Porque migrar para o Linux - No meu caso também, preguiça
Neste relato descrevo as razões que empurraram um usuário comum a partir para a migração ao Linux.
Introdução
Vai aqui a descrição de algumas peripécias que passei e situações que me levaram ou na verdade empurraram a migrar ao Linux, entre elas a do título do artigo.
Após ter visto no ano 2000, acredito que a versão 5 ou 6 do Red Hat rodando perfeitamente via VMWare em NoBo Sonny Vaio da primeira geração com Windows 98 instalado, passei a considerar seriamente as possibilidades de partir para algo similar ou caso fosse possível, até mesmo abandonar de vez o SO da Microsoft.
Esta decisão e interesse ficou maior ainda quando apenas três meses após receber um NoBo Sharp Actius A-280 fiquei como dizem alguns, "pendurado no pincel" em uma situação crítica. Tinha uma conferência internacional no dia seguinte, estando na cidade de Calama no norte do Chile, revisando e preparando a proposta final a ser apresentada, quando o NoBo travou e não havia forma de fazê-lo reinicializar. Aparecia uma mensagem de erro de memória no POST.
Como o NoBo era novinho, casualmente ainda carregava comigo o CD de recuperação original.
Por sorte, já nesta época, costumava manter os dados em partição separada do SO, porém os dados recebidos por email, que eram muitos, ficavam ainda na partição do Windows, no diretório padrão (default) sendo salvos por precaução no final do dia.
Como decidi em desespero de causa e para não perder mais tempo partir para a tentativa de recuperação via reinstalação total do sistema, perdi obviamente boa parte das informações mais recentes de que necessitava para concluir a proposta, tendo que pedir tudo novamente ao escritório central, além da despesa extra em telefonemas internacionais.
Consegui completar o trabalho em tempo e de forma completa, porém tomei a decisão de dispor sempre de algum nível de redundância que me permitisse sair mais facilmente de situações de aperto como esta.
Aí surgiu a barreira da falta de conhecimento sobre este SO. Tive que me dedicar a leitura de qualquer material disponível na época, em que isto já se podia encontrar, porém apenas nos grandes centros.
Para quem com eu também era avesso a ler manuais de instrução, optando sempre por ir descobrindo os caminhos e soluções na medida da necessidade, foi uma mudança radical. Mais ainda porque o Unix/Linux era algo para mim muito distinto de tudo que eventualmente soubesse em termos de Windows 3.1 da época ou DOS, sendo coisa apenas para experts em informática.
Hoje em dia existe amplo material de informação disponível na Internet, permitindo pelo menos ter informação básica mesmo sem folhear uma única pagina de livro específico. Naquela época não era tão fácil assim.
Mal sabia eu que em NoBo a situação em geral é muito mais complicada quando comparado com desktops, devido às peculiaridades de projeto e "gatilhos" que os fabricantes tem que lançar mão para poder acomodar todo o hardware necessário em um equipamento que deve ser portátil.
Foi necessário fazer muita experimentação, aprender a buscar e usar os "cheatcodes" apropriados e principalmente ser muito teimoso, pois estava partindo para algo totalmente novo para mim, pelo caminho provavelmente mais difícil que era tentar a primeira instalação em NoBo.
Após ter visto no ano 2000, acredito que a versão 5 ou 6 do Red Hat rodando perfeitamente via VMWare em NoBo Sonny Vaio da primeira geração com Windows 98 instalado, passei a considerar seriamente as possibilidades de partir para algo similar ou caso fosse possível, até mesmo abandonar de vez o SO da Microsoft.
Esta decisão e interesse ficou maior ainda quando apenas três meses após receber um NoBo Sharp Actius A-280 fiquei como dizem alguns, "pendurado no pincel" em uma situação crítica. Tinha uma conferência internacional no dia seguinte, estando na cidade de Calama no norte do Chile, revisando e preparando a proposta final a ser apresentada, quando o NoBo travou e não havia forma de fazê-lo reinicializar. Aparecia uma mensagem de erro de memória no POST.
Como o NoBo era novinho, casualmente ainda carregava comigo o CD de recuperação original.
Por sorte, já nesta época, costumava manter os dados em partição separada do SO, porém os dados recebidos por email, que eram muitos, ficavam ainda na partição do Windows, no diretório padrão (default) sendo salvos por precaução no final do dia.
Como decidi em desespero de causa e para não perder mais tempo partir para a tentativa de recuperação via reinstalação total do sistema, perdi obviamente boa parte das informações mais recentes de que necessitava para concluir a proposta, tendo que pedir tudo novamente ao escritório central, além da despesa extra em telefonemas internacionais.
Consegui completar o trabalho em tempo e de forma completa, porém tomei a decisão de dispor sempre de algum nível de redundância que me permitisse sair mais facilmente de situações de aperto como esta.
O desafio da barreira da falta de conhecimento
O Linux mostrava ser a alternativa mais óbvia, principalmente porque a partir dele poderia acessar os meus dados, mesmo que o Windows não estivesse funcionando por qualquer razão, inclusive no caso de contaminação por vírus.Aí surgiu a barreira da falta de conhecimento sobre este SO. Tive que me dedicar a leitura de qualquer material disponível na época, em que isto já se podia encontrar, porém apenas nos grandes centros.
Para quem com eu também era avesso a ler manuais de instrução, optando sempre por ir descobrindo os caminhos e soluções na medida da necessidade, foi uma mudança radical. Mais ainda porque o Unix/Linux era algo para mim muito distinto de tudo que eventualmente soubesse em termos de Windows 3.1 da época ou DOS, sendo coisa apenas para experts em informática.
Hoje em dia existe amplo material de informação disponível na Internet, permitindo pelo menos ter informação básica mesmo sem folhear uma única pagina de livro específico. Naquela época não era tão fácil assim.
Mal sabia eu que em NoBo a situação em geral é muito mais complicada quando comparado com desktops, devido às peculiaridades de projeto e "gatilhos" que os fabricantes tem que lançar mão para poder acomodar todo o hardware necessário em um equipamento que deve ser portátil.
Foi necessário fazer muita experimentação, aprender a buscar e usar os "cheatcodes" apropriados e principalmente ser muito teimoso, pois estava partindo para algo totalmente novo para mim, pelo caminho provavelmente mais difícil que era tentar a primeira instalação em NoBo.
Para que se tenha relativa segurança no Windows é necessário ficar procurando e instalando atualizações não só do próprio Windows, mas também dos diversos softwares que se usa com ele. E isso dá um bocado de trabalho.
Por outro lado, instalar e configurar um Desktop Linux que faça tudo que precisa ser feito também dá algum trabalho e, dependendo da tarefa, problemas contornáveis ou não.
Não se diga aqui que o Windows também não precisa ser "ajustado às tarefas comuns", pois precisa. Há muita coisa a instalar no Windows além do próprio Windows, mas a possibilidade de encontrar problemas nessa etapa é menor.
Concluindo, a "preguiça" e também a "falta de conhecimento/aptidão/interesse em informática" privilegia um Desktop Linux que seja entregue funcionando, pronto para as tarefas comuns, restando aguardar que os fabricantes/montadores de computadores entendam tal "equação".