Verdades e mentiras sobre tecnologias WEB
Conheça as verdades e tendêndicas sobre o DotNet, DotGNU, GTK, ASP.net, PHP, JSP, Tomcat, Jakarta, php_java e tecnologias envolvidas.
Reflexão sobre tecnologias WEB
Olá pessoal,
Todos devem saber como é difícil falar mal do seu time né?
Apesar disso tentarei ser imparcial nesse assunto tão polêmico, então vamos lá:
ASP.net, JSP e PHP estão aí em combate direto e cada dia que passa isso fica mais claro. O ASP.net (Tecnologia DotNET da Microsoft) tem como vantagem o seu fabuloso framework que nos é vendido como a oitava maravilha do mundo, num estudo divulgado e financiado pela MS, descobriu-se que chimpanzés conseguem programar (seria uma mensagem subliminar dessa empresa para os programadores negligentes? "Nosso framework faz tudo para você, mesmo sendo você uma anta"). Em contra partida, no guia técnico dessa mesma empresa ela recomenda que seus servidores sejam reiniciados pelo menos uma vez por semana para evitar perda de desempenho. Então pra que ter um framework que em questões de desenvolvimento na sua workstation resolva tudo para você, mas não aguente o tranco?
A Sun percebeu a tempo que ela podia ter uma fatia desse mercado e começou uma corrida tecnológica focando seus esforços no JSP. Como sempre ela usou e abusou da sua vantagem e independência de plataforma e, a Apache Software Foundation por sua vez resolveu entrar na dança com o Tomcat e o Jakarta - Opa, ponto positivo para a Sun, a religiosa comunidade do código aberta está lhe apoiando... Mas e ai? Você conhece alguma empresa que não tenha como objetivo ter lucros? A Sun anda atualmente cooperando com o desenvolvimento do software livre, mas e no futuro, como isso fica? Se o JSP monopolizar o mercado, talvez tenhamos aí um problema seríssimo, porque uma tecnologia independente de plataforma significa não uma fatia grande do mercado para a Sun, mas sim a pizza inteira. Se por um lado a comunidade que apoia o "software livre" tem como ponto negativo não ter nenhum compromisso direto* com seu produto (risco de descontinuações repentinas e falta de suporte), os produtos de código proprietário tem esses.
Mas enfim, acho que todos já devem ter visto aquela imagem do TUX bebendo o conteúdo da "Caixinha Microsoft", não é mesmo? O PHP tem uma história bastante interessante, porque "desde criança" ele já se baseava na hibridização e num processo fagocitósico de tecnologias. Para se ter idéia, o PHP de hoje sucede de um produto mais antigo, chamado PHP/FI (que era baseado em Perl).
Segundo a fonte oficial PHP.net, o PHP/FI foi criado por Rasmus Lerdorf em 1995, inicialmente como simples scripts Perl como estatísticas de acesso para seu currículo online. Ele nomeou esta série de scripts de 'Personal Home Page Tools'. Como mais funcionalidades foram requeridas, Rasmus escreveu uma implementação C muito maior, que era capaz de comunicar-se com banco de dados e possibilitava à usuários desenvolver simples aplicativos dinâmicos para Web. Enfim... Rasmus resolveu disponibilizar o código fonte do PHP/FI para que todos pudessem ver, usá-lo e também corrigir bugs e melhorar o código. Por fim, a abertura do código resultou no release das versões 3.0 alphas.
O PHP 3.0 foi a primeira versão que se assemelha ao PHP que nós conhecemos hoje. Ela foi criada por Andi Gutmans e Zeev Suraski em 1997 e foi totalmente reescrito, após eles descobrirem que o PHP/FI 2.0 poderia ajudá-los a desenvolver suas próprias aplicações de eCommerce de um projeto da Universidade. No esforço cooperativo e iniciativa de começar o PHP/FI à partir da base-usuário existente, Andi, Rasmus e Zeev decidiram cooperar e anunciar o PHP 3.0 como uma versão oficial de seu sucessor o PHP/FI 2.0 e o desenvolvimento do PHP/FI 2.0 foram descontinuados.
O PHP 3.0 fez tanto sucesso no mundo web que no final de 1998 ele obteve uma base de dezenas de milhares de usuários (estimativa) e centenas de milhares de web sites relatando que o tinham instalado. Em seu pico, o PHP 3.0 foi instalado em aproximadamente 10% dos servidores web da Internet (superando escandalosamente os consideráveis 1% do PHP/FI).
Na versão 4.0 a engine Zend foi empregada e o desempenho obtido superou quase todas as expectativas. Além da altíssimo melhoramento da performance desta versão, o PHP 4.0 incluiu outras características chave como o suporte para muitos servidores Web, sessões HTTP, buffer de saída, maneiras mais seguras de manipular input de usuários e muitas construções novas na linguagem.
Hoje, o PHP está começando a ser usado por centenas de milhares de desenvolvedores (estimativa) e muitos milhões de sites reportam que tem o PHP instalado, o que explica os 20% de domínios da internet, ou seja, 1 em cada 5 sites da internet (incluindo sites sem suporte a nenhuma linguagem dinâmica - HTML puro) usa PHP. Espantoso né?
Pra botar mais fogo nisso, pense agora se a comunidade GNU quisesse bater de frente com a Microsoft e dizer: "Oi... o mercado de frameworks não vai ser só seu, nós estamos criando o DotGNU". Agora não sei se é conspiração contra a Microsoft, mas o PHP já roda a muito tempo em Windows e pra piorar, PHP e Java tão conversando diretamente através do modulo php_java, agora além do PHP já suportar as dynamic extensions (parecido com os LKMs, módulos do kernel Linux por exemplo), ele importa classes Java.
O PHP 5.0 está ai, a Sun está vindo com tudo e a Microsoft continua com suas experiências com seres primatas.
Agora pergunto uma coisa, vocês já ouviram aquela historinha que são os alunos que constroem a universidade e não a universidade o aluno? Compare analistas UNIX like/Sun, Microsoft/Sun e programadores de acordo com essa mesma discriminação. Você verá como os patamares de conhecimentos em 90% dos casos são totalmente diferentes.
Então, moral da história:
O que faz uma tecnologia ser boa é os usuários que a utilizam e não os seus produtores ;)
[]`s
Ragen
Todos devem saber como é difícil falar mal do seu time né?
Apesar disso tentarei ser imparcial nesse assunto tão polêmico, então vamos lá:
ASP.net, JSP e PHP estão aí em combate direto e cada dia que passa isso fica mais claro. O ASP.net (Tecnologia DotNET da Microsoft) tem como vantagem o seu fabuloso framework que nos é vendido como a oitava maravilha do mundo, num estudo divulgado e financiado pela MS, descobriu-se que chimpanzés conseguem programar (seria uma mensagem subliminar dessa empresa para os programadores negligentes? "Nosso framework faz tudo para você, mesmo sendo você uma anta"). Em contra partida, no guia técnico dessa mesma empresa ela recomenda que seus servidores sejam reiniciados pelo menos uma vez por semana para evitar perda de desempenho. Então pra que ter um framework que em questões de desenvolvimento na sua workstation resolva tudo para você, mas não aguente o tranco?
A Sun percebeu a tempo que ela podia ter uma fatia desse mercado e começou uma corrida tecnológica focando seus esforços no JSP. Como sempre ela usou e abusou da sua vantagem e independência de plataforma e, a Apache Software Foundation por sua vez resolveu entrar na dança com o Tomcat e o Jakarta - Opa, ponto positivo para a Sun, a religiosa comunidade do código aberta está lhe apoiando... Mas e ai? Você conhece alguma empresa que não tenha como objetivo ter lucros? A Sun anda atualmente cooperando com o desenvolvimento do software livre, mas e no futuro, como isso fica? Se o JSP monopolizar o mercado, talvez tenhamos aí um problema seríssimo, porque uma tecnologia independente de plataforma significa não uma fatia grande do mercado para a Sun, mas sim a pizza inteira. Se por um lado a comunidade que apoia o "software livre" tem como ponto negativo não ter nenhum compromisso direto* com seu produto (risco de descontinuações repentinas e falta de suporte), os produtos de código proprietário tem esses.
Mas enfim, acho que todos já devem ter visto aquela imagem do TUX bebendo o conteúdo da "Caixinha Microsoft", não é mesmo? O PHP tem uma história bastante interessante, porque "desde criança" ele já se baseava na hibridização e num processo fagocitósico de tecnologias. Para se ter idéia, o PHP de hoje sucede de um produto mais antigo, chamado PHP/FI (que era baseado em Perl).
Segundo a fonte oficial PHP.net, o PHP/FI foi criado por Rasmus Lerdorf em 1995, inicialmente como simples scripts Perl como estatísticas de acesso para seu currículo online. Ele nomeou esta série de scripts de 'Personal Home Page Tools'. Como mais funcionalidades foram requeridas, Rasmus escreveu uma implementação C muito maior, que era capaz de comunicar-se com banco de dados e possibilitava à usuários desenvolver simples aplicativos dinâmicos para Web. Enfim... Rasmus resolveu disponibilizar o código fonte do PHP/FI para que todos pudessem ver, usá-lo e também corrigir bugs e melhorar o código. Por fim, a abertura do código resultou no release das versões 3.0 alphas.
O PHP 3.0 foi a primeira versão que se assemelha ao PHP que nós conhecemos hoje. Ela foi criada por Andi Gutmans e Zeev Suraski em 1997 e foi totalmente reescrito, após eles descobrirem que o PHP/FI 2.0 poderia ajudá-los a desenvolver suas próprias aplicações de eCommerce de um projeto da Universidade. No esforço cooperativo e iniciativa de começar o PHP/FI à partir da base-usuário existente, Andi, Rasmus e Zeev decidiram cooperar e anunciar o PHP 3.0 como uma versão oficial de seu sucessor o PHP/FI 2.0 e o desenvolvimento do PHP/FI 2.0 foram descontinuados.
O PHP 3.0 fez tanto sucesso no mundo web que no final de 1998 ele obteve uma base de dezenas de milhares de usuários (estimativa) e centenas de milhares de web sites relatando que o tinham instalado. Em seu pico, o PHP 3.0 foi instalado em aproximadamente 10% dos servidores web da Internet (superando escandalosamente os consideráveis 1% do PHP/FI).
Na versão 4.0 a engine Zend foi empregada e o desempenho obtido superou quase todas as expectativas. Além da altíssimo melhoramento da performance desta versão, o PHP 4.0 incluiu outras características chave como o suporte para muitos servidores Web, sessões HTTP, buffer de saída, maneiras mais seguras de manipular input de usuários e muitas construções novas na linguagem.
Hoje, o PHP está começando a ser usado por centenas de milhares de desenvolvedores (estimativa) e muitos milhões de sites reportam que tem o PHP instalado, o que explica os 20% de domínios da internet, ou seja, 1 em cada 5 sites da internet (incluindo sites sem suporte a nenhuma linguagem dinâmica - HTML puro) usa PHP. Espantoso né?
Pra botar mais fogo nisso, pense agora se a comunidade GNU quisesse bater de frente com a Microsoft e dizer: "Oi... o mercado de frameworks não vai ser só seu, nós estamos criando o DotGNU". Agora não sei se é conspiração contra a Microsoft, mas o PHP já roda a muito tempo em Windows e pra piorar, PHP e Java tão conversando diretamente através do modulo php_java, agora além do PHP já suportar as dynamic extensions (parecido com os LKMs, módulos do kernel Linux por exemplo), ele importa classes Java.
O PHP 5.0 está ai, a Sun está vindo com tudo e a Microsoft continua com suas experiências com seres primatas.
Agora pergunto uma coisa, vocês já ouviram aquela historinha que são os alunos que constroem a universidade e não a universidade o aluno? Compare analistas UNIX like/Sun, Microsoft/Sun e programadores de acordo com essa mesma discriminação. Você verá como os patamares de conhecimentos em 90% dos casos são totalmente diferentes.
Então, moral da história:
O que faz uma tecnologia ser boa é os usuários que a utilizam e não os seus produtores ;)
[]`s
Ragen
[]'s