Experimento com Linux (parte 2): de Sabayon a... Gentoo e Funtoo!
Introdução
É hoje o mais utilizado dentre os Linux de compilação e pelo seu potencial de transformação e por ser muito personalizável, é uma meta-distribuição, base de vários outros sistemas GNU/Linux.
Como o Gentoo é totalmente de compilação e muito minimalista, nele você instala tudo, ou pouca coisa, ou só o que precisa.
Assim é quase como montar seu Linux do zero, "From Scratch", e depois aperfeiçoá-lo.
Por causa disso existem várias distribuições GNU/Linux mais do que baseadas (eu diria mesmo construídas em cima) do Gentoo:
- Sabayon (Itália)
- Ututo (Argentina)
- Nova (Cuba)
- Toorox (Alemanha)
- Gentoox (Inglaterra)
- PapugLinux (França)
- Pentoo (Suíça)
E os brasileiríssimos: Tuttoo Linux (UNICAMP), Librix (da empresa Itaudata) e Litrix.
Alguns hoje estão extintos, como o VidaLinux e o Kororaa, mas tem seus méritos porque foram os dois primeiros Gentoo like com instaladores gráficos realmente eficientes.
Dentre essas modificações do Gentoo, neste artigo destacaremos uma, o Funtoo.
Em 2005-2006 Daniel Robbins deixou a Fundação Gentoo e trabalhou por um tempo na Microsoft. Depois deixaria a multinacional e durante um pequeno período, colaborou com o Sabayon Linux.
Hoje, apesar de ainda ajudar um pouco o próprio Gentoo, nas palavras dele próprio: "Dedica-se 100 % do tempo à sua mais nova criação, o Funtoo"
O Funtoo é uma distribuição muito semelhante ao Gentoo. Como ele, é totalmente de compilação e também usa o Portage como gerenciador-compilador automático de pacotes e dependências.
Entretanto, existem algumas diferenças entre o Gentoo e o Funtoo:
A estrutura do OpenRC, do udev e do mdev do Funtoo é ligeiramente modificada. Ainda, as configurações automatizadas do GRUB, do make.conf do Gentoo são feitas via Catalyst, e as do Funtoo, usam um pacote feito pelo próprio Robbins, chamado Metro.
Enquanto no Gentoo (embora possa trabalhar com pacotes experimentais) a fundação procura incentivar o uso majoritário de pacotes "stable", no Funtoo (embora também possa usar pacotes estáveis) o Portage contém pacotes novíssimos, "Unstable", "Testing" e Trunk" e já incorpora todos os pacotes da árvore "unstable" do Gentoo.
Por isso pode-se considerar o Funtoo algo como o Gentoo, mais modernizado, aperfeiçoado e aumentado!
Outra diferença é o controle de versão dos pacotes e do sincronismo do Portage.
Enquanto o Gentoo sincroniza usando RSYNC e usa bastante SVN (principalmente no Overlays), no Funtoo tudo é controlado praticamente por GIT.
GIT é um sistema de controle de versões extremamente rápido e eficiente, como o Subversion (SVN) e o antigo CVS.
Ele foi inventado pelo próprio Linus Torvalds para ser usado exclusivamente no kernel Linux, mas hoje é muito usado por várias distribuições e até por outros SOs.
Originalmente usava pacotes especiais para ser acessado, mas com o advento do GIT via web (ex. Gitweb, Github) esses pacotes (como o Cogito) hoje são obsoletos.
Uma vantagem do GIT-Portage do Funtoo é que se ele encontra instalada na árvore a mesma versão de pacote, não a recopia e reinstala, economizando tempo e largura de banda.
Equivale a dizer que o sistema XDelta do Funtoo é automatizado pelo GIT.
Nos meus primeiros experimentos, combinei e misturei o Sabayon com o Gentoo.
A continuação desses experimentos é descrita neste artigo.