A distribuição Slackware Linux
Ainda que não faça parte dos dez primeiros colocados no ranking do Distrowatch, o Slackware é e será, enquanto existir, uma das principais distribuições GNU/Linux. Por isso ele merece esse breve texto, que espero incentive usuários já acostumados com o "pinguim" a testá-lo.
Apresentando o Slackware
Quando escrevi sobre distribuições GNU/Linux e usei como base de escolha das "principais" o ranking do Distrowatch (as sete primeiras posições), recebi inúmeros comentários sobre a falta do Slackware.
Por conta disso, lembrei aos fãs dele que o mesmo "site" que faz o ranking inclui o Slackware entre "as principais distribuições" numa página separada, juntamente com outras sete (Ubuntu, openSUSE, Linux Mint, Fedora, Debian, Mandriva e PCLinuxOS) que "apresentei", o CentOS e o Gentoo (o FreeBSD também é citado, mas ele, como sabemos, não é um GNU/Linux).
E já que o próprio Distrowatch incluiu o Slackware ao relacionar as estrelas do universo Linux, uso esse texto para uma "apresentação especial" dessa distribuição aos que por ela se interessam, basicamente traduzindo abaixo o que consta na página daquele "site", até porque concordo plenamente com a análise efetuada.
O Slackware Linux, criado por Patrick Volkerding em 1992, é a distribuição mais antiga ainda existente. Desenvolvido a partir do descontinuado "Projeto SLS", o Slackware 1.0 era distribuído em 24 disquetes e construído em cima da versão 0.99pl11-alpha do kernel Linux. Ele rapidamente tornou-se a distribuição mais popular e, segundo estimativas, cerca de 80% das instalações de GNU/Linux em 1995 eram do Slackware. Sua popularidade decresceu com a chegada do Red Hat Linux e de outras distribuições mais amigáveis, mas ele continuou sendo muito apreciado pelos administradores de sistema e usuários mais técnicos.
O Slackware Linux é uma distribuição bastante técnica, com um número limitadíssimo de utilitários customizados ou próprios. Ele usa um instalador simples em modo texto e um sistema de administração de pacotes que não resolve dependências e que, comparado com outros disponíveis, é considerado quase primitivo. Por conta disso, o Slackware é a distribuição mais limpa e menos sujeita a bugs, pois a falta de customizações e melhoramentos introduzidos por seus desenvolvedores faz com que novos bugs não sejam criados.
Toda a configuração do Slackware é feita através da edição de arquivos de texto e por isso há um ditado na comunidade Linux: se você aprende a usar Red Hat, vai saber usar Red Hat, mas se você aprende a usar Slackware, vai saber usar Linux. E isso é verdade, já que a muitas distribuições são altamente customizadas para atender às necessidades de usuários menos técnicos, que assim aprendem a usar distribuições específicas e não a usar Linux. Ainda que a filosofia simplista da distribuição tenha fãs, a verdade é que, no mundo de hoje, o Slackware vem perdendo dia a dia sua característica de distribuição pronta e utilizável e se tornando cada vez mais uma base para o desenvolvimento de outras distribuições. A exceção para isso é o mercado de servidores, onde ele ainda é bastante popular, apesar da perda de competitividade em função da falta de ferramentas automatizadas para a implementação de atualizações, sejam as da própria distribuição, sejam as de segurança. Finalmente, a atitude conservadora de seus desenvolvedores torna o Slackware uma distribuição que exige muito trabalho manual do usuário para se tornar um moderno desktop.
Prós: muito estável, limpo e sem bugs; arraigado aos princípios do UNIX.
Contras: número limitado de aplicações oficialmente suportadas; conservador na seleção de pacotes básicos; processo de atualização complexo.
Gerenciamento de pacotes: "pkgtools", usando pacotes TGZ (TAR.GZ).
Edições disponíveis: CD e DVD de instalação para processadores de 32 bits (i486).
Sugestão de distribuições baseadas no Slackware: Zenwalk Linux (desktop), VectorLinux (desktop), SLAX (live CD), Slamd64 Linux (64 bits), Bluewhite64 Linux (64 bits), Wolvix (desktop e live CD) e GoblinX (desktop e live CD).
Distribuições semelhantes: Arch Linux, Frugalware Linux e KateOS.
Por conta disso, lembrei aos fãs dele que o mesmo "site" que faz o ranking inclui o Slackware entre "as principais distribuições" numa página separada, juntamente com outras sete (Ubuntu, openSUSE, Linux Mint, Fedora, Debian, Mandriva e PCLinuxOS) que "apresentei", o CentOS e o Gentoo (o FreeBSD também é citado, mas ele, como sabemos, não é um GNU/Linux).
E já que o próprio Distrowatch incluiu o Slackware ao relacionar as estrelas do universo Linux, uso esse texto para uma "apresentação especial" dessa distribuição aos que por ela se interessam, basicamente traduzindo abaixo o que consta na página daquele "site", até porque concordo plenamente com a análise efetuada.
O Slackware Linux, criado por Patrick Volkerding em 1992, é a distribuição mais antiga ainda existente. Desenvolvido a partir do descontinuado "Projeto SLS", o Slackware 1.0 era distribuído em 24 disquetes e construído em cima da versão 0.99pl11-alpha do kernel Linux. Ele rapidamente tornou-se a distribuição mais popular e, segundo estimativas, cerca de 80% das instalações de GNU/Linux em 1995 eram do Slackware. Sua popularidade decresceu com a chegada do Red Hat Linux e de outras distribuições mais amigáveis, mas ele continuou sendo muito apreciado pelos administradores de sistema e usuários mais técnicos.
O Slackware Linux é uma distribuição bastante técnica, com um número limitadíssimo de utilitários customizados ou próprios. Ele usa um instalador simples em modo texto e um sistema de administração de pacotes que não resolve dependências e que, comparado com outros disponíveis, é considerado quase primitivo. Por conta disso, o Slackware é a distribuição mais limpa e menos sujeita a bugs, pois a falta de customizações e melhoramentos introduzidos por seus desenvolvedores faz com que novos bugs não sejam criados.
Toda a configuração do Slackware é feita através da edição de arquivos de texto e por isso há um ditado na comunidade Linux: se você aprende a usar Red Hat, vai saber usar Red Hat, mas se você aprende a usar Slackware, vai saber usar Linux. E isso é verdade, já que a muitas distribuições são altamente customizadas para atender às necessidades de usuários menos técnicos, que assim aprendem a usar distribuições específicas e não a usar Linux. Ainda que a filosofia simplista da distribuição tenha fãs, a verdade é que, no mundo de hoje, o Slackware vem perdendo dia a dia sua característica de distribuição pronta e utilizável e se tornando cada vez mais uma base para o desenvolvimento de outras distribuições. A exceção para isso é o mercado de servidores, onde ele ainda é bastante popular, apesar da perda de competitividade em função da falta de ferramentas automatizadas para a implementação de atualizações, sejam as da própria distribuição, sejam as de segurança. Finalmente, a atitude conservadora de seus desenvolvedores torna o Slackware uma distribuição que exige muito trabalho manual do usuário para se tornar um moderno desktop.
Prós: muito estável, limpo e sem bugs; arraigado aos princípios do UNIX.
Contras: número limitado de aplicações oficialmente suportadas; conservador na seleção de pacotes básicos; processo de atualização complexo.
Gerenciamento de pacotes: "pkgtools", usando pacotes TGZ (TAR.GZ).
Edições disponíveis: CD e DVD de instalação para processadores de 32 bits (i486).
Sugestão de distribuições baseadas no Slackware: Zenwalk Linux (desktop), VectorLinux (desktop), SLAX (live CD), Slamd64 Linux (64 bits), Bluewhite64 Linux (64 bits), Wolvix (desktop e live CD) e GoblinX (desktop e live CD).
Distribuições semelhantes: Arch Linux, Frugalware Linux e KateOS.
Bibliografia
- DistroWatch.com: Put the fun back into computing. Use Linux, BSD. (texto e imagem)
Porém pelo contrário, ele está mais vivo do que nunca (ao menos nos ultimos 10 anos)
Hoje ja tem utilitários tão bom quanto o yum ou apt-get, suporte todos os artificios gráficos modernos, inclusive vem com alguns no próprio disco de instalaçao.
Sim, ele continua sendo para um público mais técnico (porém foi a minha primeira distribuição) e é ótimo para servidores com missão crítica.