Software livre e a liberdade fundamental
O que define a natureza livre de um software é sua licença. Esta licença deve explicitar 4 liberdades numeradas de 0 a 3. Nesta série de artigos serão avaliadas cada uma destas liberdades, seu significado, importância, e sempre que possível será feito um paralelo com licenças não-livres como forma de demonstrar as virtudes daquelas sobre estas.
A liberdade fundamental
Definição:
A primeira liberdade, ou liberdade #0, refere-se à finalidade de uso do software, esta liberdade prevê que não haverá nenhuma limitação ao uso do software, por este motivo a classificamos como Licenças não-livres podem impôr limitações de diversas natureza ao uso do software, tais como:
a) Econômica: ex.: vetado o uso comercial.
b) Política: ex.: vetado o uso por países que não mantenham relações com o país de origem do software.
c) Geográfica: ex.: vetado o uso em determinadas regiões do planeta.
d) Ética: ex.: vetado o uso para atividade específica para a qual atribui-se um juízo de valor.
Podemos citar a licença Oracle 10g como exemplo de licença que restringe a liberdade fundamental. Trecho com tradução livre obtida de http://dandb.podhead.net/ em 04 de outubro de 2010:
Importância:
Compartilhar software permite que os recursos financeiros dos mais ricos ou de um consórcio de empresas ou desenvolvedores favoreçam pequenas organizações, profissionais liberais, estudantes e até governos. Investimentos públicos ou privados em software podem ser compartilhados com o conjunto da sociedade e produzirem uma significativa economia financeira ou de esforços de trabalho.
A contrapartida dos utilizadores pode ser dada através de traduções locais, testes e reporte de falhas. Softwares como o GNU/Linux se beneficiam de uma grande massa heterogênea de testadores, estes usuários podem ser oriundos de diferentes regiões do planeta, práticas, culturas e línguas diferentes, isso aumenta a eficiência dos testes. Esta prática é impossível de ser reproduzida em laboratório de empresas.
Outro aspecto positivo da liberdade fundamental é favorecer a popularização do software, criando uma oportunidade de negócio em consultoria e suporte técnico próximo ao utilizador do software.
Conclusão:
É natural e desejável que gastos públicos seja otimizados e que os produtos de software oriundos destes gastos estejam ao alcance da sociedade. Se o investimento é privado tem-se a oportunidade de realizar a responsabilidade social por meio do compartilhamento de software.
A liberdade fundamental traduz para o software a boa vontade entre os povos, entre ricos e pobres, entre governos e cidadãos, supera barreiras étnicas, políticas, religiosas, geográficas. Tem um significado altruísta que remete ao melhor do ser humano. A liberdade fundamental pode ser expressa pela palavra compartilhar.
Em breve:
A liberdade de aprender.
A primeira liberdade, ou liberdade #0, refere-se à finalidade de uso do software, esta liberdade prevê que não haverá nenhuma limitação ao uso do software, por este motivo a classificamos como Licenças não-livres podem impôr limitações de diversas natureza ao uso do software, tais como:
a) Econômica: ex.: vetado o uso comercial.
b) Política: ex.: vetado o uso por países que não mantenham relações com o país de origem do software.
c) Geográfica: ex.: vetado o uso em determinadas regiões do planeta.
d) Ética: ex.: vetado o uso para atividade específica para a qual atribui-se um juízo de valor.
Podemos citar a licença Oracle 10g como exemplo de licença que restringe a liberdade fundamental. Trecho com tradução livre obtida de http://dandb.podhead.net/ em 04 de outubro de 2010:
- Você não é cidadão ou residente ou está sob o controle dos Governos de Cuba, Irã, Sudão, Líbia, Coreia do Norte, Síria ou outras nações cujo Governo dos EUA sejam proibidos de exportar.
- Você não poderá fazer download ou exportar os programas, direta ou indiretamente, para os acima mencionados.
- Você não está listado no Departamento do Tesouro Americano como terrorista ou narcotraficante, não está listado na Lista Negada de Compradores do Departamento de Comercio dos Estados Unidos.
Importância:
Compartilhar software permite que os recursos financeiros dos mais ricos ou de um consórcio de empresas ou desenvolvedores favoreçam pequenas organizações, profissionais liberais, estudantes e até governos. Investimentos públicos ou privados em software podem ser compartilhados com o conjunto da sociedade e produzirem uma significativa economia financeira ou de esforços de trabalho.
A contrapartida dos utilizadores pode ser dada através de traduções locais, testes e reporte de falhas. Softwares como o GNU/Linux se beneficiam de uma grande massa heterogênea de testadores, estes usuários podem ser oriundos de diferentes regiões do planeta, práticas, culturas e línguas diferentes, isso aumenta a eficiência dos testes. Esta prática é impossível de ser reproduzida em laboratório de empresas.
Outro aspecto positivo da liberdade fundamental é favorecer a popularização do software, criando uma oportunidade de negócio em consultoria e suporte técnico próximo ao utilizador do software.
Conclusão:
É natural e desejável que gastos públicos seja otimizados e que os produtos de software oriundos destes gastos estejam ao alcance da sociedade. Se o investimento é privado tem-se a oportunidade de realizar a responsabilidade social por meio do compartilhamento de software.
A liberdade fundamental traduz para o software a boa vontade entre os povos, entre ricos e pobres, entre governos e cidadãos, supera barreiras étnicas, políticas, religiosas, geográficas. Tem um significado altruísta que remete ao melhor do ser humano. A liberdade fundamental pode ser expressa pela palavra compartilhar.
Em breve:
A liberdade de aprender.
O cara da ORAcle apenas colocou um T.C.R (Tirar a Cara da Reta). O governo dele tem restrições e ele não ganha nada em bancar o Spartacus.
É evidente que os direitos autorais e patentes são restrições ou limitações.
É evidente que na maior parte dos casos a restrição é não dividir conhecimento para não dividir poder.
O caso da China é um exemplo, ela fabrica tudo o que pode piratear sem dar satisfação, mas ela pode fazer isso porque é a China, se fosse um pigmeu
já tinha levado porrada.
Niguém abre mão da vantagem tecnológica, e como consequencia, nenhuma multinacional leva tecnologia nova para fora do seu país.
Toda tecnologia disponibilizada é tecnologia obsoleta ou já disseminada.
Logo o Open source em termos tecnológicos, dificilmente deixará de ser pão amanhecido.
No fundo o opensource apenas coíbe os abusos estarrecedores dos mega-conglomerados.