C - Include e Makefile
Este artigo tem o objetivo de explicar e orientar o uso da diretiva include e do uso de Makefile em seus projetos. Suponho que você tenha um pouco (não precisa ser muito) de conhecimento em C e saiba usar o compilador gcc sobre o GNU/Linux.
Parte 2: Criando um Makefile para o exemplo apresentado
Na página anterior apresentei um exemplo de como utilizar a
diretiva include. Num projeto grande, compilar o
programa manualmente (ou seja, sem o recurso oferecido pelo
make) seria realmente desastroso.
O make é um programa que realiza uma séries de operações armazenadas em um arquivo especial, que geralmente chamados de Makefile (este nome é reconhecido por padrão pelo make). Tais operações podem ser a compilação de uma série de arquivos fontes onde haja dependência entre eles. Com a estrutura oferecida pelo Makefile, fica fácil resolver todas as dependências.
Por exemplo, no exemplo da página anterior, a compilação do arquivo main.c exige primeiro a compilação do arquivo metodos.c, pois no arquivo main.c fazemos o uso de funções localizadas naquele arquivo (metodos.c). Usar o make para o exemplo da página anterior talvez não faça muita diferença, mas para projetos maiores as vantagens tornam-se evidente. O make permite ainda que o programa compile apenas os arquivos modificados caso após a primeira compilação fizéssemos alteração em algum arquivo e resolvêssemos recompilar o programa. Para criar o executável manualmente para o exemplo da página anterior, entraríamos na pasta criada (projetoC) e executaríamos os seguintes comandos na ordem em que aparecem:
$ gcc -c metodos.c
$ gcc main.c metodos.o -o exemplo
O resultado seria o arquivo executável exemplo. Para construir um Makefile para o exemplo dado, primeiro vamos entender um pouco da estrutura de um arquivo Makefile. Um arquivo Makefile é dividido em seções. Uma dessas seções são pré-definidas, a seção all (a primeira seção a ser executada). As outras são aquelas que a seção all depende direta ou indiretamente. Estas outras seções tem seus nomes definidas pelo criador do arquivo Makefile, no caso pode ser o próprio programador ou algum programa que gere automaticamente arquivos Makefile. Como ficaria a seção all:
all:[dependência1] [dependência2] ... [dependênciaN]
[TAB][COMANDO1]
[TAB][COMANDO2]
...
[TAB][COMANDON]
[dependência1]: [dependências de 1]
...
[dependência2]: [dependências de 2]
,,,
Onde:
Cada comando numa dependência deve ser posto após uma tabulação logo abaixo da linha onde está o nome da seção. As dependências são também chamadas de regras. O exemplo abaixo mostra o Makefile para o exemplo de programa dado da página anterior (página 1). Este exemplo irá ilustrar as idéias abordadas até aqui.
Exemplo Makefile para o exemplo de programa dado na página anterior: dentro da pasta projetoC cria o seguinte arquivo (nomeado Makefile):
Arquivo Makefile:
O make é um programa que realiza uma séries de operações armazenadas em um arquivo especial, que geralmente chamados de Makefile (este nome é reconhecido por padrão pelo make). Tais operações podem ser a compilação de uma série de arquivos fontes onde haja dependência entre eles. Com a estrutura oferecida pelo Makefile, fica fácil resolver todas as dependências.
Por exemplo, no exemplo da página anterior, a compilação do arquivo main.c exige primeiro a compilação do arquivo metodos.c, pois no arquivo main.c fazemos o uso de funções localizadas naquele arquivo (metodos.c). Usar o make para o exemplo da página anterior talvez não faça muita diferença, mas para projetos maiores as vantagens tornam-se evidente. O make permite ainda que o programa compile apenas os arquivos modificados caso após a primeira compilação fizéssemos alteração em algum arquivo e resolvêssemos recompilar o programa. Para criar o executável manualmente para o exemplo da página anterior, entraríamos na pasta criada (projetoC) e executaríamos os seguintes comandos na ordem em que aparecem:
$ gcc -c metodos.c
$ gcc main.c metodos.o -o exemplo
O resultado seria o arquivo executável exemplo. Para construir um Makefile para o exemplo dado, primeiro vamos entender um pouco da estrutura de um arquivo Makefile. Um arquivo Makefile é dividido em seções. Uma dessas seções são pré-definidas, a seção all (a primeira seção a ser executada). As outras são aquelas que a seção all depende direta ou indiretamente. Estas outras seções tem seus nomes definidas pelo criador do arquivo Makefile, no caso pode ser o próprio programador ou algum programa que gere automaticamente arquivos Makefile. Como ficaria a seção all:
all:[dependência1] [dependência2] ... [dependênciaN]
[TAB][COMANDO1]
[TAB][COMANDO2]
...
[TAB][COMANDON]
[dependência1]: [dependências de 1]
...
[dependência2]: [dependências de 2]
,,,
Onde:
- [TAB] representa uma tabulação (você pressiona a tecla TAB no início da da linha). As dependências são declaradas colocando o nome da dependência (ou regra, como também é chamada) seguido de dois pontos. Caso haja dependência para um seção, após os dois pontos os nomes das dependências devem ser colocados separados apenas por espaços, nenhum outro caractere deve ser colocado entre o nome das regras.
Cada comando numa dependência deve ser posto após uma tabulação logo abaixo da linha onde está o nome da seção. As dependências são também chamadas de regras. O exemplo abaixo mostra o Makefile para o exemplo de programa dado da página anterior (página 1). Este exemplo irá ilustrar as idéias abordadas até aqui.
Exemplo Makefile para o exemplo de programa dado na página anterior: dentro da pasta projetoC cria o seguinte arquivo (nomeado Makefile):
Arquivo Makefile:
all:METODOS gcc main.c metodos.o -o exemplo METODOS: gcc -c metodos.c
Agora, dentro da pasta projetoC, execute o comando "make". O resultado será um arquivo compilado denominado exemplo. Para obter informações sobre o compilador gcc, no terminal execute o seguinte comando:
$ man gcc
Para mais informações sobre o comando make, consulte a página de manual do make também executando o comando man como segue:
$ man make
Essas duas últimas instruções só são válidas se as páginas de manual das ferramentas mencionadas estiverem instaladas em seu sistema GNU/Linux.