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Datagramas IP (Protocolo Internet)

Neste artigo, gostaria de fazer uma recapitulação do Datagrama IPv4 e mostrar as principais especificações do Datagrama IPv6, que foi originalmente oficializado em 06 de Junho de 2012.
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Hits: 70.653 Categoria: Linux Subcategoria: Internet
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Parte 2: Datagrama IPv6

Como vimos, o cabeçalho IPv4 é composto por 12 campos fixos, responsáveis por fazer com que o tamanho varie de 20 a 60 Bytes. Nesta seção, veremos as novas especificações do datagrama versão 6, que possui um total de apenas oito campos (incluindo source e destination address) e um valor fixo de 40 bytes para o cabeçalho.

Sendo assim, ele ficou mais flexível e eficiente com a adição de cabeçalhos de extensão que não precisam ser processados por roteadores intermediários. A nova versão do datagrama IPv6 ficou assim:
Linux: Datagramas IP (Protocolo Internet)
Assim, o cabeçalho IPv6 ficou dividido nos seguintes campos:

* O campo "Versão", possui 4 bits representando a versão do datagrama 0110.
  • Traffic Class (4 bits) → Esse campo é responsável por distinguir os pacotes que podem ter o controle de fluxo alterado. Na prática, funcionaria da seguinte forma: os campos com valores menores teriam a sua velocidade mais reduzida, ou seja, sofreriam um maior retardo diante de um congestionamento do que os datagramas com valores maiores que são destinados ao tráfego em tempo real. O áudio e video fazem parte dessa última categoria.
  • Flow label (24 bits) → Permite com que se realize um fluxo de pacotes entre dois hosts com características especiais, utilizando um identificador atribuído a ele. Em termos práticos, seria conseguir realizar uma pseudo-conexão baseada em circuitos virtuais.
  • Payload Length (16 bits) → o campo Payload Length determina o número de bytes que se seguem ao cabeçalho no caso da versão 6 possui 40 bytes (fixo). O nome desse campo, na versão IPv4 era chamado de Total length, foi alterado devido à uma pequena modificação na qual: os 40 bytes do cabeçalho deixaram de ser contados como parte do tamanho do datagrama, sendo contado apenas o bloco de dados e os cabeçalhos de extensão (caso sejam utilizados).
  • Next Header (8 bits) → Caso seja o último cabeçalho, identifica qual o protocolo da camada de transporte será utilizado para transmissão dos pacotes (TCP/UDP e outros), caso contrário, qual dos seis cabeçalhos de extensão serão anexados ao datagrama.
  • Hop Limit (8 bits) → Número máximo de saltos (roteadores) que um pacote pode ter para caso haja algum erro nas tabelas de roteamento, por exemplo. A cada hop (salto), o valor desse campo vai ser subtraído por 1 bit, caso atinja o valor 0 (zero), será descartado.
  • Source Address (128 bits) → Endereço de origem do datagrama.
  • Destination Address (128 bits) → Endereço de destino do datagrama.

Gostaria de enfatizar algumas funcionalidades dos campos Traffic Class e Flow Label.
“ Os campos Priority (Traffic Class) e Flow Label, têm por finalidade, a facilitação de implementação de aplicações em tempo real e com Qualidade de Serviço (QoS).

O primeiro determina a prioridade que um pacote ou grupo destes deve receber. Deve-se utilizar valores de 0 a 7 para aqueles que podem sofrer atraso, como por exemplo, aplicações de FTP e HTTP; e valores de 8 a 15 para aqueles com tráfico em tempo real, que não devem ser atrasados, como aplicações de vídeo e sons.

Já o segundo campo, ainda em fase experimental, permitirá que dois hosts estabeleçam uma pseudo-conexão (circuitos virtuais) com características específicas. Esta conexão será unicamente identificada pelos endereços IP de envio e destino e pelo valor do campo Flow Label.

Deste modo, será possível prover tratamento diferenciado para diferentes fluxos, de acordo com as necessidades de cada um. ”
[Tanenbaum, 1997]

Cabeçalhos de extensão

Diferente do IPv4, que inclui no cabeçalho base todas as informações opcionais, o IPv6 trata essas informações através dos cabeçalhos de extensão.

As novas especificações do IPv6 definem seis cabeçalhos de extensão:
  1. Hop-by-Hop Options
  2. Destination Options
  3. Routing
  4. Fragmentation
  5. Authentication Header
  6. Encapsulating Security Payload

A criação dos cabeçalhos de extensão do IPv6, teve a finalidade de aumentar a velocidade de processamento nos roteadores. De acordo com a necessidade, novos tipos de cabeçalho de extensão podem ser criados, permitindo assim, maior flexibilidade na adição de mais opções no futuro. Isto permitirá que o protocolo evolua, dentro de certos limites, à medida que haja necessidade.

Na próxima seção, veremos mais detalhes com relação aos cabeçalhos de extensão.

   1. Datagrama IPv4
   2. Datagrama IPv6
   3. Cabeçalhos de extensão

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#1 Comentário enviado por danniel-lara em 11/10/2012 - 09:57h
Parabéns pelo artigo
bah todo o administrador de redes teve saber essas informações, mas infelizmente muitos
nem sabe o que é isso

#2 Comentário enviado por removido em 25/03/2013 - 18:56h

[1] Comentário enviado por danniel-lara em 11/10/2012 - 09:57h:

Parabéns pelo artigo
bah todo o administrador de redes teve saber essas informações, mas infelizmente muitos
nem sabe o que é isso



valeu obrigado.
#3 Comentário enviado por xslackx em 28/03/2013 - 17:05h
Me tirou algumas duvidas, muito obrigado ficou de forma simples e exata.
#4 Comentário enviado por removido em 01/04/2013 - 10:43h

[3] Comentário enviado por xslackx em 28/03/2013 - 17:05h:

Me tirou algumas duvidas, muito obrigado ficou de forma simples e exata.


obrigado,

mas uma ótima fonte sobre o assunto principalmente da versão IPV6 é este site:

http://ipv6.br/
#5 Comentário enviado por lmenssor em 26/10/2013 - 18:15h
Parabéns pelo artigo !!!

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