Aonde o Windows é frágil
A maioria dos usuários de GNU-Linux sabem, através da experiência e do aprendizado, que o Windows apresenta fragilidades em várias situações, mas não tem sido divulgado os seus pontos vulneráveis. Este artigo descreve de maneira sucinta e conceitual o que torna o Windows vulnerável.
Das origens do problema
Muitos usuários, alguns com bastante bagagem, utilizaram os antigos Windows 3.1 e 3.11 de 16 bits, interfaces gráficas que rodavam sobre o DOS. Não está clara a razão, mas muitos saudosistas gostavam do velho Windows de 16 bits e mantém boas lembranças, inclusive este que vos escreve. Todavia preferência e análise técnica nem sempre andam de mãos dadas.
No velho 3.1 as configurações eram salvas nos famosos arquivos ponto.ini, inclusive as configurações de drivers e de programas. Na época esta foi uma grande idéia no sentido de manter o sistema aberto e acessível aos desenvolvedores. Quase todos programas e drivers criavam arquivos ponto.ini. Com o tempo começavam a ocorrer coisas estranhas, como incompatibilidade entre um arquivo de sistema ponto.ini e um arquivo de driver, ou de aplicativo. Não tão raramente os arquivos ini tinham o mesmo nome e um sobrescrevia o outro tornando o sistema inoperante.
Adicionalmente o DOS utilizava um sistema de arquivos simples, mas pouco robusto: o FAT16 (File Alocation Table).
Não era comum tentar consertar o 3.1. Era rotina reinstalar o "sistema" e os aplicativos. Na verdade os Windows 3.1 e 3.11 eram bastante frágeis, colapsando frequentemente. Vale lembrar que a maioria dos drivers, e o próprio hardware da época, apresentavam qualidade muito inferior a atual.
A flexibilidade que fazia a popularidade do Windows 3.1 era também um fator de vulnerabilidade. Não cabiam tantas preocupações com vírus e internet na época, logo é dispensável tecer considerações quanto a segurança de rede.
A premissa básica do Windows é a facilidade de uso, e o seu CLI (Command Line Interface) sempre foi muito fraco, obrigando a expansão da interface gráfica. Outro ponto fundamental é a falta de ferramentas genéricas, o que obriga um programa para cada finalidade. Graças ao GNU o Linux não sofre desta síndrome.
Muitas interfaces gráficas do Linux apenas enfeitam programas que poderiam ser usados em CLI. Isto não existe no Windows, além de tentativas de melhorar isso a partir de 2003.
No velho 3.1 as configurações eram salvas nos famosos arquivos ponto.ini, inclusive as configurações de drivers e de programas. Na época esta foi uma grande idéia no sentido de manter o sistema aberto e acessível aos desenvolvedores. Quase todos programas e drivers criavam arquivos ponto.ini. Com o tempo começavam a ocorrer coisas estranhas, como incompatibilidade entre um arquivo de sistema ponto.ini e um arquivo de driver, ou de aplicativo. Não tão raramente os arquivos ini tinham o mesmo nome e um sobrescrevia o outro tornando o sistema inoperante.
Adicionalmente o DOS utilizava um sistema de arquivos simples, mas pouco robusto: o FAT16 (File Alocation Table).
Não era comum tentar consertar o 3.1. Era rotina reinstalar o "sistema" e os aplicativos. Na verdade os Windows 3.1 e 3.11 eram bastante frágeis, colapsando frequentemente. Vale lembrar que a maioria dos drivers, e o próprio hardware da época, apresentavam qualidade muito inferior a atual.
A flexibilidade que fazia a popularidade do Windows 3.1 era também um fator de vulnerabilidade. Não cabiam tantas preocupações com vírus e internet na época, logo é dispensável tecer considerações quanto a segurança de rede.
A premissa básica do Windows é a facilidade de uso, e o seu CLI (Command Line Interface) sempre foi muito fraco, obrigando a expansão da interface gráfica. Outro ponto fundamental é a falta de ferramentas genéricas, o que obriga um programa para cada finalidade. Graças ao GNU o Linux não sofre desta síndrome.
Muitas interfaces gráficas do Linux apenas enfeitam programas que poderiam ser usados em CLI. Isto não existe no Windows, além de tentativas de melhorar isso a partir de 2003.
são as desvantagens ou as vantagens do Windows que o artigo está abordando?