Diagnosticando problemas variados em ambientes GNU/Linux (parte 1)
Observando o crescimento da faixa de mercado formada por usuários de sistemas GNU/Linux e que grande parte destes desconhece o poder das ferramentas disponíveis, apresento este artigo para ajudar em um drama recorrente: "Como encontro as causas de defeitos em um computador?". Embora voltado principalmente a iniciantes, não é um how-to.
Parte 5: Processo Evolutivo: usando a interface de linha de comandos
Aprender a acessar a linha de comandos não é tudo... Você pode acessá-la e depois não saber fazer mais nada, por isso, vamos ver algumas ações básicas que você pode realizar usando a linha de comandos.
Porque seria diferente com um sistema operacional e os comandos disponíveis?
Pois bem, em ambientes GNU/Linux, você tem um comando que será sempre o seu maior aliado em momentos críticos: man.
Use-o para consultar as páginas de manual. A sintaxe básica é:
man <comando>
Comece com o seguinte comando em seu terminal:
man man
Agora se seu problema é que sabe consultar o manual, mas esqueceu, ou não sabe que comando ou biblioteca (sim. As bibliotecas também têm manual!!) implementa uma determinada função, pode usar o comando 'apropos'.
A sintaxe básica é:
apropos <palavra a ser buscada>
Comece usando o apropos assim:
apropos tty
(Você) - O que é um diretório?
(Mestre) - ¬¬'
Os usuários dos sistemas da MS perderam o contato com a realidade computacional, e devido à tentativa de associação dos entes computacionais a entes do mundo real, passaram a criar 'pastas' ao invés de diretórios. A associação é válida, porém, há que se ter bastante cuidado.
Para entender o que é realmente um diretório, precisaríamos saber, pelo menos de forma superficial, como se organizam as coisas no computador em nível de sistema de arquivos.
Os sistemas de arquivos são implementados utilizando estruturas de dados, tais como árvores. A maioria dos sistemas de arquivos faz uso de árvores do tipo B+. As árvores B+ são uma espécie de estrutura de dados dinâmica cujo principal objetivo é simplificar a inserção e remoção de dados em um índice com múltiplos níveis.
Se você é estudante de computação deve saber que as árvores são uma das formas mais eficientes para se implementar armazenamento dinâmico e busca de dados.
Assim, como em uma árvore temos nós-folha e sub-árvores, num sistema de arquivos temos arquivos e diretórios. Quer dizer, um arquivo é como um nó-folha em uma árvore, e um diretório, um nó raiz de uma sub-árvore. O nó-raiz não contém exatamente os dados dos nós-folha, mas servem apenas como indicadores lógicos para simplificar a organização dos arquivos.
Diretórios tem função organizacional, porém como eu disse, embora possam ser associados a pastas, não devem ser confundidos com elas. Não chame 'diretório' de 'pasta'... é como chamar o 'tio Bill' de 'absoluto gênio da informática'...
Diretórios podem ser criados, buscados, copiados, ter seu 'conteúdo' listado, renomeados, movidos e removidos. Essas são as operações básicas. Para cada uma destas operações, há comandos específicos.
Criação:
Listagem de 'conteúdo':
Remoção:
Eu até poderia explicar cada comando aqui, mas tomaria mais espaço e tempo do que realmente precisamos e temos disponível, então, uma dica: Use o manual.
Sempre leia o manual
Todo usuário deveria consultar o manual antes de ligar uma tv, um aparelho de dvd, um computador... na maioria das vezes, todos eles fazem isso.Porque seria diferente com um sistema operacional e os comandos disponíveis?
Pois bem, em ambientes GNU/Linux, você tem um comando que será sempre o seu maior aliado em momentos críticos: man.
Use-o para consultar as páginas de manual. A sintaxe básica é:
man <comando>
Comece com o seguinte comando em seu terminal:
man man
Agora se seu problema é que sabe consultar o manual, mas esqueceu, ou não sabe que comando ou biblioteca (sim. As bibliotecas também têm manual!!) implementa uma determinada função, pode usar o comando 'apropos'.
A sintaxe básica é:
apropos <palavra a ser buscada>
Comece usando o apropos assim:
apropos tty
O que pode ser feito na CLI?
Na interface de linha de comandos dos sistemas GNU/Linux, você pode:- Gerenciar arquivos e configurações
- Acessar a Internet
Gerenciamento de arquivos na CLI
A interface de linha de comandos é, como já foi mencionado, uma das interfaces de uso dos sistemas GNU/Linux, e é muito poderosa. Tudo o que você pode fazer na interface gráfica, você pode fazer na interface de linha de comandos. As ações do nautilus (GNOME) ou do Dolphin (KDE) e do Thunar (XFCE) usam os recursos da CLI. Você pode navegar entre os diretórios de seu sistema, procurar, criar, editar, copiar, mover e apagar arquivos e diretórios.Operações com diretórios
(Mestre) - O que pode ser feito normalmente com diretórios?(Você) - O que é um diretório?
(Mestre) - ¬¬'
Os usuários dos sistemas da MS perderam o contato com a realidade computacional, e devido à tentativa de associação dos entes computacionais a entes do mundo real, passaram a criar 'pastas' ao invés de diretórios. A associação é válida, porém, há que se ter bastante cuidado.
Para entender o que é realmente um diretório, precisaríamos saber, pelo menos de forma superficial, como se organizam as coisas no computador em nível de sistema de arquivos.
Os sistemas de arquivos são implementados utilizando estruturas de dados, tais como árvores. A maioria dos sistemas de arquivos faz uso de árvores do tipo B+. As árvores B+ são uma espécie de estrutura de dados dinâmica cujo principal objetivo é simplificar a inserção e remoção de dados em um índice com múltiplos níveis.
Se você é estudante de computação deve saber que as árvores são uma das formas mais eficientes para se implementar armazenamento dinâmico e busca de dados.
Assim, como em uma árvore temos nós-folha e sub-árvores, num sistema de arquivos temos arquivos e diretórios. Quer dizer, um arquivo é como um nó-folha em uma árvore, e um diretório, um nó raiz de uma sub-árvore. O nó-raiz não contém exatamente os dados dos nós-folha, mas servem apenas como indicadores lógicos para simplificar a organização dos arquivos.
Diretórios tem função organizacional, porém como eu disse, embora possam ser associados a pastas, não devem ser confundidos com elas. Não chame 'diretório' de 'pasta'... é como chamar o 'tio Bill' de 'absoluto gênio da informática'...
Diretórios podem ser criados, buscados, copiados, ter seu 'conteúdo' listado, renomeados, movidos e removidos. Essas são as operações básicas. Para cada uma destas operações, há comandos específicos.
Criação:
- mkdir - sintaxe básica: mkdir diretorio;
- mkdirhier - sintaxe básica: mkdirhier diretorio/subdiretorio/{subdiretorio1,subdiretorio2}
- Cópia: cp - sintaxe básica: cp diretorio diretorio_destino.
Listagem de 'conteúdo':
- ls - sintaxe básica: ls diretório;
- dir - sintaxe básica: dir diretório;
- tree - sintaxe básica: tree diretório;
- vdir - sintaxe básica: vdir diretório;
- Renomeação (mover): mv - sintaxe básica: mv origem destino.
Remoção:
- rmdir - sintaxe básica: rmdir diretório (diretório vazio apenas),
- rm - sintaxe básica: rm -f diretório (todo diretório é também um 'arquivo' apenas tem um atributo diferente)
Eu até poderia explicar cada comando aqui, mas tomaria mais espaço e tempo do que realmente precisamos e temos disponível, então, uma dica: Use o manual.