Metodologia LFS - Contruindo seu Linux do zero
Criando um Linux? Como se pode montar um Linux apenas compilando os pacotes de instalação sem conhecimentos superiores em computação? Isso mesmo. Só se precisa de coragem para começar o seu "Linux From Scratch". Veja que é possível construir um Linux apenas com o Guia LFS e 100MB em pacotes de instalação.
Introdução - o primeiro contato
Estava eu a compilar o pacote glibc-2.3.1 no meu novo sistema
Linux quando comecei a admirar a velocidade com a qual o pacote era
compilado. Daí parei pra pensar o quanto é fascinante e único o fato
de eu mesmo, sozinho, estar criando um Linux. "Mas não entendo muito
de programação, nem fiz curso algum de Linux. Como isso procede? Como
algo tão complexo pode ser administrado por alguém tão 'leigo' no assunto
quanto eu? Porque qualquer pessoa pode fazer isso?".
Não consegui entender até o momento no qual pensei qual o verdadeiro sentido e propósito disso tudo: qualquer pessoa pode ver de perto o que uma comunidade inteira, com muito esforço e sacrifício, planejou e (com base nas necessidades do usuário final) elaborou. Todos tem acesso. Não há sigilo. Não há fórmula secreta. Não há restrições. As únicas restrições são as que nós colocamos, pois até suporte para a M$oft eles fazem o "favor" de oferecer, o que na realidade é o que vem facilitando a migração cada dia mais.
Ou seja, pensando num aspecto mais amplo e menos fanático, o Linux é tão bom que dá suporte até pra Windows, o que não é recíproco. É como se todos os dias o pinguim estendesse suas "mãos" (o que ele realmente não tem, mas o artigo não é sobre biologia...) e a "sanguessuga" simplesmente o ignora. Mas, deixemos um pouco de lado o "janelinhas" e vamos ao que interessa.
Certo dia ao entrar na seção de perguntas do Viva o Linux, deparei-me com a pergunta do nosso colega Marcelo, ou ilovelinux como se auto denomina. Sua pergunta tratava de algo que não conhecia até então. Um tal de Guia LFS. A pergunta abordava-nos sobre conhecimentos em desenvolvimento-Linux. Apesar de que não soube responder quais os métodos utilizados pelo nosso venerado Morimoto pela sua incrível façanha, explicitamente demonstrada nos resultados do poderoso Kurumin (certamente é a distro de maior suporte a hardwares para os brasileiros, "em menos de 200MB", assim como ele o apresenta...), mas acendeu uma curiosidade em mim sem limites de como eu poderia ser capaz de "criar" (por que insisto em usar essa palavra?) um Linux.
Não deveria ser tão simples assim (e não o é, mas também não impossível). Fui atrás do "tal Guia" e acabei encontrando uma verdadeira receita de bolo para "criar" um Linux, e nunca encontrei uma receita igual, nem pra bolo!!! Receita nenhuma daria o total de calorias presente em cada ingrediente, total de calorias finais, consumo de gás de cozinha, força e torque utilizados para bater a massa, etc. Certamente que o Guia não fala de calorias, nem muito menos torque, mas simplesmente dá todos os passos, dá os comandos e explica, tanto para esclarecimento funcional quanto técnico (adoro isso), sim, explica cada comando. Tudo o que eu precisaria ter era uma partição Linux Native de 3GB (o que não é difícil quando se tem 40GB num disco) e uma distro Linux instalada (o que não se comenta por ser muito óbvio) e baixar uma razoável quantia de 100MB em pacotes.
Então, sem hesitar, (sim, hesitar está certo, pois acabei de olhar no Aurélio) comecei a preparar os requisitos para iniciar o projeto. (ps.: cara é incrível a velocidade de compilação desse glibc!!! Enquanto estou digitando, ele está compilando a 200 por hora).
Não consegui entender até o momento no qual pensei qual o verdadeiro sentido e propósito disso tudo: qualquer pessoa pode ver de perto o que uma comunidade inteira, com muito esforço e sacrifício, planejou e (com base nas necessidades do usuário final) elaborou. Todos tem acesso. Não há sigilo. Não há fórmula secreta. Não há restrições. As únicas restrições são as que nós colocamos, pois até suporte para a M$oft eles fazem o "favor" de oferecer, o que na realidade é o que vem facilitando a migração cada dia mais.
Ou seja, pensando num aspecto mais amplo e menos fanático, o Linux é tão bom que dá suporte até pra Windows, o que não é recíproco. É como se todos os dias o pinguim estendesse suas "mãos" (o que ele realmente não tem, mas o artigo não é sobre biologia...) e a "sanguessuga" simplesmente o ignora. Mas, deixemos um pouco de lado o "janelinhas" e vamos ao que interessa.
Certo dia ao entrar na seção de perguntas do Viva o Linux, deparei-me com a pergunta do nosso colega Marcelo, ou ilovelinux como se auto denomina. Sua pergunta tratava de algo que não conhecia até então. Um tal de Guia LFS. A pergunta abordava-nos sobre conhecimentos em desenvolvimento-Linux. Apesar de que não soube responder quais os métodos utilizados pelo nosso venerado Morimoto pela sua incrível façanha, explicitamente demonstrada nos resultados do poderoso Kurumin (certamente é a distro de maior suporte a hardwares para os brasileiros, "em menos de 200MB", assim como ele o apresenta...), mas acendeu uma curiosidade em mim sem limites de como eu poderia ser capaz de "criar" (por que insisto em usar essa palavra?) um Linux.
Não deveria ser tão simples assim (e não o é, mas também não impossível). Fui atrás do "tal Guia" e acabei encontrando uma verdadeira receita de bolo para "criar" um Linux, e nunca encontrei uma receita igual, nem pra bolo!!! Receita nenhuma daria o total de calorias presente em cada ingrediente, total de calorias finais, consumo de gás de cozinha, força e torque utilizados para bater a massa, etc. Certamente que o Guia não fala de calorias, nem muito menos torque, mas simplesmente dá todos os passos, dá os comandos e explica, tanto para esclarecimento funcional quanto técnico (adoro isso), sim, explica cada comando. Tudo o que eu precisaria ter era uma partição Linux Native de 3GB (o que não é difícil quando se tem 40GB num disco) e uma distro Linux instalada (o que não se comenta por ser muito óbvio) e baixar uma razoável quantia de 100MB em pacotes.
Então, sem hesitar, (sim, hesitar está certo, pois acabei de olhar no Aurélio) comecei a preparar os requisitos para iniciar o projeto. (ps.: cara é incrível a velocidade de compilação desse glibc!!! Enquanto estou digitando, ele está compilando a 200 por hora).
Uma vantangem de saber fazer Linux na unha é que há também propostas de emprego para quem tem esse perfil. Algumas empresas grandes, por motivos próprios, gostariam de ter sua própria distro para colocar nas máquinas da empresa.
Há também aqueles que necessitam fazer um linux bem pequeno para poder colocar em sistemas embutidos como circuitos integrados, microcontroladores e cartões de memória.
Eu ainda não fiz um LFS mas pretendo me aventurar nessa.