Falta de padronização no Linux
Quem acompanha a evolução de alguma distribuição já deve ter sofrido com a falta de padronização em alguns comandos, aplicativos e diretórios, conforme a evolução destas distribuições. Empresas como a Microsoft e Apple prezam pela padronização para cativar seus usuários, mas o Linux ainda peca nesta área.
Falta de padronização
As empresas ou organizações que desenvolvem as distribuições Linux têm, constantemente, feito alterações de uma versão pra outra que complicam algumas rotinas já adquiridas na distro anterior. Algumas vezes um mesmo aplicativo tem nomes completamente diferentes de uma distribuição pra outra, ou até dentro da mesma distribuição, quando esta muda de versão.
O editor de texto "pico", que também é conhecido como "nano" é um exemplo claro deste problema. Em versões como Conectiva, Ubuntu e Red Hat o nome é pico, mas em outras, como Fedora o nome é "nano".
Esta falta de padronização atinge também alguns scripts, criados pelas próprias distros. No Ubuntu Server 8.10, o script que inicia, reinicia e para o dhcp é o "dhcp-server". Já na versão 9.10 do Ubuntu Server o nome do script é "dhcp3-server", e numa outra já foi "dhcpd", ou seja, três nomenclaturas diferentes para a mesma coisa.
O problema continua quando tentamos instalar algum aplicativo pelo apt-get. Já sofri bastante com as diversas diferenças entre os nomes dos pacotes, como em open-sshd, sshd-server, openssh-server, sshd, e assim por diante. Para resolver este problema eu faço uma consulta do nome do pacote antes de instalar, usando o comando apt-cache search nome_do_pacote.
Há também o problema da organização dos arquivos em pastas. Em algumas distribuições, um pendrive é montado automaticamente dentro da pasta /mnt, já em outras, como Ubuntu é na pasta /media. Dentro do mesmo Ubuntu Desktop, na versão 9.04 a área de trabalho ficava no diretório /home/usuário/Desktop. Já na versão 10.04 fica em /home/usuário/Área de trabalho.
Sei que terão pessoas dizendo que isso é o preço da evolução do sistema, que tocar um projeto grande, como a manutenção de uma distribuição, algumas "baixas de guerra" são necessárias para melhorar o sistema, porém, defendo minha posição por achar que estas mudanças podem ser "transparente" para o usuário.
Os mantenedores das distribuições devem ter, antes de tudo, uma maior preocupação com a facilidade proporcionada aos usuários, coisa que é primordial em outros sistemas operacionais, como os da Microsoft e Apple.
Muitos desistem do Linux e voltam a usar outros sistemas na menor dificuldade, antes de serem atraídos pelos benefícios do Linux e, uma vez insatisfeitos, não voltam mais.
Uma padronização melhoraria também o desenvolvimento de novas ferramentas. Agora falando em primeira pessoa, algumas vezes sinto-me desencorajado a criar um script e divulgá-lo na internet, porque tenho que me preocupar com as várias nomenclaturas e organização de pastas que variam conforme as distribuições e até mesmo dentro das próprias distribuições.
Este artigo é uma forma de protesto com a falta de padronização do Linux. Uso, estudo e trabalho para ajudar a desenvolver o Linux usando os meios que me são possíveis e hoje, minha contribuição não será com um programa, ou um script, ou uma dica, mas sim tornando pública esta reclamação, na qual também me incluo.
Agradeço a todos que puderem acrescentar algo a este artigo, quer seja com críticas, dicas ou sugestões.
O editor de texto "pico", que também é conhecido como "nano" é um exemplo claro deste problema. Em versões como Conectiva, Ubuntu e Red Hat o nome é pico, mas em outras, como Fedora o nome é "nano".
Esta falta de padronização atinge também alguns scripts, criados pelas próprias distros. No Ubuntu Server 8.10, o script que inicia, reinicia e para o dhcp é o "dhcp-server". Já na versão 9.10 do Ubuntu Server o nome do script é "dhcp3-server", e numa outra já foi "dhcpd", ou seja, três nomenclaturas diferentes para a mesma coisa.
O problema continua quando tentamos instalar algum aplicativo pelo apt-get. Já sofri bastante com as diversas diferenças entre os nomes dos pacotes, como em open-sshd, sshd-server, openssh-server, sshd, e assim por diante. Para resolver este problema eu faço uma consulta do nome do pacote antes de instalar, usando o comando apt-cache search nome_do_pacote.
Há também o problema da organização dos arquivos em pastas. Em algumas distribuições, um pendrive é montado automaticamente dentro da pasta /mnt, já em outras, como Ubuntu é na pasta /media. Dentro do mesmo Ubuntu Desktop, na versão 9.04 a área de trabalho ficava no diretório /home/usuário/Desktop. Já na versão 10.04 fica em /home/usuário/Área de trabalho.
Sei que terão pessoas dizendo que isso é o preço da evolução do sistema, que tocar um projeto grande, como a manutenção de uma distribuição, algumas "baixas de guerra" são necessárias para melhorar o sistema, porém, defendo minha posição por achar que estas mudanças podem ser "transparente" para o usuário.
Os mantenedores das distribuições devem ter, antes de tudo, uma maior preocupação com a facilidade proporcionada aos usuários, coisa que é primordial em outros sistemas operacionais, como os da Microsoft e Apple.
Muitos desistem do Linux e voltam a usar outros sistemas na menor dificuldade, antes de serem atraídos pelos benefícios do Linux e, uma vez insatisfeitos, não voltam mais.
Uma padronização melhoraria também o desenvolvimento de novas ferramentas. Agora falando em primeira pessoa, algumas vezes sinto-me desencorajado a criar um script e divulgá-lo na internet, porque tenho que me preocupar com as várias nomenclaturas e organização de pastas que variam conforme as distribuições e até mesmo dentro das próprias distribuições.
Este artigo é uma forma de protesto com a falta de padronização do Linux. Uso, estudo e trabalho para ajudar a desenvolver o Linux usando os meios que me são possíveis e hoje, minha contribuição não será com um programa, ou um script, ou uma dica, mas sim tornando pública esta reclamação, na qual também me incluo.
Agradeço a todos que puderem acrescentar algo a este artigo, quer seja com críticas, dicas ou sugestões.
Realmente as mudanças nos nomes de scripts e pacotes nos forçam a acompanhar as notas de lançamento das distribuições e não é qualquer usuário que tem paciência para isso.
Bom, quanto ao Pico e o Nano tenho que te dizer que não são o mesmo programa. O Nano é mais novo e feito por outros programadores, ele foi criado para ser um clone GNU do Pico. Pelo visto eles fizeram um bom trabalho já que a gente nem percebe as diferenças, né? XD
O caso de montar em /mnt ou em /media, não tem geito, é parte da evolução e opção por programas e filosofias que é particular (e desparelho) para cada distribuição. Não dá pra evitar essas diferenças sem que comprometa a evolução do sistema.
Bom artigo de alerta. Parabéns!