64 Bits - A próxima batalha
Os produtores dos sistemas operacionais de 64 bits estão se preparando para a batalha que se aproxima. Quem impuser os novos padrões vai dominar o mercado por um bom tempo.
Em tempos de paz
A competição pelos padrões de informática, ora se concentra no software, ora se concentra no hardware. Cabe contar para o jovens que lá pela segunda metade dos anos 80 o software andava anos luz a frente do hardware. A computação engatinhava porque a microeletrônica não conseguia atender às demandas dos programadores, tanto em capacidade de memória como de processamento.
O IBM Xt era uma simplificação brutal dos main frames, tão grandes e tão caros que só empresas e instituições de bom porte podiam comprá-los. O I-386 foi o ovo de Colombo da popularização da informática. Com seu clock de 20 MHz e sua imensa memória de 8 Mb, ele permitiu a implantação das interfaces gráficas do Windows e do OS/2. As interfaces gráficas já estavam disponíveis na linha Apple a preços não tão populares.
Notem que já existiam interfaces gráficas para o Xt´s precursores do i386, mas essas interfaces eram pobres e pouco atrativas.
Antes do i386 os programadores e analistas eram especialistas em compactar programas e arquivos de maneira a ocupar o menor espaço de memória possível, tanto em disco como em RAM. Junto com os i386 apareceram os Cdroms e as placas de som. O mp3 só se popularizou depois, pois converter um arquivo wav em mp3 num 386 levava muitas horas.
Depois do i386, no início dos anos 90 vieram os i486 e i586 que terminaram nas gerações Pentium. Daí em diante a corrida de gato e rato entre software e hardware ocorreu mais ou menos síncrona, significa que o hardware conseguiu atender às demandas de software, mais ou menos a contento. Todavia as demandas de informática foram puxadas pelo software durante muito tempo. Muito tempo em informática significa 5 anos ou menos.
Não parece claro o momento em que o hardware superou a demanda básica de software. Digo demanda básica o pacote home-office normalmente utilizado, pois a medida que o hardware disponibilizava potência novas utilizações surgiam, tais como processamento de imagem, mas não as são utilizações mais populares.
O IBM Xt era uma simplificação brutal dos main frames, tão grandes e tão caros que só empresas e instituições de bom porte podiam comprá-los. O I-386 foi o ovo de Colombo da popularização da informática. Com seu clock de 20 MHz e sua imensa memória de 8 Mb, ele permitiu a implantação das interfaces gráficas do Windows e do OS/2. As interfaces gráficas já estavam disponíveis na linha Apple a preços não tão populares.
Notem que já existiam interfaces gráficas para o Xt´s precursores do i386, mas essas interfaces eram pobres e pouco atrativas.
Antes do i386 os programadores e analistas eram especialistas em compactar programas e arquivos de maneira a ocupar o menor espaço de memória possível, tanto em disco como em RAM. Junto com os i386 apareceram os Cdroms e as placas de som. O mp3 só se popularizou depois, pois converter um arquivo wav em mp3 num 386 levava muitas horas.
Depois do i386, no início dos anos 90 vieram os i486 e i586 que terminaram nas gerações Pentium. Daí em diante a corrida de gato e rato entre software e hardware ocorreu mais ou menos síncrona, significa que o hardware conseguiu atender às demandas de software, mais ou menos a contento. Todavia as demandas de informática foram puxadas pelo software durante muito tempo. Muito tempo em informática significa 5 anos ou menos.
Não parece claro o momento em que o hardware superou a demanda básica de software. Digo demanda básica o pacote home-office normalmente utilizado, pois a medida que o hardware disponibilizava potência novas utilizações surgiam, tais como processamento de imagem, mas não as são utilizações mais populares.
O artigo aborda um assunto muito complicado e interessante.
Essa mudança de 32 para 64bits vem sendo protelada há muito tempo, basta pegar a data do primeiro pc de 64bits lançado.
Como exemplo, estou postando este comentário de um AMD Athlon 64 3000+, que data de 2002.
Ou seja, possuo um pc de 64bits há 6 anos e rodando, quase que totalmente, em 32bits.
Talvez esta mudança vai requerer uma necessidade "drástica" da indústria (ou consumidores). Digo, algum software revolucionário que demande um processamento absurdo ou que 4GB não seja suficiente. Se pensarmos bem, isso já está ocorrendo!
Vejamos os games de antigamente e os de hoje. São cada vez mais "destruidores de máquinas".
Hoje em dia, uma pessoa com uma máquina modesta com 1Gb de RAM não consegue rodar quase nenhum jogo dessa nova leva.
Bom, estou com o tempo um pouco apertado aqui, poderia comentar mais coisas sobre este assunto. Mas aqui encerro.
nicolo, você está de parabéns pelo belo artigo.