Mamãe, quero Arch! (parte 2 - final)
Esta é a última parte de "Mamãe, quero Arch!". Instruções gerais complementando o artigo anterior para que o usuário faça alguns ajustes no Arch Linux depois de sua instalação e configuração básica para desktops. Direcionado para usuários iniciantes, mas não necessariamente leigos.
Parte 6: Opcionais e finalizando
Opcionais
Opcionalmente você pode substituir o navegador Firefox pelo Swiftfox, que é a versão "melhorada" do Firefox, adaptada para seu processador específico. Se quiser experimentar, remova o Firefox:sudo pacman -Rd firefox
Busque por "swiftfox":
yaourt -Ss swiftfox
Escolha a versão específica para seu processador. No meu caso, por exemplo, escolhi para i686:
yaourt -S aur/swiftfox-i686
O Swiftfox abre as páginas muito mais rapidamente que o Firefox. Mas ele vem todo em inglês, para deixá-lo em português faça o seguinte. Acesse:
http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/
Em seguida clique na pasta correspondente a versão do seu navegador > linux-i686 > xpi > pt-BR.xpi
Por exemplo, se a versão do seu navegador for 3.5.3, o endereço deve ser:
http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/3.5.3/linux-i686/xpi/pt-BR.xpi
Para saber a versão basta ir no menu do navegador: Help -> About.
Após instalar, não reinicie o navegador ainda. Na barra de endereços digite: "about:config" (sem aspas) e tecle enter. Depois tecle enter novamente, na mensagem que aparecer confirme.
Em Filter, preencha com: "useragent.locale" (sem aspas). No resultado que surgir, clique em "en-US" e troque para "pt-BR". Agora sim, reinicie o navegador e o mesmo estará em português do Brasil.
Opcionalmente você também pode configurar o GDM (tela de login) para iniciar através do rc.conf e não do inittab. Para isso, adicionar "gdm" no final do arquivo:
sudo nano /etc/rc.conf
# -----------------------------------------
# DAEMONS
# -----------------------------------------
#
# Daemons to start at boot-up (in this order)
# - prefix a daemon with a ! to disable it
# - prefix a daemon with a @ to start it up in the background
#
DAEMONS=(syslog-ng network netfs crond hal fam alsa samba cups stbd gdm)
# DAEMONS
# -----------------------------------------
#
# Daemons to start at boot-up (in this order)
# - prefix a daemon with a ! to disable it
# - prefix a daemon with a @ to start it up in the background
#
DAEMONS=(syslog-ng network netfs crond hal fam alsa samba cups stbd gdm)
Porém, se preferir usar o gdm dessa maneira, você pode mudar o valor do ID para 3 no arquivo /etc/inittab, como estava antes.
Outra configuração opcional é para o teclado. Talvez mais elegante que adicionar o comando "setxkbmap -model abnt2 br", você pode editar um arquivo:
sudo nano /etc/hal/fdi/policy/10-keymap.fdi
Deixando-o assim:
<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?> <!-- -*- SGML -*- -->
<deviceinfo version="0.2">
<device>
<match key="info.capabilities" contains="input.keymap">
<append key="info.callouts.add" type="strlist">hal-setup-keymap</append>
</match>
<match key="info.capabilities" contains="input.keys">
<merge key="input.xkb.rules" type="string">base</merge>
<!-- If we're using Linux, we use evdev by default (falling back to
keyboard otherwise). -->
<merge key="input.xkb.model" type="string">keyboard</merge>
<match key="/org/freedesktop/Hal/devices/computer:system.kernel.name"
string="Linux">
<merge key="input.xkb.model" type="string">evdev</merge>
</match>
<merge key="input.xkb.layout" type="string">br</merge>
<merge key="input.xkb.variant" type="string">abnt2</merge>
</match>
</device>
</deviceinfo>
<deviceinfo version="0.2">
<device>
<match key="info.capabilities" contains="input.keymap">
<append key="info.callouts.add" type="strlist">hal-setup-keymap</append>
</match>
<match key="info.capabilities" contains="input.keys">
<merge key="input.xkb.rules" type="string">base</merge>
<!-- If we're using Linux, we use evdev by default (falling back to
keyboard otherwise). -->
<merge key="input.xkb.model" type="string">keyboard</merge>
<match key="/org/freedesktop/Hal/devices/computer:system.kernel.name"
string="Linux">
<merge key="input.xkb.model" type="string">evdev</merge>
</match>
<merge key="input.xkb.layout" type="string">br</merge>
<merge key="input.xkb.variant" type="string">abnt2</merge>
</match>
</device>
</deviceinfo>
Agora o teclado ficará correto (abnt2), sem precisar usar aquele comando.
Finalizando
Muitas informações sobre configuração do Arch Linux podem ser encontradas em:Esses dois artigos são apenas introdutórios. Existe muito mais informação sobre o Arch Linux disponível na internet. Infelizmente o Arch Linux não é muito divulgado, por isso, caso goste da distribuição, contribua com a comunidade publicando dicas ou artigos para ajudar usuários iniciantes.
Um dos maiores obstáculos para o usuário iniciante é a falta de ajuda online em seu idioma nativo. A comunidade Arch Linux Brasil é excelente e está de parabéns por divulgar as novidades do Arch Linux, traduzir conteúdo do site oficial e divulgar a distribuição.
Desculpe qualquer erro cometido ou falta de maiores detalhes, estou passando por um momento de considerável mudança em minha vida e estou um pouco sem tempo. O artigo foi feito um pouco às pressas. Comentários são bem-vindos e são importantíssimos para acrescentar informações e ajudar usuários iniciantes.
Abraço.
1) Facil e pratico igual o Ubuntu e Fedora
2) Completo de drivers (pelo menos pro meu desktop) igual o Mandriva
3) Personalizavel e Otimizavel igual o Slackware
4) Rapido igual o Gentoo
5) KISS igual todo bom linux
Estou utilizando a versao x86-64. Em relacao a performance e facil deixar o Arch igual ate mesmo o Gentoo pois nao muda muita coisa em baixar binarios ja para 64 bits ou mesmo i686 e compilar seus fontes. Da mesma forma que o Arch ja tem um kernel "leve" e nao e necessario nem mesmo recompila-lo (a diferenca sentida foi pouquissima ao contrario do ubuntu).
Ao meu ver e muito mais facil instalar e deixar o Arch otimizado e pronto para uso do que o distros como o Ubuntu mesmo, pois estas podem ser mais facil na instalacao inicial porem depois se perde muito tempo para deixar bem otimizada (a nao ser que use somente coisas simples e nao ligue para um desktop pesado).
Outra coisa muito legal no Arch eh o fato de ser Rolling Release... de que adianta demorar um baita tempo (que male male voce tem) para deixar o sistema redondinho e depois de 2 meses sai uma versao nova e a versao velha e esquecida ate mesmo nos bugs... bem, da para migrar, sim... mas quem garante que funciona... por isso deixei o Ubuntu e por enquanto o Arch esta me deixando muito satisfeito neste ponto.
Infelizmente um ponto negativo pro Arch e que ele nao e super estavel por ter versoes novas dos pacotes... por isso eh uma distro para desktop. Eu nao arriscaria usa-lo em servidor, ao contrario do slackware e gentoo, embora acredito que para coisas simples (WebServer, FileServer, Proxy, Internet, etc) seja bastante possivel usa-lo.
Outro ponto que perde pro ubuntu (um dos unicos) e a questao dos repositorios, embora o AUR acabe com este problema. Um dos problemas que tenho enfrentado sao repositorios sobrecarregados/lentos em determinados horarios. Estou testando varios para achar um mais adequado.
Em relacao a dificuldade, o Arch pode ser dificil no comeco (para quem nao esta habituado com o linux), mas no final qualquer linux ate mesmo o Ubuntu ainda precisa editar arquivos na mao e nesse ponto os arquivos do arch sao simples e organizados.
Nota 10 pro artigo! Nota 10 pro Arch!