Compartilhando diretórios em partições FAT com o Samba
Neste meu primeiro artigo relato a experiência que tive ao tentar compartilhar diretórios de meu computador na rede local, sendo que estes estavam em uma partição FAT e a permissioná-los corretamente.
Configurando leitura e escrita na partição
Em primeiro lugar temos que configurar as permissões dos arquivos
na partição montada, já que em partições FAT não temos atributos
de arquivos como nos sistemas de arquivos nativos do Linux por
exemplo. Eis a minha linha do /etc/fstab como exemplo:
/dev/hda5 /mnt/win_D vfat defaults,auto,rw,umask=0000 0 0
Onde:
- umask=0000 - deixa todos os arquivos da partição com 777.
Você pode usar dmask e fmask para, respectivamente, permissionar diretórios e arquivos.
Uma observação interessante é que o umask são os bits que você não quer que sejam acessados. Um jeito fácil de ver isso é subtrair de 7 (rwxrwxrwx) a permissão que ti quer dar e colocar o resto no umask. Uma outra coisa importante é que ele é em modo octal.
Exemplo: Quero que meus arquivos tenham as seguintes permissões:
rwxrw-r- (764)
Lembrando que os bits são 4 para read, 2 para write e 1 para execute. Então para a umask você faz a conta:
7 - 7 = 0
7 - 6 = 1
7 - 4 = 3
Então a umask ficaria 0013 (umask=0013).
Mais informações sobre o umask, dmask, fmask:
$ man mount
Mais informações sobre modos octais de permissionamento:
$ man 8 chmod
e
$ man 2 chmod
Um texto explicando melhor sobre ler e gravar em partições FAT (muito bom ler):
Feita a configuração, monte a partição e vamos ao Samba.
Já tive que fazer exatamente isso, compartilhar dados de um hd fat32 com SAMBA numa situação de emergência. Me lembro que tive que procurar muito em vários lugares por uma solução idêntica a sua, me lembro tb que tive algumas semans depois problemas de corrupção de arquivos! ; - ) Que me ensinou uma importante lição:
Lei 1: Use sempre sistemas de arquivos confiáveis, com baixo grau de desfragmentação! ; - D Principalmente numa rede onde 40 usuários acessam o compartilhamento.
Mas isto é uma outra história.... Bem, felizmente agora a comunidade terá bem menos trabalho ao buscar uma solução para esse problema, parabéns pela iniciativa.
Um abraço,
Murilo R. Esplugues