Samba - Configurado como PDC
Configuração passo-a-passo, para tornar o Samba controlador da rede.
Objetivo e instalação do Samba
O Samba
O Samba foi criado em 1992 por Andrew Tridgell e, atualmente, é mantido por uma equipe onde a maioria são desenvolvedores voluntários.A finalidade desse serviço, é permitir que estações Linux e Windows, em uma rede, compartilhem recursos entre si. Através do Samba, o Linux pode servir clientes Windows, tornando-se:
- Servidor de Arquivo
- Servidor de Impressão
- Servidor de autenticação e autorização
- Servidor de nomes Windows
O Samba permite que uma estação de trabalho Linux, torne-se um membro totalmente funcional de uma rede Microsoft para incluir compartilhamentos de unidades de discos e impressoras, integração com grupo de trabalho e participação como cliente ou servidor em domínios Windows.
Objetivo
O objetivo desta parte do artigo é mostrar uma visão geral do Samba, ou seja, como ele funciona, quais os seus arquivos de configuração e a explicação de algumas das milhares configurações que pode ser feitas com esse serviço.Espero que fique claro, o que for abordado neste artigo, se encontrar alguma duvida aqui, no VOL existem outros artigos sobre o Samba que podem esclarecer dúvidas do leitor.
A instalação
Neste artigo, o Samba será configurado e instalado no Mandriva 2008, e para instalá-lo, foi usado o comando:# urpmi samba
Podem existir diferenças relacionados à instalação e endereços dos arquivos, não cabe aqui explicar estas diferenças, portanto, se tiver dúvidas quanto à sua distribuição, consulte o oráculo Google.
Se por algum motivo seu repositório não possuir o Samba, aqui vai um link para baixar seu código fonte:
No site, você também pode verificar um instalador “.deb”, “.RPM”, etc. Que seja compatível com seu S.O.
Pois bem, retomando a instalação no Mandriva 2008, foi usado o comando: "urpmi samba", e com isso, foi instalado os pacotes “samba- server” e “samba-common”.
Após isso, verifique a localização do arquivo de configuração principal do samba, que é o “smb.conf”. Para se fazer isso, primeiro atualize o banco de dados com o comando:
# updatedb
Aguarde a atualização e logo após terminar, digite:
# locate smb.conf
Geralmente, o comando gera vários endereços, mas normalmente, o primeiro é o correto. No Mandriva, o endereço respondido foi o “/etc/samba/smb.conf”, esta vai ser a localização do “smb.conf” que iremos usar bastante.
Atenção: Se você for configurar algum parâmetro descrito neste artigo, sempre verifique se a linha está comentada com: "#", ou se estiver, descomente-a apagando apenas o sinal: "#". Se tiver alguma configuração que você não irá configurar, simplesmente deixe-a comentada, ou seja, não mexa.
O artigo mostra apenas as imagens do SMB.CONF, que foram configuradas para de tornar um PDC, logo os parâmetros aqui configurados não estão na ordem sequencialmente correta, então, se você não achar uma linha apenas, procure-a. E se ela não existir no arquivo, adicione-a.
Achei que o artigo está bem resumido e, por isso, contém algumas brechas que cito abaixo:
1-Não ficou muito claro os parâmetros 'OS Level', 'Domain Master', 'Preferred Master' e 'Domain Logons'. Para quem não conhece deu a impressão que todos esses parâmetros fazem a mesma coisa. Por exemplo, o 'OS Level' define quem terá a prioridade na eleição do "master" da rede. Nesse caso, o master é o responsável por administrar a lista de máquinas da rede (aquela lista mostrada quando se abre o "Ambiente de rede". O master cuida da lista de workgroups. Cada workgroup contém uma máquina líder que cuida da relação de máquina do seu workgrou. Quando se abre o Ambiente de Rede é o 'master' quem passa a relação dos workgroup da rede. Clicando-de em um workgroup, o "local master" é quem passa a relação das máquina daquele workgroup. Se o 'master' cair, o Ambiente de Rede fica vazio. Se o 'local master' cair, o workgroup fica inacessível. Em ambos os caso, uma eleição é feita entre os equipamentos para eleger o novo master ou local master. Por isso, o OS Level deve ser maior para o servidor que deverá ficar mais tempo no ar, como o AD. Máquinas Windows 95 possuem OS Level=1, Windows 98=2, Servidores de arquivo=4, e assim por diante.
2-Há muitos "pesquise no google" e "leia a documentação" no teu artigo. Se for comentar uma opção de configuração dê pelo menos uma explicação básica, e coloque links para quem quiser saber mais. Ou então nem comente a opção.
3-O drive "U:" não é montado automaticamente. Para isso, o arquivo .bat do netlogon deverá conter:
net use p: \\nome_ou_IP_do_servidor\%USERNAME%
4-Você escreveu:
"- Browseable = no : Esta opção pergunta se será possível visualizar as outras pastas dos outros usuários, se deixar quando fizer Login, somente sua pasta será mostrada, se marcado 'yes', a pasta de todo mundo sera mostrada. Para efeitos de organização e privacidade, deixe marcado 'no'. "
Não é bem assim. Se "Browseable" estiver setado em "yes", ao acessar \\servidor, será mostrado uma pasta compartilhada chamada "home". Se o usuário clicar nela, o seu próprio home será acessado. Logo, quando "marcos" acessar \\servidor\home estará acessando \home\marcos. Quando "josé" acessar \\servidor\home" estará acessando \home\jose. Se "Browseable" estiver setado em "no", a pasta "home" não estará visível quando alguém acessar \\servidor. É semelhante ao compartilhamento oculto do Windows.
5-Coloque as tuas fontes de pesquisa no artigo, como as documentações que você leu, os artigos, as dicas, livros e revistas. Isso enriquece o documento.
Não encare o meu comentário como algo ruim. É apenas uma dica que te dou para melhorar a qualidade dos artigos. Lembro que no meu primeiro artigo houve várias inconsistências, e alguns erros, e muita gente comentou. Nos próximos eu segui as dicas e a qualidade melhorou muito. A tua iniciativa de escrever é louvável. Continue assim, e que Deus te abençoe.