Montando automaticamente sua partição no Ubuntu 9.10 - fstab
Dica publicada em Linux / Configuração
Montando automaticamente sua partição no Ubuntu 9.10 - fstab
Depois de uma inspirada noite de decisões, resolvi abolir de vez o sistema chamado Windows 7 do meu notebook e adotar o "nada conhecido" Ubuntu 9.10. A monotonia me incomodava e decidi ousar um pouco, mudar, ter com o que aprender, procurar algo que me instigasse curiosidade.
A instalação do sistema é simples demais. Todo o hardware foi identificado e instalado automaticamente, sem maiores dores de cabeça, coisa rara a tempos atrás quando falava-se de Linux. Ubuntu 9.10 funcionando perfeitamente.
A primeira coisa a fazer era montar a partição onde estavam os documentos pessoais. Sim, "montar"! O Linux é um pouco diferente ao Windows. Quando se trata de acesso a dispositivos, é necessária a montagem do mesmo para que se consiga acessar os arquivos armazenados.
A questão de como montar é simples. Vamos aos poucos. Antes de mais nada, crie uma pasta para a montagem do dispositivo. Recomendo ser dentro de /mnt/. O comando para criar pasta é "mkdir" (sem aspas). Exemplo:
sudo mkdir /mnt/montagem
Primeiro devemos entender a nomenclatura dos HDs no Linux; todos os arquivos de dispositivos ficam no diretório "/dev", e os HDs não ficam fora dessa. Um HD IDE que esteja conectado como MASTER na porta primária, tem a nomenclatura de /dev/hda. Um outro HD, conectado na porta primária como SLAVE, tem a nomenclatura de /dev/hdb.
Vejamos de forma SIMPLES:
Vejam o feedback obtido por mim no meu computador:
sudo fdisk /dev/sda
O número de cilindros para este disco está configurado para 30401. Não existe nada de errado, mas isto é maior que 1024 e pode em certas configurações causar problemas com:
1) programas que executam em tempo de inicialização (versões velhas do LILO)
2) inicialização e programas de particionamento de outros OSs (p.ex., DOS FDISK, OS/2 FDISK)
Comando (m para ajuda): p
Disco /dev/sda: 250.1 GB, 250059350016 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 30401 cylinders
Unidades = cilindros de 16065 * 512 = 8225280 bytes
Identificador do disco: 0×4a364a36
Em segundo lugar, devemos agora definir qual "partição" vamos montar. As informações me mostram o tamanho em bytes, cluster inicial/final, sistema de arquivo, partição bootável, etc. Agora, com essas informações sabemos qual partição devemos montar.
Digamos que eu queira montar a partição sda5, do meu HD, na pasta /mnt/montagem. Exemplo:
sudo mount -t ntfs /dev/sda5 /mnt/montagem/
O comando para montagem é "mount" e "sudo" é para executar o comando como root. A opção "-t" pede o sistema de arquivo. Após isso, vem o dispositivo e a pasta de montagem. Todos separados por um espaço.
PRONTO! Acabamos de montar a nossa partição em uma pasta para que possamos acessá-la.
AGORA IMAGINA VOCÊ TER QUE FAZER ISSO TODA VEZ! o.O
Para isso existe uma solução! Um arquivo chamado fstab é lido na inicialização e armazena as informações do que, onde e como será montado.
Nele existem 6 colunas:
Exemplo do artigo no fstab:
Após adicionar essa linha no fstab, reinicie sua máquina e verifique os arquivos no ponto de montagem. Se você seguiu os passos corretamente, não terá problemas.
Aqui apresentei apenas algumas opções disponíveis. Para maiores detalhes acesse o manual do mount (man mount).
Um abraço!
Acesse a versão original no meu blog: www.enfaTIzando.wordpress.com
A instalação do sistema é simples demais. Todo o hardware foi identificado e instalado automaticamente, sem maiores dores de cabeça, coisa rara a tempos atrás quando falava-se de Linux. Ubuntu 9.10 funcionando perfeitamente.
A primeira coisa a fazer era montar a partição onde estavam os documentos pessoais. Sim, "montar"! O Linux é um pouco diferente ao Windows. Quando se trata de acesso a dispositivos, é necessária a montagem do mesmo para que se consiga acessar os arquivos armazenados.
A questão de como montar é simples. Vamos aos poucos. Antes de mais nada, crie uma pasta para a montagem do dispositivo. Recomendo ser dentro de /mnt/. O comando para criar pasta é "mkdir" (sem aspas). Exemplo:
sudo mkdir /mnt/montagem
Primeiro devemos entender a nomenclatura dos HDs no Linux; todos os arquivos de dispositivos ficam no diretório "/dev", e os HDs não ficam fora dessa. Um HD IDE que esteja conectado como MASTER na porta primária, tem a nomenclatura de /dev/hda. Um outro HD, conectado na porta primária como SLAVE, tem a nomenclatura de /dev/hdb.
Vejamos de forma SIMPLES:
----------{IDE}---------|------{SATA/USB}------
PORTA PRIMARIA - SATA0: /dev/sda
- MASTER: /dev/hda - SATA1: /dev/sdb
- SLAVE: /dev/hdb - SATA2: /dev/sdc
___________________ - SATA3: /dev/sdd
PORTA SECUNDARIA
- MASTER: /dev/hdc
- SLAVE: /dev/hdd E assim por diante :)
-------------------------|-----------------------
Temos aí o endereço de cada dispositivo de armazenamento. Porém, as nomenclaturas podem variar. E para não nos confundirmos, devemos visualizar quais partições existem em cada dispositivo. Para isso existe o comando "fdisk". A sintaxe é simples: "fdisk /dev/dispositivo".
Vejam o feedback obtido por mim no meu computador:
sudo fdisk /dev/sda
O número de cilindros para este disco está configurado para 30401. Não existe nada de errado, mas isto é maior que 1024 e pode em certas configurações causar problemas com:
1) programas que executam em tempo de inicialização (versões velhas do LILO)
2) inicialização e programas de particionamento de outros OSs (p.ex., DOS FDISK, OS/2 FDISK)
Comando (m para ajuda): p
Disco /dev/sda: 250.1 GB, 250059350016 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 30401 cylinders
Unidades = cilindros de 16065 * 512 = 8225280 bytes
Identificador do disco: 0×4a364a36
Dispositivo Boot Início Fim Blocos Id Sistema /dev/sda1 * 1 6528 52436128+ 83 Linux /dev/sda2 6529 29096 181277460 f Win95 (LBA) Partição Extendida /dev/sda3 29097 30401 10482412+ 82 Linux swap / Solaris /dev/sda5 6529 29096 181277428+ 7 HPFS ou NTFSO comando te pede uma letra correspondente a função que deseja. No caso, escolhi "p"(MOSTRA A TABELA DE PARTIÇÃO DO DISPOSITIVO SELECIONADO) que me retornou as informações acima.
Em segundo lugar, devemos agora definir qual "partição" vamos montar. As informações me mostram o tamanho em bytes, cluster inicial/final, sistema de arquivo, partição bootável, etc. Agora, com essas informações sabemos qual partição devemos montar.
Digamos que eu queira montar a partição sda5, do meu HD, na pasta /mnt/montagem. Exemplo:
sudo mount -t ntfs /dev/sda5 /mnt/montagem/
O comando para montagem é "mount" e "sudo" é para executar o comando como root. A opção "-t" pede o sistema de arquivo. Após isso, vem o dispositivo e a pasta de montagem. Todos separados por um espaço.
PRONTO! Acabamos de montar a nossa partição em uma pasta para que possamos acessá-la.
AGORA IMAGINA VOCÊ TER QUE FAZER ISSO TODA VEZ! o.O
Para isso existe uma solução! Um arquivo chamado fstab é lido na inicialização e armazena as informações do que, onde e como será montado.
Nele existem 6 colunas:
- define o que deve ser montado;
- onde o dispositivo vai ser montado;
- diz em qual sistema de arquivo será feita a montagem (existem vários tipos);
- apresenta algumas das várias opções:
users: define que qualquer usuário poderá montar o dispositivo;
rw: define que o dispositivo será montado em modo de leitura e escrita;
auto: define que será montado automaticamente na inicialização. - define se esta partição participará do grupo de dispositivos de backup (no caso, NÃO)
- define se esta partição terá verificação de disco.(no caso, SIM)
Exemplo do artigo no fstab:
<file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass>
/dev/sda5 /mnt/montagem ntfs users,rw,auto 0 1
/dev/sda5 /mnt/montagem ntfs users,rw,auto 0 1
Após adicionar essa linha no fstab, reinicie sua máquina e verifique os arquivos no ponto de montagem. Se você seguiu os passos corretamente, não terá problemas.
Aqui apresentei apenas algumas opções disponíveis. Para maiores detalhes acesse o manual do mount (man mount).
Um abraço!
Acesse a versão original no meu blog: www.enfaTIzando.wordpress.com
Mas seria bom você indicar o caminho do fstab (embora seja muito fácil encontrá-lo) e mostrar o comando.
No mais, tá muito bom o artigo!