Será este o ano do Linux?
De tempos em tempos ouvimos alguns prognósticos de que em breve o Linux será tão popular quanto o Windows e este último será visto pelo retrovisor. Será o ano de 2010, o ano em que faremos contato? Esse artigo aponta quem é o vencedor nessa corrida e quem de fato é beneficiado com isso.
Parte 3: A corrida maluca já tem um vencedor
Continuando, na canção há um trecho que diz:
"Marcando o passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim
Eu não sou a fim"
Indubitavelmente que o Windows mantém a sua velha hegemonia e dificilmente isso mudará nos próximos anos. Haverá uma diminuição em seu contingente de usuários, mas não a ponto de tirá-lo do primeiro lugar. Esse mercado exige competência e investimentos milionários coisa que nunca foi um problema para a empresa do Bill. O W7 está aí para comprovar isso! Clientes fiéis satisfeitos e com largos elogios á nova versão e dificilmente a Microsoft deixará novamente uma Janela aberta e cometerá o erro que ficou a "Vista" de todos.
Para mim um bom sistema, mas a opinião da maioria de usuários Windows parece não concordar com minha humilde opinião. Se analisarem, foi neste cenário que o pinguim decolou e passou a aparecer em anúncios de jornal e na TV nas propagandas de uma determinada loja de departamento. Famosa por vender móveis e eletrônicos a perder de vista e levar um nome de um bonito estado do nordeste em que Cabral ainda no mar, ousou a princípio a chamar de Ilha de Vera Cruz e que é a terra do axé, de Caetano, de Gil e de Raul.
Em outro verso da canção, se diz:
"Ia ser legal chegar junto na frente / Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais pelo menos eu não saiu da reta"
Percebi que essa coisa toda de competição de dizer que o meu é melhor que o seu é infrutífera e uma total perda de tempo e energia. Tentar explicar algo pra quem não está disposto a ouvir é penoso e algo desnecessário. Na realidade me dei conta de que o "Ano do Linux" no desktop, na realidade, já aconteceu. Desde o momento em que li em uma revista de uma banca de jornal que dizia que aquele Livecd parte integrante da revista e que vinha como brinde, abrigava um poderoso sistema operacional que não precisava sequer ser instalado, bastava inserir no drive de CD e reinicializar o PC e em poucos minutos apareceria um sistema completo com todas as principais ferramentas que um usuário comum de computador poderia utilizar e aconteceu exatamente como o anunciado.
Se tratava á época do relevante e suprassumo Linux brasileiro Kurumim, de Carlos Morimoto. Assim, aquele estranho mundo em que diziam ser habitado por nerds e gente que gosta de sofrer e gastar os dedos digitando intermináveis linhas de comandos, abriu a minha mente para algo além do horizonte. E que nem tudo que é aceito pela maioria é necessariamente a verdade em sua plenitude.
Apanhei um pouquinho no começo, é verdade! Afinal ninguém nasce sabendo, normalmente todos nascem pelados, careca e banguelo. O sistema não é perfeito, tem suas arestas para aparar. A sua evolução é contínua e a cada dia novos usuários acabam descobrindo as suas qualidades, como alguns defeitos também, como não? Mesmo que esse tal ano do Linux seja algo ilusório ou uma mera miragem no deserto.
Eu já encontrei o meu oásis no qual me sinto livre! Mesmo que a maioria veja só espinhos e abrolhos, eu vejo nascentes e pastos verdejantes. Para mim isso não se trata de religião e não tenho o menor talento a ser bitolado. Apenas basta entender a filosofia do software livre e toda as vantagens advindas de sua adoção em termos econômicos, inclusão digital aos menos favorecidos e a equidade que se pode usufruir por um idealismo de uma sociedade mais justa e com a diminuição dos famosos abismos das "castas" sociais que são perpetuadas por uma simples falta de visão a longo prazo.
Utopia ou não, o fato é que não importa se somos terceiro, décimo quarto ou os últimos. Não se trata de estar no topo do pódio, isso é efêmero! O Egito já foi uma potência mundial. Roma já foi o centro do universo. A língua francesa já foi um dia um idioma falado pelos quatro cantos do mundo. Portanto, o mais importante disso tudo é ter a consciência da liberdade que se tem e de se fazer um bom uso dela, pois do contrário seremos vistos sempre como um mercado a ser mantido e fidelizado. Pessoas fizeram filas em Nova York para comprar o badalado Ipad da Apple, quem saia da loja com a "bola da vez" em mãos era aplaudido como se tivesse conquistado a medalha de ouro por um feito olímpico. É por essas e outras que termino esse pequeno artigo com a estrofe:
"TERCEIRO! Oba, Oba!
TERCEIRO! PRA MIM TÁ LOUCO DE BOM"
Lúcio M.V. Silva
Referência: Freeform Dynamics
Letra da música: Roger Moreira Rocha (Ultraje a Rigor)
Imagens: Google
figura 1 - modificada por mim no Gimp
"Marcando o passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim
Eu não sou a fim"
Indubitavelmente que o Windows mantém a sua velha hegemonia e dificilmente isso mudará nos próximos anos. Haverá uma diminuição em seu contingente de usuários, mas não a ponto de tirá-lo do primeiro lugar. Esse mercado exige competência e investimentos milionários coisa que nunca foi um problema para a empresa do Bill. O W7 está aí para comprovar isso! Clientes fiéis satisfeitos e com largos elogios á nova versão e dificilmente a Microsoft deixará novamente uma Janela aberta e cometerá o erro que ficou a "Vista" de todos.
Para mim um bom sistema, mas a opinião da maioria de usuários Windows parece não concordar com minha humilde opinião. Se analisarem, foi neste cenário que o pinguim decolou e passou a aparecer em anúncios de jornal e na TV nas propagandas de uma determinada loja de departamento. Famosa por vender móveis e eletrônicos a perder de vista e levar um nome de um bonito estado do nordeste em que Cabral ainda no mar, ousou a princípio a chamar de Ilha de Vera Cruz e que é a terra do axé, de Caetano, de Gil e de Raul.
Em outro verso da canção, se diz:
"Ia ser legal chegar junto na frente / Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais pelo menos eu não saiu da reta"
Percebi que essa coisa toda de competição de dizer que o meu é melhor que o seu é infrutífera e uma total perda de tempo e energia. Tentar explicar algo pra quem não está disposto a ouvir é penoso e algo desnecessário. Na realidade me dei conta de que o "Ano do Linux" no desktop, na realidade, já aconteceu. Desde o momento em que li em uma revista de uma banca de jornal que dizia que aquele Livecd parte integrante da revista e que vinha como brinde, abrigava um poderoso sistema operacional que não precisava sequer ser instalado, bastava inserir no drive de CD e reinicializar o PC e em poucos minutos apareceria um sistema completo com todas as principais ferramentas que um usuário comum de computador poderia utilizar e aconteceu exatamente como o anunciado.
Se tratava á época do relevante e suprassumo Linux brasileiro Kurumim, de Carlos Morimoto. Assim, aquele estranho mundo em que diziam ser habitado por nerds e gente que gosta de sofrer e gastar os dedos digitando intermináveis linhas de comandos, abriu a minha mente para algo além do horizonte. E que nem tudo que é aceito pela maioria é necessariamente a verdade em sua plenitude.
Apanhei um pouquinho no começo, é verdade! Afinal ninguém nasce sabendo, normalmente todos nascem pelados, careca e banguelo. O sistema não é perfeito, tem suas arestas para aparar. A sua evolução é contínua e a cada dia novos usuários acabam descobrindo as suas qualidades, como alguns defeitos também, como não? Mesmo que esse tal ano do Linux seja algo ilusório ou uma mera miragem no deserto.
Eu já encontrei o meu oásis no qual me sinto livre! Mesmo que a maioria veja só espinhos e abrolhos, eu vejo nascentes e pastos verdejantes. Para mim isso não se trata de religião e não tenho o menor talento a ser bitolado. Apenas basta entender a filosofia do software livre e toda as vantagens advindas de sua adoção em termos econômicos, inclusão digital aos menos favorecidos e a equidade que se pode usufruir por um idealismo de uma sociedade mais justa e com a diminuição dos famosos abismos das "castas" sociais que são perpetuadas por uma simples falta de visão a longo prazo.
Utopia ou não, o fato é que não importa se somos terceiro, décimo quarto ou os últimos. Não se trata de estar no topo do pódio, isso é efêmero! O Egito já foi uma potência mundial. Roma já foi o centro do universo. A língua francesa já foi um dia um idioma falado pelos quatro cantos do mundo. Portanto, o mais importante disso tudo é ter a consciência da liberdade que se tem e de se fazer um bom uso dela, pois do contrário seremos vistos sempre como um mercado a ser mantido e fidelizado. Pessoas fizeram filas em Nova York para comprar o badalado Ipad da Apple, quem saia da loja com a "bola da vez" em mãos era aplaudido como se tivesse conquistado a medalha de ouro por um feito olímpico. É por essas e outras que termino esse pequeno artigo com a estrofe:
"TERCEIRO! Oba, Oba!
TERCEIRO! PRA MIM TÁ LOUCO DE BOM"
Lúcio M.V. Silva
Referência: Freeform Dynamics
Letra da música: Roger Moreira Rocha (Ultraje a Rigor)
Imagens: Google
figura 1 - modificada por mim no Gimp
VOL! :D