Stinky_F00t
usa Crunchbang
Post recolhido
Enviado em 21/03/2011 - 12:30h
Muito bem, então aqui vamos nós. Não existe melhor argumento do que um contra-exemplo:
Você defende que o que não temos condições de provar não existe e que é fruto da nossas mentes, diriam a mesma coisa sobre a teoria da relatividade até Einstein lançar sua teoria restrita e depois a geral. Ora, a ciência não tinha condições de provar que a teoria de Einstein estava correta, mas isso não implicava no fato de ela não estar. Depois de algum tempo a teoria, meramente dedutiva, de Einstein foi provada empiricamente. Moral da história?
Falta de evidencias existenciais não implica em não existência.
Mas falar de Deus é obviamente diferente de falar da luz sofrendo um desvio no espaço em proporção ao campo gravitacional do qual se aproxima, já que PODEMOS ter essa evidência. Deus, por definição, não pode ser conhecido. Por que? Porque implica conceitos como omnipotência, por exemplo, que geram paradoxos lógicos (cf. paradoxo do infinito). Mas isso quer dizer que Deus é materialmente não-existente? Não, só quer dizer que este é "mentalmente não alcançável", caso exista. Assim como os círulos-quadrados, os solteiros-casados e etc.
Uma forma mais simples de explicar o fato:
A proposição: 'Deus existe' é contingente, então por definição PODE ter valor de verdade Verdadeiro ou Falso. Lógicos contemporâneos defendem que como Ele estaria acima da nossa capacidade de compreensão, seu valor de verdade seria indeterminado, mas isso para lógicas não-clássicas polivalentes.
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Edit:
Para mais informações a respeito de questões espistemológicas do tipo veja argumentos céticos do Sexto Empírco e a Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, mais precisamente a parte da antinomias da razão acerca do tempo, espaço, Deus e liberdade.