Enviado em 13/07/2019 - 01:31h
BOA MADRUGA TURMINHA! 00:40 horário MS. 01:40 horário de Brasília. Cá estou eu, desta vez, refatorando códigos. De C# para F#, só coisa linda de DEUS.
Compartilhando de meus anseios e angústias, venho dessa vez com o tema: TEMPO.
Esse caro senhor. Implacável.
Essa semana tenho pensado muito nele. Principalmente envolvendo meus progenitores. A cada dia que passa, eles se aproximam do doce abraço da morte. E isso me entristece de uma maneira sem igual. Não temo a morte. Ela é a única certeza que temos. O que não temos certeza é o que vem além morte. (menos para os religiosos, católicos / protestantes, como nosso amigo Henrrique-RJ, que é: ou céu, ou inferno).
Mas o medo de perder aqueles que são próximos a mim, isso é real.
Me pego pensando nos momentos de infância / adolescências. Nos conselhos, nos castigos, nas surras. Tudo teve um motivo, um proposito. E tudo foi parte do processo para moldar quem eu sou hoje. E com certeza todos vocês passaram pelo mesmo processo - talvez pulando algumas etapas, como a surra, ou castigo, ou afeto. Mas tudo que nossos pais fizeram, ou deixaram de fazer, de uma forma muito viva e latente, moldaram a nossa pessoa. E, quer você queira, quer não, há muito de seus pais em você! Pode ter certeza!
Lembro que tinha muita raiva de muitas atitudes que eles tinham para comigo. E só hoje, homem feito, entendo o peso daquelas atos, tanto para mim, quanto para eles.
E hoje morando longe - os vejo uma ou duas vezes por ano - lembro-me daqueles tempos, que eu pensava que fosse duro e injusto, mas eram tempos bons, tempos que não voltam. Maravilhosos na verdade. Aproveitem seus pais se ainda estão vivos. Abrace-os. Desculpe-os. Peça desculpas. O tempo passa, e não volta.
Grande abraço a todos.