Enviado em 10/04/2013 - 16:13h
Rei Tenguh escreveu:
Bom, se partir do princípio de notar-se o que foge ao escopo da ciência, então volta a um caminho mais coerente (a própria revolução industrial teria sido diferente, penso eu que pra melhor).
O problema é justamente as respostas proporcionadas pela ciência serem tidas como algo "certo". Se não houver essa mentalidade, sem problemas. Charile Chaplin sugeriu que o mundo de razão seria o mundo em que a ciência e o progresso servissem a verdadeira natureza humana.
Agora, viu [por exemplo] a resposta da turma do Google a questionamentos sobre direitos e deveres relacionados a seu novo "óculos para redes sociais"? Disseram que: "Sempre foi assim, a tecnologia evolui e a sociedade tem de adaptar-se". Sim, é assim desde a invenção do plástico, mas não deveria ser. Deveria ser o inverso, a tecnologia acompanhar as necessidades sociais.
Se fosse realmente entendido qual é o escopo de cada ciência, tanto a política quanto a física e a química aplicadas deveriam estar subordinadas a filosofia, a questionamentos sócio-políticos e econômicos.
Mas se você notar bem não foi exatamente isso que eu questionei com minhas colocações; o que eu questionei foi a confusão em entender-se os meios pelos quais as coisas acontecem como se fossem as causas. Eu não sugeri que a ciência aplicada fosse descartada; eu sugeri exatamente que note-se até onde vão seus limites, e que ela não seja tida como uma fonte segura de conhecimento. De técnicas a serem aplicadas sim, mas não como fonte principal de conhecimento. Ela deve estar subordinada a mente, e não a mente subordinada a ela.
Vale a leitura da obra de Fritjof Capra (físico indiano), em especial "O Tao da Física" e "O Ponto de Mutação".
Curioso você ter citado essa questão. Aldous Huxley, no prefácio do "Admirável Mundo Novo", comenta, com um tom fortemente irônico, que a ciência aplicada estava construindo a cama sobre a qual a humanidade iria se deitar, e se a humanidade não coubesse pior pra ela. O desenvolvimento científico não tem acompanhado as necessidades humanas, mas sim as ditado. Basta pensar como as coisas eram há dez anos atrás - neste pequeno espaço de tempo a tecnologia promoveu mais alterações no modo de viver do que os primeiros dezessete séculos depois de Cristo o fizeram!Bom, se partir do princípio de notar-se o que foge ao escopo da ciência, então volta a um caminho mais coerente (a própria revolução industrial teria sido diferente, penso eu que pra melhor).
O problema é justamente as respostas proporcionadas pela ciência serem tidas como algo "certo". Se não houver essa mentalidade, sem problemas. Charile Chaplin sugeriu que o mundo de razão seria o mundo em que a ciência e o progresso servissem a verdadeira natureza humana.
Agora, viu [por exemplo] a resposta da turma do Google a questionamentos sobre direitos e deveres relacionados a seu novo "óculos para redes sociais"? Disseram que: "Sempre foi assim, a tecnologia evolui e a sociedade tem de adaptar-se". Sim, é assim desde a invenção do plástico, mas não deveria ser. Deveria ser o inverso, a tecnologia acompanhar as necessidades sociais.
Se fosse realmente entendido qual é o escopo de cada ciência, tanto a política quanto a física e a química aplicadas deveriam estar subordinadas a filosofia, a questionamentos sócio-políticos e econômicos.
Mas se você notar bem não foi exatamente isso que eu questionei com minhas colocações; o que eu questionei foi a confusão em entender-se os meios pelos quais as coisas acontecem como se fossem as causas. Eu não sugeri que a ciência aplicada fosse descartada; eu sugeri exatamente que note-se até onde vão seus limites, e que ela não seja tida como uma fonte segura de conhecimento. De técnicas a serem aplicadas sim, mas não como fonte principal de conhecimento. Ela deve estar subordinada a mente, e não a mente subordinada a ela.
Vale a leitura da obra de Fritjof Capra (físico indiano), em especial "O Tao da Física" e "O Ponto de Mutação".
E eu penso que essas mudanças impostas ao homem pela tecnologia estão a escoar para outros aspectos. O politicamente correto, por exemplo, me parece o fruto de uma humanidade que não sabe mais como se portar nobremente, privada como foi de tudo aquilo que lhe concedia forças, e se permitiu ser tomada de assalto por grupos ruidosos que querem "endeusar os escravos", como disse Nietzsche na Genealogia da Moral.