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Programação visual (módulo 1)

Muito bem, anteriormente buscamos elementos a fim de construir a NOSSA identidade visual, agora vamos ver como criar a dos nossos clientes. Lembre-se que o nosso cliente NÃO é o consumidor final, mas sim a pessoa que nos contrata para vender conceito, ideologia e/ou produto.
Guilherme RazGriz razgriz
Hits: 22.416 Categoria: Linux Subcategoria: Gráficos/Imagens
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Parte 2: CRISE de identidade

Como dito anteriormente, nos outros artigos, procuramos formar apenas A NOSSA identidade visual, agora estamos tratando de criar uma para o NOSSO cliente.

Esta nova identidade inevitavelmente terá resquícios da sua, mas isso não é motivo para preocupação, ao contrário! Assim você poderá adequar ao que o cliente deseja transmitir alguns dos teus valores, porém é importante sempre lembrar que o serviço não é para VOCÊ e sim para quem contratou.

Na reunião de brainstorm (caso haja uma, seja com o próprio cliente caso você não trabalhe em agência ou com o executivo de contas), procure entender ao máximo o cliente, procure pelos gostos pessoais do mesmo, tente entender de todas as formas o que ele transmite.

LEIA e releia o briefing quantas vezes forem necessárias.

PRESERVE as cores solicitadas pelo cliente, a menos que se perceba uma discrepância incomensurável de acordo com os objetivos propostos.

Nunca envie o arquivo fonte ao cliente (XCF ou SVG, etc), A MENOS QUE:
  • Ele tenha PAGO (no caso de você não trabalhar pra agência ou não for autorizado o envio);
  • Você receba uma ordem expressa do seu empregador;
  • ELE TENHA PAGO E ELE MESMO VÁ CUIDAR DA IMPRESSÃO.

Note que a marca será TUDO para este cliente, nada mais poderá fugir do padrão de cores e tonalidades utilizados na confecção da mesma. Não se esqueça que a marca DEVE e TEM QUE "dizer" tudo o que o cliente faz E É para o publico alvo do mesmo (consumidor final).

Jogue FORA todas as tuas IDEOLOGIAS quando for criar para o cliente, ele não é VOCÊ e muito menos PARENTE, AMIGO OU O QUE FOR. Não se ENVOLVA, se não concorda com o serviço, NÃO PROMETA E MUITO MENOS FAÇA.

Uma mini-fórmula básica para uma logomarca decente:

CONCEITO + COR SÍMBOLO + AUTO PROPAGANDA
  • CONCEITO: É a chave para um bom começo, conceito é a linha de pensamento do que se deseja dizer e ou fazer, é o que "move" as coisas (ideologia = conceito);
  • COR SÍMBOLO: Nada mais é do que a que ditará a ação do olhar do público-alvo quando a logomarca estiver cumprindo o papel dela. Para explicar isso melhor, vamos ver um exemplo bem básico:

    Uma cadeia de "junk food" (comida lixo insaudável poluída feita com... esquece) utiliza as seguintes cores em sua marca e demais peças: VERMELHO VIVO E AMARELO. Até aqui nada demais até considerarmos que o vermelho é uma cor quente e o amarelo também, ambas dão a nós sensação de agitação e fome. Veja que nesta rede, quando entramos, queremos comer o mais depressa possível e quando terminamos de comer sentimos uma necessidade quase que incontrolável de ir embora (os mais ligados já devem saber qual é a rede citada).

  • AUTO-PROPAGANDA: Se o trabalho de marketing for bem feito, apenas o símbolo da logomarca sem os dizeres já vai estar cravado na mente do "consumidor", como por exemplo podemos citar a cruz católica ou a "suástica", que erroneamente dizemos que "Hitler e Goebels" criaram. Na realidade ela é um símbolo da religião HINDU, que nada tem a ver com o nazismo ou coisa parecida.

Muito bem, já é hora de trabalharmos um pouco, porém antes de prosseguirmos, caso você não tenha lido meus artigos anteriores e ou não tenha experiência com o Gimp, sugiro fazer isso agora mesmo antes de continuar a leitura deste documento.

Se o seu caso for o citado acima, por favor clique no link fornecido abaixo:
   1. O cliente
   2. CRISE de identidade
   3. Briefing

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#1 Comentário enviado por gabrihell em 22/08/2006 - 09:13h
Artigo bom desse ninguem comenta, povo gosta de um "Experiência de Migração para o Linux" totalmente irrelevante ¬¬
Parabéns pelo artigo :P
#2 Comentário enviado por removido em 18/09/2006 - 08:38h
ai ai ai...

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