Enviado em 23/01/2014 - 13:13h
Estou iniciando um debate para promover as ideias dos usuários de Linux, não tenho em mente promover esta ou aquela distribuição, mas promover ideias que as distribuições poderiam implementar para melhorar o uso do Linux em desktop.
Infelizmente, eu não acredito que as comunidades das distribuições vão ler estas ideias, muito menos que alguma delas será colocada em prática.
Começarei com a minha opinião sobre o que deveria ser feito para tornar o Linux melhor para desktops:
1. Ter um centro de controle que reúna todas as opções de configurações que possam ser encontradas no sistema. O OpenSuse tem o Yast, o Mandriva tem o MCC, mas a grande maioria das distribuições não tem nada similar. Aliás, um grande erro é cada ambiente gráfico ter o seu próprio Centro de Controle, o que dificulta a integração das coisas em um só lugar.
2. Ter um assistente para compilação seria interessante, este assistente pode fazer o download automático das dependências e dos pacotes de desenvolvimento através de uma ferramenta como o AUTO-APT. Desta forma, a compilação de aplicativos seria mais automática e leigos poderiam baixar o código fonte do aplicativo e compilá-lo facilmente (sem mesmo ter conhecimento).
3. Criar um método de instalação padrão multi-distribuição, permitindo que os desenvolvedores possam criar um instalador para seus aplicativos e distribuí-los independentemente do Linux em que será instalado. Obviamente esta aplicação deve ser estática e ter todas as bibliotecas necessárias acompanhando-a. No Windows, isto existe e não é problema para os usuários, porquê no Linux não poderia ser feito o mesmo?
4. Separar as configurações do usuário de sua pasta pessoal, considerando que as configurações deveriam ser guardadas em local separado dos arquivos pessoais. O ideal é criar uma pasta /home/user_config/nome-de-usuário/ para que as aplicações mantenham os arquivos de configuração pessoal por lá. Claro que isto vai implicar na necessidade de reescrever muitos aplicativos, mas com o tempo se alcança o resultado.
5. Esta é específica para o Ubuntu: lançar uma nova versão em intervalos maiores que 6 meses. Com isto, o Ubuntu seria melhor desenvolvido e testado, além de reduzir os investimentos em manter repositórios, empacotar software e outras tarefas que por ventura venham a ser feitas a cada novo release.
6. Ampliar o tempo de atualizações e suporte. Para as empresas isto é essencial, é garantia de que o software não vai deixar a empresa na mão. Atualmente o tempo de atualizações e suporte é muito pequeno (8 meses para Ubuntu não-LTS, 18 meses para OpenSuse, 5 anos para Ubuntu LTS) e acaba fazendo que a escolha das empresas seja sempre o Windows, pois existem garantias de que o software será atualizado e suportado por 10 anos ou mais.
7. Garantir retrocompatibilidade por pelo menos 2 versões. Para as empresas é um recurso essencial, pois garante-se que o software que a empresa usa continuará a rodar nas próximas duas versões do sistema. Além de garantir retrocompatibilidade com software, é bom garantir retrocompatibilidade com hardware. O Linux não tem nada disto. Amanhã, resolvem tirar o módulo do kernel que faz funcionar aquela placa de rede que tenho nos computadores da minha empresa, então caso eu atualize ficarei sem poder usar a placa de rede. Amanhã resolvem renomear a libtelasco.so.0.2 para libtelasconetcabalocomalucoporra.so.2.3334.54343.55446.7899.112121.5665 e a minha aplicação para de funcionar. Vou ter que manter alguém na empresa só para resolver este tipo de pecuinha, ou seja, criar um link simbólico para fazer minha aplicação voltar a funcionar (e devo torcer para que as chamadas que minha aplicação precisa não tenham sido retiradas na nova versão da biblioteca). Obviamente que o Windows leva uma excelente vantagem, pois a Microsoft garante retrocompatibilidade!
Bem pessoal, por enquanto é isto. Quais são as ideias que vocês teriam para melhorar o Linux no desktop?
Infelizmente, eu não acredito que as comunidades das distribuições vão ler estas ideias, muito menos que alguma delas será colocada em prática.
Começarei com a minha opinião sobre o que deveria ser feito para tornar o Linux melhor para desktops:
1. Ter um centro de controle que reúna todas as opções de configurações que possam ser encontradas no sistema. O OpenSuse tem o Yast, o Mandriva tem o MCC, mas a grande maioria das distribuições não tem nada similar. Aliás, um grande erro é cada ambiente gráfico ter o seu próprio Centro de Controle, o que dificulta a integração das coisas em um só lugar.
2. Ter um assistente para compilação seria interessante, este assistente pode fazer o download automático das dependências e dos pacotes de desenvolvimento através de uma ferramenta como o AUTO-APT. Desta forma, a compilação de aplicativos seria mais automática e leigos poderiam baixar o código fonte do aplicativo e compilá-lo facilmente (sem mesmo ter conhecimento).
3. Criar um método de instalação padrão multi-distribuição, permitindo que os desenvolvedores possam criar um instalador para seus aplicativos e distribuí-los independentemente do Linux em que será instalado. Obviamente esta aplicação deve ser estática e ter todas as bibliotecas necessárias acompanhando-a. No Windows, isto existe e não é problema para os usuários, porquê no Linux não poderia ser feito o mesmo?
4. Separar as configurações do usuário de sua pasta pessoal, considerando que as configurações deveriam ser guardadas em local separado dos arquivos pessoais. O ideal é criar uma pasta /home/user_config/nome-de-usuário/ para que as aplicações mantenham os arquivos de configuração pessoal por lá. Claro que isto vai implicar na necessidade de reescrever muitos aplicativos, mas com o tempo se alcança o resultado.
5. Esta é específica para o Ubuntu: lançar uma nova versão em intervalos maiores que 6 meses. Com isto, o Ubuntu seria melhor desenvolvido e testado, além de reduzir os investimentos em manter repositórios, empacotar software e outras tarefas que por ventura venham a ser feitas a cada novo release.
6. Ampliar o tempo de atualizações e suporte. Para as empresas isto é essencial, é garantia de que o software não vai deixar a empresa na mão. Atualmente o tempo de atualizações e suporte é muito pequeno (8 meses para Ubuntu não-LTS, 18 meses para OpenSuse, 5 anos para Ubuntu LTS) e acaba fazendo que a escolha das empresas seja sempre o Windows, pois existem garantias de que o software será atualizado e suportado por 10 anos ou mais.
7. Garantir retrocompatibilidade por pelo menos 2 versões. Para as empresas é um recurso essencial, pois garante-se que o software que a empresa usa continuará a rodar nas próximas duas versões do sistema. Além de garantir retrocompatibilidade com software, é bom garantir retrocompatibilidade com hardware. O Linux não tem nada disto. Amanhã, resolvem tirar o módulo do kernel que faz funcionar aquela placa de rede que tenho nos computadores da minha empresa, então caso eu atualize ficarei sem poder usar a placa de rede. Amanhã resolvem renomear a libtelasco.so.0.2 para libtelasconetcabalocomalucoporra.so.2.3334.54343.55446.7899.112121.5665 e a minha aplicação para de funcionar. Vou ter que manter alguém na empresa só para resolver este tipo de pecuinha, ou seja, criar um link simbólico para fazer minha aplicação voltar a funcionar (e devo torcer para que as chamadas que minha aplicação precisa não tenham sido retiradas na nova versão da biblioteca). Obviamente que o Windows leva uma excelente vantagem, pois a Microsoft garante retrocompatibilidade!
Bem pessoal, por enquanto é isto. Quais são as ideias que vocês teriam para melhorar o Linux no desktop?