Porque o Linux é difícil
Este artigo tenta mostrar a visão do outro lado do muro, onde está o usuário comum, olhando do lado do leigo para o lado do expert, quanto às dificuldades do Linux. É a opinião da liberdade que questiona: porque eu tenho que pensar igual a você?
Parte 3: A distância entre expert e usuário no Linux
Imagine-se como um vendedor, tentando convencer um cliente a preferir o seu peixe ao peixe do vizinho. Os bons vendedores que eu conheço não miram diretamente na venda, mas no convencimento. Vender leva a uma operação singela, convencer leva a muitas operações de venda.
Você coloca na mão dele (usuário) um CD da distro que você acha mais fácil. Vamos supor que o sistema instale milagrosamente sem problemas, mas ainda precisa configurar a internet, a placa de som, o driver de vídeo... e o usuário pergunta (pergunta frequente no VOL):
"- Onde eu acho os drivers?"
Depois de resolver tudo isso, ainda precisa do saudoso adobe-reader, de um processador de imagem tipo irfanwiew, de um editor de mid como o timidity, além das trapalhadas de /dev/sda7. Lembre-se que na instalação default o Windows cria uma única partição (método suicida, mas didático).
Nem tudo pode ser resolvido automaticamente para o usuário, mas muitos problemas podem ser minimizados ou evitados. A ansiedade da divulgação leva a uma oferta muito grande de distros de um único CD donde decorre uma instalação incompleta do sistema. Um exemplo corriqueiro: O Ubuntu tem uma instalação amigável, mas não instala nem o build-essential, nem o linux-sources, necessários à compilação. O usuário baixa o driver de vídeo, cuja instalação requer compilação do módulo. A coisa não funciona e ele nem imagina porque.
Os fóruns suportam os iniciantes e constituem uma grande fonte de soluções. Não obstante o nível de dificuldade permanece elevado, exigindo pesquisa das soluções e fazendo com que o usuário se sinta "catando papel no vento" e lendo um a um para encontrar uma solução. Cabe considerar que é grande a possibilidade do usuário empacar e acabar desistindo, frustrado por não ter conseguido. Mais além, vai contar para todos os amigos que o tal Linux é coisa de maluco para maluco.
Algumas soluções são extremamente úteis; por exemplo:
Você coloca na mão dele (usuário) um CD da distro que você acha mais fácil. Vamos supor que o sistema instale milagrosamente sem problemas, mas ainda precisa configurar a internet, a placa de som, o driver de vídeo... e o usuário pergunta (pergunta frequente no VOL):
"- Onde eu acho os drivers?"
Depois de resolver tudo isso, ainda precisa do saudoso adobe-reader, de um processador de imagem tipo irfanwiew, de um editor de mid como o timidity, além das trapalhadas de /dev/sda7. Lembre-se que na instalação default o Windows cria uma única partição (método suicida, mas didático).
Nem tudo pode ser resolvido automaticamente para o usuário, mas muitos problemas podem ser minimizados ou evitados. A ansiedade da divulgação leva a uma oferta muito grande de distros de um único CD donde decorre uma instalação incompleta do sistema. Um exemplo corriqueiro: O Ubuntu tem uma instalação amigável, mas não instala nem o build-essential, nem o linux-sources, necessários à compilação. O usuário baixa o driver de vídeo, cuja instalação requer compilação do módulo. A coisa não funciona e ele nem imagina porque.
Os fóruns suportam os iniciantes e constituem uma grande fonte de soluções. Não obstante o nível de dificuldade permanece elevado, exigindo pesquisa das soluções e fazendo com que o usuário se sinta "catando papel no vento" e lendo um a um para encontrar uma solução. Cabe considerar que é grande a possibilidade do usuário empacar e acabar desistindo, frustrado por não ter conseguido. Mais além, vai contar para todos os amigos que o tal Linux é coisa de maluco para maluco.
Algumas soluções são extremamente úteis; por exemplo:
- A abordagem do Kurumin revelou um grande passo para aproximação do usuário e dos especialistas. Primeiro por oferecer uma instalação com tutorial em português; segundo pelos ícones mágicos, que iam até a instalação dos drivers de placas de vídeo mais utilizadas; terceiro por dar segurança ao usuário, passando a sensação de que a coisa tinha começo meio e fim, ou pés e cabeça.
- Abordagem agressiva do Ubuntu com a comunidade Universe integrada ao repositório. Ainda que isso não leve a um contato mais rico com o usuário, esta comunidade injeta ideias novas ao sistema, alargando as considerações entre os especialistas e os usuários.
- Artigos de tutorias, publicados nos fóruns, que indicam como fazer, como instalar a distro X ou Y. Esse tipo de coletânea é extremamente importante porque contém soluções práticas, facilmente aplicáveis.