Micro empreendedor individual
A comunidade dos profissionais de informática, computação, TI ou qualquer nome que tenham aqueles que trabalham em torno de computadores não foi agraciada pelas facilidades desse plano governamental que permite ao trabalhador freelancer pagar seus impostos de forma razoável.
Introdução
A comunidade dos profissionais de informática, computação, TI ou qualquer nome que tenham aqueles que trabalham em torno de computadores não foi agraciada pelas facilidades desse plano governamental que permite ao trabalhador freelancer (também chamado de "desempregado", "autônomo" ou que está "à disposição do mercado de trabalho") pagar seus impostos de forma razoável - pouco mais de R$ 50,00 ao mês - e de forma a preservar seus direitos a uma aposentadoria, se bem que modesta.
Acontece que se não formos DIGITADORES ou INSTRUTORES DE INFORMÁTICA (que na maioria das vezes são contratados pelo regime da CLT), não poderemos inscrever-nos nesse tal de MEI.
Os digitadores tem o código de atividades 8219-9/99, que é descrito como "preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente", enquanto os instrutores de informática (código 8599-6/03) se ocupam de "treinamento em informática".
(E os demais vendedores?)
5. Elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos;
6. Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
7. Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas;
9. Produção cultural e artística;
20. Serviços de consultoria;
Pois é, prezados colegas: parece que ficamos de fora mais uma vez!
Pois o MEI contempla até mesmo "donos de bares" e outros (que já têm como contribuir), mas nós continuamos sendo esquecidos.
Parece que esse plano foi feito com pressa. Muita pressa. Até quando ficaremos esquecidos?
Em uma de nossas grandes capitais já está sendo cogitada uma "associação de tecnólogos desempregados", mas ainda há uma certa dúvida se vai ser em forma de associação ou cooperativa, e se vai abranger apenas os tecnólogos ou os demais profissionais desempregados (desde que tenham CBO definido). Alguns defendem a inclusão também de empresários ou empreendedores malsucedidos.
Acho que em outras condições, não precisaríamos disso.
Acontece que se não formos DIGITADORES ou INSTRUTORES DE INFORMÁTICA (que na maioria das vezes são contratados pelo regime da CLT), não poderemos inscrever-nos nesse tal de MEI.
Os digitadores tem o código de atividades 8219-9/99, que é descrito como "preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente", enquanto os instrutores de informática (código 8599-6/03) se ocupam de "treinamento em informática".
Certas atividades incluídas no MEI
Vejamos no entanto, que certas atividades um tanto desconhecidas ou estranhas foram contempladas no rol dos beneficiados pelo MEI:- ASTRÓLOGO - 9609-2/99 (Mas, e aqueles que jogam búzios, ou Tarô?)
- CHURRASQUEIRO EM DOMICÍLIO - 5620-1/04 (E o que não é a domicílio?)
- COLOCADOR DE PIERCING - 9609-2/99 (E os tatuadores?)
- MOTOBOY - 5320-2/02
- MOTOTAXISTA - 4923-0/01 (Bem, até que enfim se lembraram da turma das motos)
- PIZZAIOLO EM DOMICÍLIO - 5620-1/04 (E o que não é a domicílio?)
- VENDEDOR DE LATICÍNIOS - 4721-1/03
- VENDEDOR AMBULANTE DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS - 5612-1/00
- VENDEDOR DE BIJUTERIAS E ARTESANATOS - 4789-0/01
- VENDEDOR DE COSMÉTICOS E ARTIGOS DE PERFUMARIA - 4772-5/00
(E os demais vendedores?)
Profissionais que ficaram de fora
Mas vejam só o que extraímos da lista das profissões que NÃO PODEM de forma alguma ser enquadradas no MEI. São todos aqueles que se dedicam a:5. Elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos;
6. Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
7. Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas;
9. Produção cultural e artística;
20. Serviços de consultoria;
Pois é, prezados colegas: parece que ficamos de fora mais uma vez!
Pois o MEI contempla até mesmo "donos de bares" e outros (que já têm como contribuir), mas nós continuamos sendo esquecidos.
Parece que esse plano foi feito com pressa. Muita pressa. Até quando ficaremos esquecidos?
Em uma de nossas grandes capitais já está sendo cogitada uma "associação de tecnólogos desempregados", mas ainda há uma certa dúvida se vai ser em forma de associação ou cooperativa, e se vai abranger apenas os tecnólogos ou os demais profissionais desempregados (desde que tenham CBO definido). Alguns defendem a inclusão também de empresários ou empreendedores malsucedidos.
Acho que em outras condições, não precisaríamos disso.
Pois como os senhores podem ver o esquecimento para as pessoas que trabalha nesta área já vem ao longe.