Desenvolvendo aplicações GUI simples em Python & Glade (PyGTK) com banco de dados SQLite
O objetivo deste artigo é mostrar de forma objetiva como realizar procedimentos básicos de programação, então vamos abordar a criação da parte gráfica do programa, vamos falar de como usar controles e eventos simples na nossa aplicação, como botões, caixas de textos, janelas, diálogos, listas, o básico necessário da linguagem Python e como fazer as principais operações com banco de dados.
Introdução
Desde que eu mudei pro GNU/Linux que tenho buscado a melhor alternativa para desenvolver minhas aplicações. Como eu vinha de muito tempo trabalhando e programando com e para Windows (infelizmente), naturalmente tudo o que eu fazia no Linux eu procurava fazer sempre da maneira mais semelhante ao que eu faria no Windows, e com a programação não foi diferente.
No Windows, por um longo tempo eu trabalhei com Visual Basic, mas sempre fui fã do Delphi, então meu primeiro impulso ao vir pro Linux foi usar o Lazarus (confira meu post sobre isso em meu blog), e por mais que ele seja uma ótima ferramenta, eu não me senti muito à vontade com ele, alguns bugs e incompatibilidades acabaram me desanimando.
Depois eu caí no C++, (primeiro com GTK e depois com QT), me empolguei bastante no início (também escrevi sobre isso em meu blog), mas a "burocracia" e a complicação dessa linguagem também me desencorajaram, não porque a linguagem não seja boa, mas porque eu queria algo mais simples mesmo. Ah, sim, eu até cheguei a tentar algo com o Gambas, uma IDE para Basic (veja neste post), só que isso não passou de curiosidade.
Enfim, foram várias tentativas improdutivas, mesmo assim eu ainda "torcia o nariz" pro Python - o artigo "Python em 15 minutos" do Wiki Ubuntu-BR (minha distribuição principal) até que chamava minha atenção, porém demorou pra eu ter interesse em ir mais a fundo.
A primeira vez em que ouvi falar em Python foi em 2003, quando eu nem cogitava abraçar a causa GNU/Linux, foi através de um colega de trabalho que comentou sobre um ex-colega dele: "o cara era meio louco, programava em Python". Anedotas à parte, um dos motivos que me levou a relutar diante do Python é o mesmo que hoje me impulsiona a escrever sobre o assunto.
Por mais que seja uma linguagem amplamente usada no mundo Linux, principalmente no Ubuntu, ainda existe uma certa dificuldade de encontrar materiais que abordem o assunto de maneira objetiva no nosso idioma (Português) - existe sim muita coisa boa a respeito em Inglês, mesmo assim (pelo menos eu vejo assim) se você fizer uma pesquisa no Google dificilmente vai achar um "HowTo" simples e direto, a maioria das apostilas e tutoriais se limitam ao básico do básico, e quando achamos algo, digamos, mais produtivo, é sempre tudo muito fragmentado.
Outro aspecto, isso principalmente pra quem já tinha uma certa experiência em outras linguagens e plataformas como eu, é que, num primeiro momento, olhar para um código Python é algo que chega a ser meio estranho, ele parece ser diferente de tudo o que já vimos, a sintaxe, o modo de programar em si, sem contar que é uma das poucas linguagens (na verdade nesse sentido eu só conheço Python mesmo) em que a identação influencia no processamento dos algorítimos, principalmente no que se refere à delimitação dos blocos de instruções, como if, for, while, try e na "hierarquia" de funções e classes... Isso tudo é uma coisa que pode se reverter radicalmente (e positivamente) com o tempo, e principalmente com o interesse que surge depois que o preconceito é derrubado - foi o meu caso.
No Windows, por um longo tempo eu trabalhei com Visual Basic, mas sempre fui fã do Delphi, então meu primeiro impulso ao vir pro Linux foi usar o Lazarus (confira meu post sobre isso em meu blog), e por mais que ele seja uma ótima ferramenta, eu não me senti muito à vontade com ele, alguns bugs e incompatibilidades acabaram me desanimando.
Depois eu caí no C++, (primeiro com GTK e depois com QT), me empolguei bastante no início (também escrevi sobre isso em meu blog), mas a "burocracia" e a complicação dessa linguagem também me desencorajaram, não porque a linguagem não seja boa, mas porque eu queria algo mais simples mesmo. Ah, sim, eu até cheguei a tentar algo com o Gambas, uma IDE para Basic (veja neste post), só que isso não passou de curiosidade.
Enfim, foram várias tentativas improdutivas, mesmo assim eu ainda "torcia o nariz" pro Python - o artigo "Python em 15 minutos" do Wiki Ubuntu-BR (minha distribuição principal) até que chamava minha atenção, porém demorou pra eu ter interesse em ir mais a fundo.
A primeira vez em que ouvi falar em Python foi em 2003, quando eu nem cogitava abraçar a causa GNU/Linux, foi através de um colega de trabalho que comentou sobre um ex-colega dele: "o cara era meio louco, programava em Python". Anedotas à parte, um dos motivos que me levou a relutar diante do Python é o mesmo que hoje me impulsiona a escrever sobre o assunto.
Por mais que seja uma linguagem amplamente usada no mundo Linux, principalmente no Ubuntu, ainda existe uma certa dificuldade de encontrar materiais que abordem o assunto de maneira objetiva no nosso idioma (Português) - existe sim muita coisa boa a respeito em Inglês, mesmo assim (pelo menos eu vejo assim) se você fizer uma pesquisa no Google dificilmente vai achar um "HowTo" simples e direto, a maioria das apostilas e tutoriais se limitam ao básico do básico, e quando achamos algo, digamos, mais produtivo, é sempre tudo muito fragmentado.
Outro aspecto, isso principalmente pra quem já tinha uma certa experiência em outras linguagens e plataformas como eu, é que, num primeiro momento, olhar para um código Python é algo que chega a ser meio estranho, ele parece ser diferente de tudo o que já vimos, a sintaxe, o modo de programar em si, sem contar que é uma das poucas linguagens (na verdade nesse sentido eu só conheço Python mesmo) em que a identação influencia no processamento dos algorítimos, principalmente no que se refere à delimitação dos blocos de instruções, como if, for, while, try e na "hierarquia" de funções e classes... Isso tudo é uma coisa que pode se reverter radicalmente (e positivamente) com o tempo, e principalmente com o interesse que surge depois que o preconceito é derrubado - foi o meu caso.