Algumas Distribuições GNU/Linux Excêntricas!
Quantas distribuições GNU/Linux existem? Questão difícil de responder. Procurando no DistroWatch, conseguimos encontrar 255 catalogadas! Você consegue imaginar quantas mais existem por aí? Esta pergunta me deixou curioso sobre quais destas foram criadas com propósitos, digamos, peculiares. Foi por isso que tive a ideia de investigar se tais distros existiam e o resultado, você confere ao longo deste artigo. Boa leitura!
Red Star OS
Considerado o país mais fechado do mundo, e potencialmente perigoso, a Coreia do Norte vive num regime ditatorial que não é de hoje. Sempre tive a curiosidade de saber como é a vida de seus habitantes, principalmente a digital. E foi essa curiosidade que me levou ao conhecimento do Red Star OS. Distribuição GNU/Linux oficial da Coreia do Norte.
Seu desenvolvimento começou em 1998 e sua primeira versão foi lançada em 2002, a mando do governo de Kim Jong-il, para acabar com a dependência do Windows e atingir um objetivo primordial para o ditador: o controle de acesso à informação dos cidadãos no ambiente virtual.
A distribuição fora criada no Centro de Computação da Coreia do Norte, em Pyongyang, capital do país. Seu principal objetivo, como já mencionei, é monitorar e controlar o acesso à informação dos cidadãos norte coreanos. O sistema operacional utiliza da ferramenta SELinux, para permitir que as políticas de controle de acesso, que limitam os programas do usuário e servidores de sistemas para a quantidade mínima de liberdade, possam realizar seu trabalho.
Atualmente, a distro está em sua terceira versão, lançada em 2013 e seu projeto continua ativo. A mesma se baseia em Red Hat e possui ambiente gráfico KDE 3. Além disso, ela conta com seu "próprio" navegador, uma versão modificada do Mozilla Firefox, chamada Naenara, que significa "Meu País", em coreano. O navegador se conecta exclusivamente com a intranet do país, chamada Kwangmyoung. Apesar de seu ambiente gráfico ser o KDE, este foi modificado para se parecer ao máximo com o Windows, da Microsoft, em suas versões 1.0 e 2.0, que ainda possuem suporte. Já em sua versão 3.0, a distribuição se parece mais com o Mac OS, da Apple. É largamente utilizada em empresas, universidades e no setor público, de uma forma geral. Após sua criação e implementação, quase todos os seus habitantes, salvo algumas autoridades políticas, nunca mais usaram qualquer outro tipo de sistema operacional. Alguns nem sequer sabem o que é Windows! Uma vez que o acesso a computadores pessoais é extremamente restrito no país, além da censura na internet. Uma curiosidade se refere a busca da palavra "democracia", na intranet. Ela simplesmente não é encontrada. No ano de 2010, tornou-se possível baixar a distribuição fora do território Norte Coreano, graças a um estudante russo. Este passou algum tempo na universidade Kim il Sung, em Pyongyang, comprou uma cópia da distribuição na versão 2.0, por cinco dólares e, ao deixar o país, postou a mesma em seu blog pessoal, que pertence a um hospedeiro de blogs, chamado "LiveJournal".
Em 2013, um professor americano de Ciências da Computação, chamado Will Scott, em visita à Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, adiquiriu a versão 3.0 da distribuição. O mesmo postou screenshots em seu site pessoal e, posteriormente, a imagem para download.
Will Scott em sua visita a Pyongyang
Detalhe: toda a distribuição está em coreano. Além de seu código ser fechado, o que já era de se esperar.
Se você quer saber mais sobre como é a vida dos estudantes de T.I. na Coreia do Norte, acesse aos seguintes links abaixo. Todos se referem ao professor Will Scott, citado no artigo. Dê especial atenção à matéria (primeira da lista) sobre como foi sua experiência de ensino naquele país. Alguns pontos que ele destaca são realmente impressionantes. Como, o serviço de 3G para smartphones que chega a custar 140 dólares por apenas 50 megabytes de dados ao mês.
Obs.: está tudo em inglês!
A distribuição fora criada no Centro de Computação da Coreia do Norte, em Pyongyang, capital do país. Seu principal objetivo, como já mencionei, é monitorar e controlar o acesso à informação dos cidadãos norte coreanos. O sistema operacional utiliza da ferramenta SELinux, para permitir que as políticas de controle de acesso, que limitam os programas do usuário e servidores de sistemas para a quantidade mínima de liberdade, possam realizar seu trabalho.
Atualmente, a distro está em sua terceira versão, lançada em 2013 e seu projeto continua ativo. A mesma se baseia em Red Hat e possui ambiente gráfico KDE 3. Além disso, ela conta com seu "próprio" navegador, uma versão modificada do Mozilla Firefox, chamada Naenara, que significa "Meu País", em coreano. O navegador se conecta exclusivamente com a intranet do país, chamada Kwangmyoung. Apesar de seu ambiente gráfico ser o KDE, este foi modificado para se parecer ao máximo com o Windows, da Microsoft, em suas versões 1.0 e 2.0, que ainda possuem suporte. Já em sua versão 3.0, a distribuição se parece mais com o Mac OS, da Apple. É largamente utilizada em empresas, universidades e no setor público, de uma forma geral. Após sua criação e implementação, quase todos os seus habitantes, salvo algumas autoridades políticas, nunca mais usaram qualquer outro tipo de sistema operacional. Alguns nem sequer sabem o que é Windows! Uma vez que o acesso a computadores pessoais é extremamente restrito no país, além da censura na internet. Uma curiosidade se refere a busca da palavra "democracia", na intranet. Ela simplesmente não é encontrada. No ano de 2010, tornou-se possível baixar a distribuição fora do território Norte Coreano, graças a um estudante russo. Este passou algum tempo na universidade Kim il Sung, em Pyongyang, comprou uma cópia da distribuição na versão 2.0, por cinco dólares e, ao deixar o país, postou a mesma em seu blog pessoal, que pertence a um hospedeiro de blogs, chamado "LiveJournal".
Em 2013, um professor americano de Ciências da Computação, chamado Will Scott, em visita à Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, adiquiriu a versão 3.0 da distribuição. O mesmo postou screenshots em seu site pessoal e, posteriormente, a imagem para download.

Will Scott em sua visita a Pyongyang
Se você quer saber mais sobre como é a vida dos estudantes de T.I. na Coreia do Norte, acesse aos seguintes links abaixo. Todos se referem ao professor Will Scott, citado no artigo. Dê especial atenção à matéria (primeira da lista) sobre como foi sua experiência de ensino naquele país. Alguns pontos que ele destaca são realmente impressionantes. Como, o serviço de 3G para smartphones que chega a custar 140 dólares por apenas 50 megabytes de dados ao mês.
Obs.: está tudo em inglês!
- Como foi ensinar Ciência da Computação na Coreia do Norte
- Site pessoal do mesmo
- Instagram com mais imagens sobre a viagem
- Post no Reddit com perguntas e respostas
Quem souber de mais alguma que não está na lista comenta aí!