O que evoluiu no Linux de hoje?
Me baseando nas experiências que venho tendo desde o Conectiva Linux 3.0, resolvi escrever este artigo que aborda alguns aspectos negativos que pude notar com relação as tendências do Linux atual se comparado com o Linux de anos atrás.
Introdução
Escrevi este artigo para dar uma opinião sobre o Linux nos dias
de hoje, já que o utilizo desde a versão 3.0 do Conectiva. Já
"experimentei" várias versões do Linux e estou verificando que
não sei se posso dizer que na tentativa de ficar mais "automatizado",
algumas versões do Linux estão apresentando muitos problemas.
Vamos à eles!
Recentemente estava testando o Mandrake Linux 9.2 e sinceramente, nunca vi tanto bug. Ao tentar instalar algum programa pelo Mandrake Installer, como o XMMS ou um outro qualquer, alguns programas do menu KDE e dos outros desktops desaparecem e os símbolos dos ícones viram pastas. Você precisa usar o Menudrake para poder consertar.
Ao montar uma rede com compartilhamento de internet com duas placas de rede, a placa que recebe o acesso fica falhando na inicialização, mas mesmo assim compartilha (fazendo de forma automática). Manualmente, funciona normal.
Uma versão do Mandrake que nunca me deu dor de cabeça foi a versão 8.2. Praticamente tudo que tentei instalar ou fazer funcionar nessa versão, consegui (com exceção do MPlayer rodando DVD, o sucesso foi parcial).
A versão 9.0 não tem nada demais, a não ser em algumas placas mãe ATX, que não desligam automaticamente, assim como na versão 9.1.
Com relação as versões da Conectiva, uma que nunca sequer deu problema comigo foi a versão 5.0. Em dois anos de funcionamento como um servidor completo em um K62-500 com placa PC-Chips, nunca tive problema algum e isso sem ter sequer um no-break na máquina (e como sofri com queda de energia nesses dois anos).
AS versões entre 6.0 e 9.0 sempre foram boas, mas uma coisa que me chateou foi em relação a mouse USB com o botão de rolagem. Tem como configurar, claro, mas acho errado uma empresa atualizar várias versões e nunca se preocupar com isso, como se fosse algo raro ou que ninguém tem. Até porque quando você se acostuma com uma facilidade, fica difícil deixar de usar.
O Red Hat 9, por exemplo, não tem o driver da Lexmark Z25, mas o Fedora 1 (que é a continuação) tem.
Uma versão que estou muito tentado a usar em casa é o Debian. Infelizmente, como ele muitas vezes não suporta determinados hardwares, fica um pouco difícil. Alguns amigos meus que usam dizem que seu funcionamento é sensacional para quem tem acesso a internet de banda larga, o que fica mais fácil, já que apt-get via modem demora pra caramba, principalmente pra quem tem pouco tempo.
Gostei bastante do Slackware, mas o estranhei nas instalações que fiz, ele não passou por nenhum processo de instalação de vídeo (tela de configuração), já fica funcionando diretamente sem passar por nenhum processo. Além disso, a rede e algumas configurações ficam em locais diferentes que as outras distribuições, não chegando a atrapalhar, mas incomoda um pouco.
Já experimentei muitas outras versões de Slack, tenho inclusive em casa uma caixa de sapatos cheia de distribuições na qual já testei. Tenho a vantagem de trabalhar com vários computadores e posso testá-las em outras máquinas antes de decidir se vou usá-las em meu computador. Quem não tem essa sorte, fica um pouco complicado.
Resumindo esse longo artigo, acho estranho que ao tentar se tornar mais automático, o Linux passa a apresentar mais falhas, diferentes das antigas versões, que possuíam instalações mais complicadas, mas tudo ficava OK.
Aguardo opiniões de vocês sobre esse artigo.
T+
jdos
Recentemente estava testando o Mandrake Linux 9.2 e sinceramente, nunca vi tanto bug. Ao tentar instalar algum programa pelo Mandrake Installer, como o XMMS ou um outro qualquer, alguns programas do menu KDE e dos outros desktops desaparecem e os símbolos dos ícones viram pastas. Você precisa usar o Menudrake para poder consertar.
Ao montar uma rede com compartilhamento de internet com duas placas de rede, a placa que recebe o acesso fica falhando na inicialização, mas mesmo assim compartilha (fazendo de forma automática). Manualmente, funciona normal.
Uma versão do Mandrake que nunca me deu dor de cabeça foi a versão 8.2. Praticamente tudo que tentei instalar ou fazer funcionar nessa versão, consegui (com exceção do MPlayer rodando DVD, o sucesso foi parcial).
A versão 9.0 não tem nada demais, a não ser em algumas placas mãe ATX, que não desligam automaticamente, assim como na versão 9.1.
Com relação as versões da Conectiva, uma que nunca sequer deu problema comigo foi a versão 5.0. Em dois anos de funcionamento como um servidor completo em um K62-500 com placa PC-Chips, nunca tive problema algum e isso sem ter sequer um no-break na máquina (e como sofri com queda de energia nesses dois anos).
AS versões entre 6.0 e 9.0 sempre foram boas, mas uma coisa que me chateou foi em relação a mouse USB com o botão de rolagem. Tem como configurar, claro, mas acho errado uma empresa atualizar várias versões e nunca se preocupar com isso, como se fosse algo raro ou que ninguém tem. Até porque quando você se acostuma com uma facilidade, fica difícil deixar de usar.
O Red Hat 9, por exemplo, não tem o driver da Lexmark Z25, mas o Fedora 1 (que é a continuação) tem.
Uma versão que estou muito tentado a usar em casa é o Debian. Infelizmente, como ele muitas vezes não suporta determinados hardwares, fica um pouco difícil. Alguns amigos meus que usam dizem que seu funcionamento é sensacional para quem tem acesso a internet de banda larga, o que fica mais fácil, já que apt-get via modem demora pra caramba, principalmente pra quem tem pouco tempo.
Gostei bastante do Slackware, mas o estranhei nas instalações que fiz, ele não passou por nenhum processo de instalação de vídeo (tela de configuração), já fica funcionando diretamente sem passar por nenhum processo. Além disso, a rede e algumas configurações ficam em locais diferentes que as outras distribuições, não chegando a atrapalhar, mas incomoda um pouco.
Já experimentei muitas outras versões de Slack, tenho inclusive em casa uma caixa de sapatos cheia de distribuições na qual já testei. Tenho a vantagem de trabalhar com vários computadores e posso testá-las em outras máquinas antes de decidir se vou usá-las em meu computador. Quem não tem essa sorte, fica um pouco complicado.
Resumindo esse longo artigo, acho estranho que ao tentar se tornar mais automático, o Linux passa a apresentar mais falhas, diferentes das antigas versões, que possuíam instalações mais complicadas, mas tudo ficava OK.
Aguardo opiniões de vocês sobre esse artigo.
T+
jdos
1. O Linux hoje em dia é muito mais abrangente e possui centenas de recursos que outrora não existiam, maior variedade de softwares das mais variadas fontes. É natural que a integração de tudo acarrete na geração de bugs.
2. A luta acirrada por novos adeptos fez com que as empresas que distribuem Linux, com poucas excessões, lançacem novas versões de seu sistema num período muito curto de tempo. Como a briga hoje em dia é para "lançar primeiro", o período de testes e depuração de erros tendeu a zero nessas distribuições. Das mais populares só inocento a Debian e Slack dessa crítica.
No artigo você se focou apenas num aspecto negativo dos Linux atuais, mas temos que levar em conta a enorme quantidade de evoluções que elas tiveram. O suporte a hardware de hoje em dia nem se compara com o de 2 anos atrás, o nível de facilidade de instalação, ferramentas de configuração, quantidade de documentação, quantidade de adeptos e que se auto ajudam na internet, facilidade de download das ISOS, quantidade de sites, mirrors, etc...