Bom, acho que existem pessoas que SÃO vendedoras e outras que ESTÃO vendedoras.
Até chegar ao VOL já passei por várias situações parecidas com os relatos dos colegas. Não sei por que não desisti do Linux.
Basta dizer que nessa multidão de "info centers" nesse mesmo endereço da Av. Rio Branco não encontrei praticamente ninguém que dissesse alguma coisa coerente, fosse em relação ao Linux ou mesmo em relação a outros pormenores de compatibilidade de hardware e/ou software.
É claro que não visitei TODAS as lojas, e que em algumas delas havia algum técnico (ou PELO MENOS algum montador de harware que sabia responder alguma coisa).
Mas a tônica é essa: Vendedores totalmente desinformados e - pior - preconceituosos.
Conheço algumas pessoas que SÃO vendedoras.
Elas conhecem a fundo o produto, a empresa, os associados da empresae tudo o que é necessário saber sobre aquilo que comercializam.
Um conhecido meu, quando vendia vinhos alemães, sabia onde eram produzidos cada um daqueles vinhos, os nomes das famílias dos produtores, em que margem do rio fica localizado o vinhedo, o tipo de cada uva utilizada, quem eram os apreciadores daqueles vinhos, e muitas outras minúcias que parecem não ser importantes.
É claro que não se vai argumentar tudo isso com o cliente assim "do nada", mas também não se vai perder uma venda por mero desconhecimento. Se o cliente quiser saber, será natural que o vendedor saiba primeiro, para poder informar.
Com relação ao Linux, falei ao telefone com uma loja de Niterói onde eles têm uma boa atuação prática e teórica no sentido de instalar corretamente este SO, bem como orientar o usuário para uma utilização tranqüila. Ali eles já sabem quais os periféricos problemáticos (ou seja, que ainda não tem suporte) e quais os que se pode utilizar sem problemas. Isso é bom.
Há alguns anos atrás eu indagava de lojistas e técnicos sobre a possibilidade de instalar um simples drive de cd 52x em meu antigo 486. Como ninguém na época sabia responder (a resposta era sempre NÃO, que eu iria precisar de uma controladora "X" ou de um driver "Y"), eu comprei "na marra" e tentei instalar.
Era um drive OEM (leia-se "genérico") embora viesse com a marca LG e portanto não vinha driver nenhum.
Foi só instalar, ser reconhecido imediatamente pelo Windows, e pronto: Nada de funcionar, é claro.
Aí, fuçando nas revistas de informática que eu colecionava (não tinha internet) descobri que possivelmente faltassem algumas configurações esdrúxulas, descobertas por essas caras que dão nó em pingo de éter...
Foi batata!
Engraçado, no Linux funciona de forma absolutamente transparente no 486 (só tem que montar e desmontar. Como em não sou cowboy, fiz um script para cada ação dessas - aliás aqui no VOL tem umas dicas muito interessantes a respeito).
Agora, foi comentado por um dos colegas acima que a maioria dos usuários de PCs usa o Windows (algo assim).
É verdade, mas em todo mercado há nichos, ou segmentos minoritários, que podem - e devem - ser explorados.
A Apple computer representa uma minoria, a Acer também, a Gateway, a Dell, a Premio, a Sun (nossa, como existem empresas "minoritárias"!).
Entretanto, é dali que seus executivos (e a piãozada também) tiram o seu gordo salário anual.
Ainda existe - e sempre existirá - lugar ao sol para todos os que se dedicarem a alguma coisa, e que saibam encarar grandes dasafios.
Há quase 30 anos se diz que a Apple vai mal das pernas. Será verdade?
Ela já enfrentou várias crises: Já saíiram o Steven Wozniaz ("The Woz") e o próprio Steve Jobs; Já teve diretor árabe, e por aí vai.
Por aí podemos depreender uma coisa: Não é o software livre que irá levar uma grande empresa, especialmente a Microsoft, à falência.
Ela é uma empresa grande, mas que tem a agilidade de uma empresinha de fundo-de-quintal (lá eles dizem "de garage") e é exatamente dessa mentalidade ágil que aparecem os lucros.
É este o principal legado do Bill Gates.
No dia em que aparecer por lá um anti-Gates, ou alguém que queira inovar no lugar errado, aí sim: Adeus, Microsoft.
A gigante Hewlett-Packard (HP) rendeu-se a essa filosofia ao adotar o seu plano "Invent!": A busca da agilidade das pequenas empresas tornou-se mais importante que a estabilidade (sempre ameaçada) das grandes corporações.
Vender é sobretudo uma arte.
Abraços