Conhecimento x Soberba
Quem trabalha com informática, sabe que encontrará pela frente profissionais com soberba e arrogância que beira o insuportável. Em outras profissões, há demonstração desnecessária de força por meio da arrogância, mas no ramo da informática, isto parece ser mais comum. Porém, tal atitude vai contra os princípios do Open Source, no qual o compartilhamento do conhecimento alicerça toda uma filosofia.
Abertura do conhecimento X Soberba
Os profissionais de tecnologia sabem o quanto é comum encontrar, e ter que conviver, com a soberba neste meio, e numa proporção bem maior do que em outras profissões. Acredito que isto aconteça em tamanha escala no meio tecnológico porque esta profissão dá mais igualdade de condições para aprendizado do que as outras.
Afinal, diferentemente de um médico, um profissional com formação acadêmica em análise de sistemas, por exemplo, não tem garantido um maior conhecimento técnico do que um garoto de 18 anos na Indonésia - a história tem provado isso.
Por ser tão abrangente e tão documentada, a informática permite a "entrada" dos mais diversos tipos de profissionais, muitas vezes despreparados. Por ser também um ramo do qual muita gente desconhece, há quem valha-se disso para alimentar sua soberba e transformar-se em um deus: "O senhor de todo o conhecimento".
Geralmente, é aquele "carinha" da empresa que todo mundo acha que é inteligente porque conhece tudo sobre informática, tida como difícil por quem não a domina.
O erro desta pessoa é que conhecimento não traz a inteligência. Inteligência é como você aplica o conhecimento que tem. Além disso, "arrotar" conhecimento já é ridículo quando é feito entre profissionais, mas com quem não é do ramo é pior ainda.
O Open Source é, acima de tudo, uma filosofia, que baseia-se na livre distribuição de conhecimento, sem restrição de opiniões, conceitos e formatos.
O GNU/Linux, os softwares gratuitos e abertos à modificação, a farta documentação e a livre contribuição, são apenas alguns componentes desta filosofia, mas sua base está apoiada na liberdade e no compartilhamento.
Como defensor do Open Source, sempre acreditei que é imperdoável e ridículo valer-se do seu conhecimento técnico para demonstração de força (se é que isso é possível).
Depois de alguns anos trabalhando neste ramo, a gente acaba descobrindo que por mais que você domine um assunto, SEMPRE haverá alguém que o conheça mais.
Aqui mesmo, no Viva o Linux, quando alguém escreve um artigo, por mais completo que possa parecer, sempre aparece outro alguém com uma dica interessante para acrescentar ao assunto, ou uma crítica para corrigir, que de uma forma ou de outra, enriquece o artigo.
Portanto, a retenção do conhecimento em benefício próprio é uma prática egoísta, que acaba não beneficiando nem quem o faz, nem aos outros. A retenção do conhecimento só mostra o quanto este tipo de profissional é limitado.
Linus Torvalds foi visionário ao enxergar isso antes de todo mundo em 1991. Ele teve uma grande ideia e vislumbrou um novo sistema operacional, porém, ao invés de criar o tal sistema e enriquecer ganhando todos os méritos e reconhecimentos, resolveu iniciar o projeto e disponibilizá-lo na Internet, para que programadores do mundo inteiro pudessem contribuir com suas ideias.
Com esta filosofia, nasceu o Linux e a revolução causada por este sistema não seria tão grande se não fosse a visão de que "compartilhando chegamos mais longe". O Linux é grande e forte porque "todos" contribuem em igualdade de condições.
Se Torvalds tivesse tomado outra decisão, talvez tivesse ganhado um bom dinheiro tornando seu sistema proprietário. Talvez tivesse seu nome ligado a alguma lista de profissionais importantes para a informática, mas o GNU/Linux não passaria de mais um sistema operacional, que hoje, com certeza estaria fadado ao fracasso.
A história foi escrita de uma maneira muito mais bela, onde nós podemos participar e contribuir.
A consequência da sua decisão foi um sistema que revolucionou a computação que conhecemos hoje como um sistema robusto, expansível, moderno e acima de tudo, muito seguro; e seu criador é considerado um guru.
Esta "historinha" ilustra como a filosofia do compartilhamento não é só uma mera teoria.
O Linux nasceu assim, foi construído e fortalecido assim, permanece assim e sempre será assim.
Afinal, diferentemente de um médico, um profissional com formação acadêmica em análise de sistemas, por exemplo, não tem garantido um maior conhecimento técnico do que um garoto de 18 anos na Indonésia - a história tem provado isso.
Por ser tão abrangente e tão documentada, a informática permite a "entrada" dos mais diversos tipos de profissionais, muitas vezes despreparados. Por ser também um ramo do qual muita gente desconhece, há quem valha-se disso para alimentar sua soberba e transformar-se em um deus: "O senhor de todo o conhecimento".
Geralmente, é aquele "carinha" da empresa que todo mundo acha que é inteligente porque conhece tudo sobre informática, tida como difícil por quem não a domina.
O erro desta pessoa é que conhecimento não traz a inteligência. Inteligência é como você aplica o conhecimento que tem. Além disso, "arrotar" conhecimento já é ridículo quando é feito entre profissionais, mas com quem não é do ramo é pior ainda.
O Open Source é, acima de tudo, uma filosofia, que baseia-se na livre distribuição de conhecimento, sem restrição de opiniões, conceitos e formatos.
O GNU/Linux, os softwares gratuitos e abertos à modificação, a farta documentação e a livre contribuição, são apenas alguns componentes desta filosofia, mas sua base está apoiada na liberdade e no compartilhamento.
Como defensor do Open Source, sempre acreditei que é imperdoável e ridículo valer-se do seu conhecimento técnico para demonstração de força (se é que isso é possível).
Depois de alguns anos trabalhando neste ramo, a gente acaba descobrindo que por mais que você domine um assunto, SEMPRE haverá alguém que o conheça mais.
Aqui mesmo, no Viva o Linux, quando alguém escreve um artigo, por mais completo que possa parecer, sempre aparece outro alguém com uma dica interessante para acrescentar ao assunto, ou uma crítica para corrigir, que de uma forma ou de outra, enriquece o artigo.
Portanto, a retenção do conhecimento em benefício próprio é uma prática egoísta, que acaba não beneficiando nem quem o faz, nem aos outros. A retenção do conhecimento só mostra o quanto este tipo de profissional é limitado.
Linus Torvalds foi visionário ao enxergar isso antes de todo mundo em 1991. Ele teve uma grande ideia e vislumbrou um novo sistema operacional, porém, ao invés de criar o tal sistema e enriquecer ganhando todos os méritos e reconhecimentos, resolveu iniciar o projeto e disponibilizá-lo na Internet, para que programadores do mundo inteiro pudessem contribuir com suas ideias.
Com esta filosofia, nasceu o Linux e a revolução causada por este sistema não seria tão grande se não fosse a visão de que "compartilhando chegamos mais longe". O Linux é grande e forte porque "todos" contribuem em igualdade de condições.
Se Torvalds tivesse tomado outra decisão, talvez tivesse ganhado um bom dinheiro tornando seu sistema proprietário. Talvez tivesse seu nome ligado a alguma lista de profissionais importantes para a informática, mas o GNU/Linux não passaria de mais um sistema operacional, que hoje, com certeza estaria fadado ao fracasso.
A história foi escrita de uma maneira muito mais bela, onde nós podemos participar e contribuir.
A consequência da sua decisão foi um sistema que revolucionou a computação que conhecemos hoje como um sistema robusto, expansível, moderno e acima de tudo, muito seguro; e seu criador é considerado um guru.
Esta "historinha" ilustra como a filosofia do compartilhamento não é só uma mera teoria.
O Linux nasceu assim, foi construído e fortalecido assim, permanece assim e sempre será assim.