Instalando Xen 3.3.0 no Debian Lenny Linux
Neste artigo abordo a instalação do Xen 3.3.0 no Linux Debian Lenny. O Xen é uma plataforma de virtualização livre para arquitetura x86. Com ele é possível executar vários sistemas operacionais (inclusive Windows) em cima de um mesmo hardware.
Introdução
O Xen (leia-se Zein), é uma ferramenta de virtualização livre para a plataforma x86. Diferentemente de outras ferramentas, o Xen usa um novo conceito para virtualizar: paravirtualização.
Neste esquema o Xen cria uma simples camada de abstração do hardware (hypervisor) para os sistemas operacionais modificados, permitindo o acesso ao hardware de uma forma quase direta. Por exemplo, transferências de dados "de e para" as máquinas virtuais é realizada através de uma região de memória compartilhada entre o sistema hospedeiro (dom0) e os demais sistemas virtuais (domU), por onde mensagens são transferidas e o hypervisor pode efetuar suas verificações. Já no esquema de virtualização total, todo o hardware é emulado para as máquinas virtuais, isso degrada muito o desempenho dos sistemas virtuais.
Na paravirtualização, através de modificações no kernel, o sistema hóspede (domU) tem "consciência" de que é executado em um ambiente virtual, desta forma ocorre uma grande cooperação entre ele (domU) e o sistema hospedeiro (dom0), que também tem um kernel modificado, resultando num desempenho excepcional das máquinas virtuais (domU).
Para se ter uma idéia, o VMWare, com o esquema de virtualização total, chega a perder 30% de desempenho real na execução das VMs (Virtual Machines), enquanto a perda de desempenho de uma VM com Xen não chega a 5%. Isso é notório quando se quer trabalhar com aplicações que exigem maior poder de processamento.
Para completar, os novos processadores da Intel e AMD agregam em si instruções específicas para trabalhar com virtualização. Tecnologias como INTEL-VT para processadores Intel e AMD-V para a família AMD são totalmente suportadas pelo Xen. Isto permite ao Xen executar sistemas operacionais que não podem ser modificados, como o Windows, sem utilizar virtualização total.
Abaixo um desenho da arquitetura do Xen:
Neste esquema o Xen cria uma simples camada de abstração do hardware (hypervisor) para os sistemas operacionais modificados, permitindo o acesso ao hardware de uma forma quase direta. Por exemplo, transferências de dados "de e para" as máquinas virtuais é realizada através de uma região de memória compartilhada entre o sistema hospedeiro (dom0) e os demais sistemas virtuais (domU), por onde mensagens são transferidas e o hypervisor pode efetuar suas verificações. Já no esquema de virtualização total, todo o hardware é emulado para as máquinas virtuais, isso degrada muito o desempenho dos sistemas virtuais.
Na paravirtualização, através de modificações no kernel, o sistema hóspede (domU) tem "consciência" de que é executado em um ambiente virtual, desta forma ocorre uma grande cooperação entre ele (domU) e o sistema hospedeiro (dom0), que também tem um kernel modificado, resultando num desempenho excepcional das máquinas virtuais (domU).
Para se ter uma idéia, o VMWare, com o esquema de virtualização total, chega a perder 30% de desempenho real na execução das VMs (Virtual Machines), enquanto a perda de desempenho de uma VM com Xen não chega a 5%. Isso é notório quando se quer trabalhar com aplicações que exigem maior poder de processamento.
Para completar, os novos processadores da Intel e AMD agregam em si instruções específicas para trabalhar com virtualização. Tecnologias como INTEL-VT para processadores Intel e AMD-V para a família AMD são totalmente suportadas pelo Xen. Isto permite ao Xen executar sistemas operacionais que não podem ser modificados, como o Windows, sem utilizar virtualização total.
Abaixo um desenho da arquitetura do Xen:
