Software livre, interoperabilidade, padronização e usuários leigos
Hoje me deparei com uma discussão um tanto acirrada com um usuário leigo sobre o OpenOffice. Tentei deixar de demagogias e o lado ideológico da coisa de lado, então algumas afirmações fui obrigado a analisar.
Artigo
Dificuldades todos temos, seja com um sistema ou aplicação, serviço ou algo do gênero. Se nós administradores de sistema ou mesmo "hard users" temos dificuldades, imagine um usuário leigo. Com isso vem a pergunta: "Até que ponto devemos tentar quebrar paradigmas e alterar o que já virou padrão? Novas implementações com mais opções e recursos logicamente são bem vindos, mas alterar o anterior? Será que nos preocupamos com nós mesmos ou com usuários na hora de desenvolvermos aplicações que eles utilizarão?".
Não podemos ser demagogos. Temos de admitir que alguns sistemas tornaram-se padrões, como é o caso da suite de escritório da Microsoft. Como foi largamente utilizada, algumas coisas tornaram-se padrões. Se é melhor ou pior não é o caso. A questão é o usuário. Para ele o que é mais importante? Para o usuário o que mais interessa é que ele possa utilizar o sistema sem pensar. Utilizar como ele já utilizava. Se aprender algo novo já é difícil, mudar isso é quase impossível. Como eu posso dizer para um usuário que tudo que ele aprendeu até o momento deve ser esquecido e reaprendido, pois o novo sistema trabalha de outra forma?
Devemos nos preocupar em desenvolver soluções novas, mas mantendo a facilidade de operação para os usuários e isso implica, sim, em utilizar de padrões. Se em um sistema para fazer tal procedimento o usuário seguia tal passo, em outro esse passo deve ser mantido.
Talvez não nos preocupemos em sistemas simples, mas em sistemas complexos onde a produção do usuário deve ser mantida. Logicamente que mudar a forma de se fazer um procedimento vai despender um esforço maior do usuário, o que conseqüentemente vai diminuir o seu rendimento.
Padronização. Esta palavra deve estar na mente dos desenvolvedores e administradores de sistemas. Vejamos um exemplo:
Você possui um teclado no padrão ABNT2 (meu preferido) e então a empresa em que trabalha decide só comprar teclados modelo alemão porque são mais baratos. O que ocorre quando o seu teclado quebra e é obrigado a trocar por um novo disponibilizado pela empresa?
Reposta: você perde mais tempo procurando a localização das teclas do que produzindo seu trabalho.
Então voltamos a nossa análise. Até que ponto a fuga dos padrões deve ser buscada? Os padrões devem ser alterados e se devem, quem deve definí-los? Ao alteramos padrões, os usuários devem ser consultados e estarem em conformidade com as mudanças. Eles utilizarão as funções.
Já ouvi de alguns técnicos que usuário não sabe o que quer. Discordo. Eles sabem o que querem, apenas não sabem como fazê-lo. Devemos ouví-los e saber abstrair as informações e nunca tirarmos opções que eles utilizavam anteriormente.
Interoperabilidade é outra questão importante para os usuário. De maneira alguma o usuário deve ser incapaz de consultar e alterar dados que já possuía. A alteração de um sistema deve manter a capacidade de utilizar as informações que ele já possuía. Nestes casos a importância de um sistema poder abrir as outras informações é gigantesca. Neste ponto voltamos a importância do padrão. Padronização de formatos e não só de processos e funções.
Neste ponto os adeptos do software livre querem a padronização. Apenas querem que seus produtos sejam padrões, mas não querem seguir uma padronização de outros apenas por preconceito e ideologia. A expressão que melhor caracteriza a situação é hipocrisia. É exatamente isso que o Software Livre está sendo. Hipócrita.
Espero que em um futuro bem próximo a mentalidade e convicções "religiosas" dos desenvolvedores sejam deixadas para trás em busca de satisfazermos nosso clientes. Em algum lugar da vida (internet) eu li algo assim: "Todas as pessoas tem clientes. Apenas analista de sistemas e traficantes têm usuários". Acho que isso explica porque a classe é tão mal vista. Não tratamos nossos usuários como clientes e sim como simples usuários, que são obrigados a utilizar os sistemas da forma como disponibilizamos para eles, sem a menor preocupação com seus interesses, vontades e necessidades.
Que Alá, Buda, Jesus, Deus e Jeová ajudem nossos usuários a terem paciência e clareie a mente dos administradores e analistas de sistemas.
Não podemos ser demagogos. Temos de admitir que alguns sistemas tornaram-se padrões, como é o caso da suite de escritório da Microsoft. Como foi largamente utilizada, algumas coisas tornaram-se padrões. Se é melhor ou pior não é o caso. A questão é o usuário. Para ele o que é mais importante? Para o usuário o que mais interessa é que ele possa utilizar o sistema sem pensar. Utilizar como ele já utilizava. Se aprender algo novo já é difícil, mudar isso é quase impossível. Como eu posso dizer para um usuário que tudo que ele aprendeu até o momento deve ser esquecido e reaprendido, pois o novo sistema trabalha de outra forma?
Devemos nos preocupar em desenvolver soluções novas, mas mantendo a facilidade de operação para os usuários e isso implica, sim, em utilizar de padrões. Se em um sistema para fazer tal procedimento o usuário seguia tal passo, em outro esse passo deve ser mantido.
Talvez não nos preocupemos em sistemas simples, mas em sistemas complexos onde a produção do usuário deve ser mantida. Logicamente que mudar a forma de se fazer um procedimento vai despender um esforço maior do usuário, o que conseqüentemente vai diminuir o seu rendimento.
Padronização. Esta palavra deve estar na mente dos desenvolvedores e administradores de sistemas. Vejamos um exemplo:
Você possui um teclado no padrão ABNT2 (meu preferido) e então a empresa em que trabalha decide só comprar teclados modelo alemão porque são mais baratos. O que ocorre quando o seu teclado quebra e é obrigado a trocar por um novo disponibilizado pela empresa?
Reposta: você perde mais tempo procurando a localização das teclas do que produzindo seu trabalho.
Então voltamos a nossa análise. Até que ponto a fuga dos padrões deve ser buscada? Os padrões devem ser alterados e se devem, quem deve definí-los? Ao alteramos padrões, os usuários devem ser consultados e estarem em conformidade com as mudanças. Eles utilizarão as funções.
Já ouvi de alguns técnicos que usuário não sabe o que quer. Discordo. Eles sabem o que querem, apenas não sabem como fazê-lo. Devemos ouví-los e saber abstrair as informações e nunca tirarmos opções que eles utilizavam anteriormente.
Interoperabilidade é outra questão importante para os usuário. De maneira alguma o usuário deve ser incapaz de consultar e alterar dados que já possuía. A alteração de um sistema deve manter a capacidade de utilizar as informações que ele já possuía. Nestes casos a importância de um sistema poder abrir as outras informações é gigantesca. Neste ponto voltamos a importância do padrão. Padronização de formatos e não só de processos e funções.
Neste ponto os adeptos do software livre querem a padronização. Apenas querem que seus produtos sejam padrões, mas não querem seguir uma padronização de outros apenas por preconceito e ideologia. A expressão que melhor caracteriza a situação é hipocrisia. É exatamente isso que o Software Livre está sendo. Hipócrita.
Espero que em um futuro bem próximo a mentalidade e convicções "religiosas" dos desenvolvedores sejam deixadas para trás em busca de satisfazermos nosso clientes. Em algum lugar da vida (internet) eu li algo assim: "Todas as pessoas tem clientes. Apenas analista de sistemas e traficantes têm usuários". Acho que isso explica porque a classe é tão mal vista. Não tratamos nossos usuários como clientes e sim como simples usuários, que são obrigados a utilizar os sistemas da forma como disponibilizamos para eles, sem a menor preocupação com seus interesses, vontades e necessidades.
Que Alá, Buda, Jesus, Deus e Jeová ajudem nossos usuários a terem paciência e clareie a mente dos administradores e analistas de sistemas.
Abraço e parabens pelo artigo!