Distros "meia-boca": Por que existem?
Um dos aspectos que mais depõem contra a GNU/Linux é a existência de distros de qualidade duvidosa, que geralmente acompanham micros "de loja". Dessa forma o usuário, ao ter notícia de que o micro "vem com Linux", já começa a torcer o nariz. Nós que sabemos das inúmeras qualidades do "S.O. do pinguim" temos uma opinião totalmente diferente. Mas por que isso acontece?
Composição de uma distro
Todos aqui sabemos que uma distribuição GNU/Linux (chamada simplesmente de "distro") é basicamente composta de um núcleo chamado kernel e mais os aplicativos (programas), seguidos de tudo quanto seja necessário para que funcionem ou seja, as bibliotecas, addons, e/ou plugins.
O que diferencia uma distro da outra, considerando-se a mesma versão do kernel, é o repertório de aplicativos que vem com cada uma delas. Em tese, portanto, não deveriam existir distros de qualidade inferior, mas apenas diferenciadas basicamente por seus repositórios, que são aquele repertório citado anteriormente.
Acontece que as distros vão ficando desatualizadas em virtude dos avanços tecnológicos, além do que existem algumas distros cujos repositórios são mal resolvidos mesmo. Para um usuário experiente, é relativamente fácil atualizar uma distro. Mas repositórios mal resolvidos são um problema crônico.
Jeito de resolver até que tem, mas isso exige muito trabalho e dedicação além de um certo conhecimento de causa. Para um técnico de TI que é TÉCNICO DE TI (e não um "técnico de TI") isso não deveria ser empecilho algum, porém o usuário leigo quer praticidade, que que tudo funcione bem, e sem complicações (afinal, quem não quer?).
E se existe a opção de o fabricante apresentar o melhor conjunto pelo mesmo preço, então por que não fazê-lo?
É bastante conhecido o fenômeno de as lojas venderem o micro "com Linux" e já oferecerem oficiosamente ao comprador a condição ("jeitinho brasileiro") de instalar um "Windows piratão". Para isso já tem um "técnico" no esquema, que cobra cerca de 60 Reais pelo "serviço"... Mas na verdade existem (poucos) fabricantes de PCs cujas distros são excelentes.
Mesmo assim, esse tal "jeitinho brasileiro" ainda impera. Portanto não importa se a distro é excelente ou não, boa parte dos usuários será instruída pelos vendedores, pelos "técnicos", pelos "amigos-que-entendem-tudo-de-computador" etc a aderir à pirataria.
Simples assim. O esquema já existe, rende para bolsos certos o dinheiro dos incautos, e pronto. E contra esquemas já armados, é difícil argumentar.
O usuário teria de ter ele mesmo a iniciativa de experimentar para somente então ter sua opinião formada: ou aprova, ou não aprova. Nessas circunstâncias, com conhecimento de causa, o usuário poderia dizer com todas as letras "NÃO GOSTEI!...".
Porém, quando o usuário tem conhecimento de causa, a tendência natural é aderir - pelo menos parcialmente - a GNU/Linux. O conhecimento traz em si um poder, e o poder uma responsabilidade.
O que diferencia uma distro da outra, considerando-se a mesma versão do kernel, é o repertório de aplicativos que vem com cada uma delas. Em tese, portanto, não deveriam existir distros de qualidade inferior, mas apenas diferenciadas basicamente por seus repositórios, que são aquele repertório citado anteriormente.
Acontece que as distros vão ficando desatualizadas em virtude dos avanços tecnológicos, além do que existem algumas distros cujos repositórios são mal resolvidos mesmo. Para um usuário experiente, é relativamente fácil atualizar uma distro. Mas repositórios mal resolvidos são um problema crônico.
Jeito de resolver até que tem, mas isso exige muito trabalho e dedicação além de um certo conhecimento de causa. Para um técnico de TI que é TÉCNICO DE TI (e não um "técnico de TI") isso não deveria ser empecilho algum, porém o usuário leigo quer praticidade, que que tudo funcione bem, e sem complicações (afinal, quem não quer?).
E se existe a opção de o fabricante apresentar o melhor conjunto pelo mesmo preço, então por que não fazê-lo?
Mau testemunho
As distros "meia-boca" dão um péssimo testemunho do que seja realmente "o Linux". Por essa razão, ao invés de cativarem novos adeptos, reforçam os argumentos dos contenciosos que combatem a ferro e fogo não somente a GNU/Linux, mas também o software livre.É bastante conhecido o fenômeno de as lojas venderem o micro "com Linux" e já oferecerem oficiosamente ao comprador a condição ("jeitinho brasileiro") de instalar um "Windows piratão". Para isso já tem um "técnico" no esquema, que cobra cerca de 60 Reais pelo "serviço"... Mas na verdade existem (poucos) fabricantes de PCs cujas distros são excelentes.
Mesmo assim, esse tal "jeitinho brasileiro" ainda impera. Portanto não importa se a distro é excelente ou não, boa parte dos usuários será instruída pelos vendedores, pelos "técnicos", pelos "amigos-que-entendem-tudo-de-computador" etc a aderir à pirataria.


O usuário teria de ter ele mesmo a iniciativa de experimentar para somente então ter sua opinião formada: ou aprova, ou não aprova. Nessas circunstâncias, com conhecimento de causa, o usuário poderia dizer com todas as letras "NÃO GOSTEI!...".
Porém, quando o usuário tem conhecimento de causa, a tendência natural é aderir - pelo menos parcialmente - a GNU/Linux. O conhecimento traz em si um poder, e o poder uma responsabilidade.