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Software Livre, Comunidade e Ubuntu

Meu objetivo com este artigo, é expor algumas opiniões sobre os assuntos acima e esclarecer alguns fatos que, a meu ver, estão sendo expostos de
maneira equivocada por este mundo afora. Se você tem se sentido desconfortável com alguma ideia relacionada ao software livre ou à comunidade a
qual pertence (principalmente se for a Ubuntu-BR), reserve alguns minutos para ler este texto.
Marta Vuelma mvuelma
Hits: 7.910 Categoria: Linux Subcategoria: Debates
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Dos 18 anos em que trabalho com TI, os últimos 11 foram direcionados com muita força para o software livre. Este interesse foi despertado, principalmente, por vislumbrar uma tecnologia de muito potencial que trazia consigo, além de inovação, um conceito impressionante de colaboração.

Sim, o GNU/Linux é o que é hoje devido à enorme comunidade de desenvolvedores, pesquisadores, usuários dos mais diversos níveis, divulgadores e afins. Independente da distribuição que você escolher utilizar, é possível que você encontre na Internet uma quantidade enorme de documentação e suporte, além de muitas pessoas dispostas à ajudá-lo. Este foi um dos motivos pelos quais eu escolhi o Ubuntu como minha distribuição preferida: o suporte da comunidade.

Porém, trabalhar em grupo não é uma tarefa fácil. Apesar da divulgação exaustiva da filosofia por trás do SL, quando lidamos com pessoas é frequente a ocorrência de mal-entendidos, desavenças e até desentendimentos mais graves. E, infelizmente, tenho percebido que nas comunidades de SL em geral, isso tem sido muito frequente.

As pessoas estão esquecendo o objetivo final e defendendo interesses pessoais. É frequente o desenvolvimento de discussões sem fim por disputas inúteis de espaço ou objetivos individuais. E isso tem ganhado espaço também na comunidade Ubuntu-BR.

Veja que interessante:
  • Em 2012, foi registrada uma movimentação inédita do Ubuntu-BR em eventos como FISL, Latinoware, Tchelinux, FLISOLs, Workshops e seminários. A participação do grupo foi inovadora, tendo sido reconhecida e elogiada em todos os eventos que participou, instalando o Ubuntu, divulgando a filosofia, registrando novos membros, ministrando palestras e mini-cursos, distribuindo brindes e mostrando que os eventos são o melhor lugar para entrar em contato com os usuários.
  • Times regionais que estavam completamente inativos, passaram a registrar movimentação sem precedentes.
  • O Time Ubuntu-BR foi elogiado na última UDS pelo trabalho realizado.
  • Representamos uma das distribuições mais usadas no mundo, que possui uma das comunidades mais desenvolvidas, é uma das mais traduzidas no mundo e só cresce a cada dia.
  • Em 2013 já existe uma calendário de eventos pré-definidos e inúmeras outras atividades já preparadas para dar continuidade ao imenso, mas gratificante, trabalho de divulgar o Ubuntu.

Mas, infelizmente, como já citado neste post, o trabalho em grupos é muito complexo. E como membro oficial da comunidade Ubuntu-BR, sinto-me na responsabilidade de citar e divulgar os fatos acima para evitar que descontentamentos isolados sejam usados para prejudicar o trabalho de um grupo enorme de pessoas que tem se esforçado diariamente e incansavelmente para fazer do grupo "um lugar feliz pra se viver".

De antemão, aviso que apesar de minha entrada no time ser recente, sei de muitos problemas existentes. Seria inocência ignorá-los. Mas ir ao extremo de dizer que a comunidade está falindo, é mostrar-se cego a tudo que está acontecendo. Um dos pilares para o bom funcionamento da comunidade é a confiança. Isto significa que devemos acreditar que as pessoas designadas a um papel, irão cumpri-lo a contento.

O trabalho de retaguarda relacionado à uma distribuição é imenso e pode parecer interminável. O processo de correção de bugs, tradução, testes, documentação e afins, são fundamentais para todos os projetos e requerem muita mão-de-obra dedicada. Por isso, não consigo aceitar ver pessoas discutindo problemas de "beleza" e espaço, ao invés de irem trabalhar em algo que realmente faça a diferença.

A falta de confiança no grupo, impede que dedique-se esforços às atividades importantes e se gaste tempo e energia reparando problemas, que antes de serem problemas do grupo, representam dificuldades pontuais. Durante mais de 2 anos, eu tenho o orgulho de dizer que trabalhei para a comunidade, inclusive em eventos, sem nem ao menos ter registro no Launchpad nem ninguém saber meu nome.

E hoje, muitos fazem o mesmo no meu Time. Por quê? Porque é o resultado que importa, e não um título.

Para não prolongar mais um assunto do qual eu preferia não ter necessidade de escrever, peço a todos que repensem sua posição nos times em que participam. Será que estamos todos defendendo a mesma filosofia?

Se você quiser saber mais sobre as atividades do Ubuntu-BR em 2012, clique aqui. Para saber sobre as atividades que vem sendo desenvolvidas pelo grupo regional do RS, consulte este link com o arquivo da lista de e-mail.


Um abraço e até a próxima.

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   1. Principal

Qual a melhor distribuição? Ainda a pergunta...

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#1 Comentário enviado por danniel-lara em 17/12/2012 - 09:47h
Parabéns pelo Artigo Marta
#2 Comentário enviado por mvuelma em 17/12/2012 - 09:55h
Obrigada Daniel!
#3 Comentário enviado por jwolff em 17/12/2012 - 10:36h
Acredito que o evolvimento de cada usuário depende do interesse,consequentemente formando a comunidade em vários níveis de colaboração. O reconhecimento do cada "papel" de cada usuário dentro da comunidade Open Source é muito abstrato. Se queremos mais qualidade para nossa comunidade,precisamos da colaboração de todos,acredito que no cenário atual,isto será uma consequência inevitável.
#4 Comentário enviado por mvuelma em 17/12/2012 - 10:41h
Concordo com você, jwolff. Obrigada.
#5 Comentário enviado por pinduvoz em 14/02/2013 - 03:39h
Eu acho que o trabalho de divulgação do Ubuntu é competente, e que há muita gente engajada nele que não faz parte de nenhum time "oficial".

Eu mesmo uso e divulgo o Ubuntu como uma boa solução desktop. Ele, o Ubuntu, "se garante", como diz a garotada, pois é uma distro bem feita e fácil de usar.

E hoje, quando Mint e Mageia estão no topo do ranking mais conhecido do GNU/Linux, a inveja do Ubuntu deu uma trégua e os "linuxers hardcores" (infelizmente, isso ainda existe) até dão uma força para os novatos rodarem um "apt-get dist-upgrade" nele.
#6 Comentário enviado por mvuelma em 18/02/2013 - 09:15h
Olá, pinduvoz.
Concordo contigo. Felizmente temos muita gente que trabalha muito pelo software livre sem se preocupar com títulos. É uma pena que dentro dos times ainda exista muita briga por "estrelas" ao lado do nome.
Um grande abraço e sucesso.

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