceitável para a ética? Isso não acaba com os valores da computação? Como o próprio Bill Gates disse em seu manifesto nos anos 70, quando ainda mal tinha fundado a Microsoft, na época se escrevia assim, segundo ele:
"Como é possível escrever um software em tempo curto e ainda depois colocar mais pessoas para testar ele e depois apenas distribuir ele livremente sem ganhar nada por isso?"
De certa forma concordo com o modo que ele coloca as coisas, eles escolheram o modo proprietário e fecharam o seu fonte de todo mundo e ainda se tornaram ainda assim os monstros do software mundial, seu legado é duradouro, mas então como podem pelo menos não incentivarem o uso correto do software que eles mesmo impuseram? Metade do mundo usa ele pirata e a Microsoft finge que isso não acontece, e aí para se livrar de penas de monopólio perante um juiz sempre defendem que eles não tem monopólio e que o Linux pode puxar o tapete deles a qualquer momento, isso é algo justo?
Nunca vou concordar em dizer que isso é culpa das companhias que concordam com essas coisas para não perder mercado, como aconteceu recentemente com os browsers, quando a Microsoft restringiu download do IE7 para apenas sistemas legalizados, o pessoal começou a se adequar e usar o Firefox, aí imediatamente liberaram tudo e não fizeram mais vistas grossas com isso.
Se é pra ser proprietário, que pelo menos cobre e fiscalize isso devidamente e o povo, esse não tem jeito mesmo, do mesmo modo que mal sabem usar o potencial de um sistema informatizado, desconhecem as leis e ainda o que o mundo livre tem a oferecer.
O que estou querendo dizer é que hoje o perfil dos usuários do Linux está mudando muito, hoje temos mais novatos do que usuários experientes e estes vêem ao VOL como válvula de escape, sedentos de dúvidas e querendo aprender, o que causa certos problemas.
O movimento Open Source está cada vez mais organizado e se fortalecendo com mais e mais novatos ajudando e um dia se tornando experientes e líderes também de outros movimentos parecidos.
O que nos leva a ver que temos a faca e o queijo na mão, e todos concordam em dizer que o Linux devolve muito o prazer à computação, deixando assim as pessoas com a liberdade que elas merecem sem aquela baboseira de advogados envolvidos em licenças e propriedade intelectual. O Linux deixou de ser uma tremenda loucura hoje e virou realidade, há quem diga que, quem quiser se capacitar para o mercado de trabalho devidamente deve pelo menos participar de algum projeto como voluntário, isso já conta muito em entrevistas de emprego segundo as empresas especializadas em consultoria de RH.
Estamos tirando proveito disso, nunca foi tão bom usar Linux como é hoje, ser reconhecido é algo maravilhoso e todos nós desejamos, chega a ser o estranho da turma que fala em "recompilar kernel" enquanto os outros seguem o padrão e não inspiram nada, apenas seguem a maré, talvez aí seja o maior desafio do Linux, sempre é remar contra a maré.
As pessoas não ligam se Windows precisa de licença, apenas usam porque quando compraram na loja do amigo, o funcionário lá já sabe bem instalar e ativar o SO proprietário de forma ilegal, até onde isso é aceitável para a ética? Isso não acaba com os valores da computação? Como o próprio Bill Gates disse em seu manifesto nos anos 70, quando ainda mal tinha fundado a Microsoft, na época se escrevia assim, segundo ele:
"Como é possível escrever um software em tempo curto e ainda depois colocar mais pessoas para testar ele e depois apenas distribuir ele livremente sem ganhar nada por isso?"
De certa forma concordo com o modo que ele coloca as coisas, eles escolheram o modo proprietário e fecharam o seu fonte de todo mundo e ainda se tornaram ainda assim os monstros do software mundial, seu legado é duradouro, mas então como podem pelo menos não incentivarem o uso correto do software que eles mesmo impuseram? Metade do mundo usa ele pirata e a Microsoft finge que isso não acontece, e aí para se livrar de penas de monopólio perante um juiz sempre defendem que eles não tem monopólio e que o Linux pode puxar o tapete deles a qualquer momento, isso é algo justo?
Nunca vou concordar em dizer que isso é culpa das companhias que concordam com essas coisas para não perder mercado, como aconteceu recentemente com os browsers, quando a Microsoft restringiu download do IE7 para apenas sistemas legalizados, o pessoal começou a se adequar e usar o Firefox, aí imediatamente liberaram tudo e não fizeram mais vistas grossas com isso.
Se é pra ser proprietário, que pelo menos cobre e fiscalize isso devidamente e o povo, esse não tem jeito mesmo, do mesmo modo que mal sabem usar o potencial de um sistema informatizado, desconhecem as leis e ainda o que o mundo livre tem a oferecer.
Gostei muito de seu artigo.
Vejo muitas manifestações de fanatismo em torno de uma determinada distro, de um determinado gerenciador de janelas, gente que acha que o Linux não deve ser popularizado e, sinceramente, acho tudo isso a mais absoluta estupidez.
Uso Linux, gosto muito de utilizar Linux e acredito que o Linux deveria atingir as massas, pra acabar com esse monopólio das janelas.
Pela que a política do Computador para Todos é um fiasco.
O negócio é colocar uma distro qualquer só pra baratear o equipamento e aumentar o volume de vendas e, no final das contas, mais um usuário traumatizado por uma primeira experiência frustrante com o Linux.
Eu, dentro de meus limites, procuro aguçar a curiosidade das pessoas quanto ao Linux, icentivá-las a experimentar uma distro, pra tentar torná-lo menos impopular.
Grande abraço.