O Software Livre nas Universidades
Um texto breve e simples que procura discutir a importância do software livre nas universidades, pois é um erro considerar o Linux somente um sistema operacional superior ao Windows, sendo que ele é ao mesmo tempo uma ótima alternativa social e anti-pirataria.
Software Livre nas Universidades Brasileiras
Visto que grande parte da galera da comunidade Viva o Linux é estudante de informática, achei importante levantar e colocar esta questão, ao menos da maneira como eu a enxergo.
Me preocupa o fato de que a natureza de um software pode parecer uma questão apenas técnica, de apenas de pessoas envolvidas com a área, ou pior: de defensores do software livre como eu. Mas na verdade não é! A proveniência dos sistemas que usamos para gerenciar nossas informações é uma questão tão social e política quanto tantas outras que conhecemos.
Em meio a uma vasta discussão e definição, resumidamente entende-se por Software Livre os programas de computador que sejam passíveis de livre execução, modificação e distribuição. Ou seja: Não existe custo direto para a utilização do mesmo, pois este é suportado por uma enorme comunidade de colaboradores espalhados por todo o mundo, ao invés de possuir os direitos autorais detidos sobre a propriedade de uma empresa. Fenômeno que entende-se como a maior forma de desenvolvimento colaborativo existente até hoje.
Você consegue imaginar os benefícios sociais, econômicos, tecnológicos e acadêmicos trazidos por tudo isso? Somente uma idéia: em 2004, o governo poupou R$ 28 milhões com a implantação de Software Livre e isto era apenas 7% do gasto total com licenças.
O fato de sermos desimpedidos para usar softwares proprietários na universidades e em nossas casas sem pagar licenças não é à toa, pois é aí que estão os centros de aprendizado e mecanização da manipulação da informação. A cópia pirata utilizada por você hoje, é a cópia licenciada por um alto custo na sua empresa amanhã. Dizemos então que as grandes empresas do ramo sobrevivem da pirataria, utilizando-se de práticas nazistas de distribuição do produto para conquista de mercado. Isso lembra muito o que praticantes de drogas fazem para aumentar seu campo de compradores: distribuem porções da droga para potenciais "clientes centrais".
Visitei muitas universidades públicas pelo Brasil afora, e considero deprimente adentrar um laboratório de informática com 30 a 40 computadores de um grande centro de ciências aplicadas e tecnológicas, e encontrar um Windows Server rodando em máquinas caquéticas com HD e que mal agüentam o ambiente gráfico, enquanto um sistema simples de boot remoto resolveria o problema.
Caímos na realidade de reaproveitar tantos micros velhos, e a de não educar os nossos alunos para que estes posteriormente dirijam-se às suas multinacionais somente sabendo fazer gráficos no Excel e desligando o computador clicando em "Iniciar", e para isso tendo que ser responsável por uma licença corporativa assassina, da qual a empresa teme se livrar para não comprometer sua produtividade já tão viciada sobre os software proprietários.
Ao comprar um software, além de lhe serem impostas várias condições de utilização em regime ditatorial, você está usufruindo de uma imensa propriedade intelectual acumulada ao longo de décadas por inúmeras pessoas, e que agora é vendida pelo "fabricante" do produto.
Sem me estender mais, pois quero deixar a discussão para eventuais comentários, eu defendo a utilização exclusiva de Software Livre nas universidades e em qualquer outro lugar por me recusar a ser um mero usuário e comprador de tecnologia, e pelo meu desejo de que os nossos centros de ensino deixem de formar apenas reprodutores de procedimentos pagos, pois eu como cidadão prefiro ser desenvolvedor e detentor da tecnologia, usufruindo de um bem imenso e que não pode ser comprado: a colaboratividade.
Me preocupa o fato de que a natureza de um software pode parecer uma questão apenas técnica, de apenas de pessoas envolvidas com a área, ou pior: de defensores do software livre como eu. Mas na verdade não é! A proveniência dos sistemas que usamos para gerenciar nossas informações é uma questão tão social e política quanto tantas outras que conhecemos.
Em meio a uma vasta discussão e definição, resumidamente entende-se por Software Livre os programas de computador que sejam passíveis de livre execução, modificação e distribuição. Ou seja: Não existe custo direto para a utilização do mesmo, pois este é suportado por uma enorme comunidade de colaboradores espalhados por todo o mundo, ao invés de possuir os direitos autorais detidos sobre a propriedade de uma empresa. Fenômeno que entende-se como a maior forma de desenvolvimento colaborativo existente até hoje.
Você consegue imaginar os benefícios sociais, econômicos, tecnológicos e acadêmicos trazidos por tudo isso? Somente uma idéia: em 2004, o governo poupou R$ 28 milhões com a implantação de Software Livre e isto era apenas 7% do gasto total com licenças.
O fato de sermos desimpedidos para usar softwares proprietários na universidades e em nossas casas sem pagar licenças não é à toa, pois é aí que estão os centros de aprendizado e mecanização da manipulação da informação. A cópia pirata utilizada por você hoje, é a cópia licenciada por um alto custo na sua empresa amanhã. Dizemos então que as grandes empresas do ramo sobrevivem da pirataria, utilizando-se de práticas nazistas de distribuição do produto para conquista de mercado. Isso lembra muito o que praticantes de drogas fazem para aumentar seu campo de compradores: distribuem porções da droga para potenciais "clientes centrais".
Visitei muitas universidades públicas pelo Brasil afora, e considero deprimente adentrar um laboratório de informática com 30 a 40 computadores de um grande centro de ciências aplicadas e tecnológicas, e encontrar um Windows Server rodando em máquinas caquéticas com HD e que mal agüentam o ambiente gráfico, enquanto um sistema simples de boot remoto resolveria o problema.
Caímos na realidade de reaproveitar tantos micros velhos, e a de não educar os nossos alunos para que estes posteriormente dirijam-se às suas multinacionais somente sabendo fazer gráficos no Excel e desligando o computador clicando em "Iniciar", e para isso tendo que ser responsável por uma licença corporativa assassina, da qual a empresa teme se livrar para não comprometer sua produtividade já tão viciada sobre os software proprietários.
Ao comprar um software, além de lhe serem impostas várias condições de utilização em regime ditatorial, você está usufruindo de uma imensa propriedade intelectual acumulada ao longo de décadas por inúmeras pessoas, e que agora é vendida pelo "fabricante" do produto.
Sem me estender mais, pois quero deixar a discussão para eventuais comentários, eu defendo a utilização exclusiva de Software Livre nas universidades e em qualquer outro lugar por me recusar a ser um mero usuário e comprador de tecnologia, e pelo meu desejo de que os nossos centros de ensino deixem de formar apenas reprodutores de procedimentos pagos, pois eu como cidadão prefiro ser desenvolvedor e detentor da tecnologia, usufruindo de um bem imenso e que não pode ser comprado: a colaboratividade.
Na faculdade que estudei, AJUDEI a introduzir o software livre no meio academico.
No link abaixo tem um artigo meu q foi publicado exatamente sobre isso
http://www.usp.br/siicusp/13osiicusp/aprovados/ficha4397.htm
primeiramente fui o responsavel a introduzir o SL em um laboratorio com cerca de 20 computadores, desses cerca de 4 funcionavam perfeitamente. No link tem maiores detalhes.
em uma palestra que dei, fiquei chocado com a quantidade de pessoas que faziam Ciencia da Computacao e nunca ao menos tinham ouvido falar do linux... depois da palestra senti um receio de alguns alunos, mas outros vieram falar comigo posteriormente sobre o assunto.
No evento em questao, fiz a instalacao do Slackware passo a passo para que todos aprendessem e futuramente instalarem uma dist em seus computadoes pessoais. Usei o slack porque é ele que uso com frequencia e garanto ajudar mais as pessoas.
Me prontifiquei a gravar cds com o slackware, apenas pedia as midias. O numero de pessoas interessadas foi muito grande.
Aos poucos percebi que meu email recebia muito mais mensagens do que antes, tiveram dias que respondi cerca de 40 emails de pessoas da faculdade, inclusive alunos e professores. Isso mostra que o SL nao é tao divulgado quanto deveria ser, principalmente nas universidades.