Sobre a aceitação do Software Livre no mercado
Quais as condições necessárias para que a aceitação do Software Livre melhore? Essa é a principal questão por trás deste artigo, que não visa propor soluções, mas sim propor questionamentos que nos levem a uma redefinição de procedimentos.
Parte 3: Metas e prazos
Outro fator importante para a aceitação é o estabelecimento de metas e prazos.
Os usuários de um determinado software desejam saber quais as novas features que estão sendo implementadas e quais os prazos para essas implementações.
Ao contratar o desenvolvimento de um Software Proprietário, os usuários estabelecem com os desenvolvedores acordos comerciais nesse sentido. Projetos são detalhados e cronogramas apresentados. Acordos são firmados no sentido do cumprimento dessas metas e prazos, inclusive com sanções econômicas para os desenvolvedores, no caso do não cumprimento dos objetivos.
No caso do Software Livre a estrutura é diferente. Num projeto que conta com desenvolvedores voluntários e que não tem pressões econômicas capazes de acelerar o desenvolvimento, como garantir que metas e prazos serão cumpridos?
Sob o aspecto da transparência estamos avançados na área de comunicação com os usuários. Boa parte dos nossos projetos estão expostos na web, com listagens de bugs e outras informações pertinentes.
Mas, e esse é um grande "mas", nós vivemos num mundo cheio de estereótipos, e nós desenvolvedores de Software Livre não escapamos destes estereótipos com facilidade. Na visão dos nossos usuários potenciais, desenvolvedores de Software Livre são hackers adolescentes sem responsabilidade.
Uma excelente forma de popularizar o Software Livre seria tentar desfazer esse estereótipo, sem abrir mão da nossa liberdade. Não precisamos ser "engravatados" para adquirir a confiança dos usuários potenciais, mas precisamos de resultados documentados para mostrar que nossas metas e prazos são cumpridos.
O estabelecimento de métricas para avaliar o andamento dos nossos projetos seria uma excelente maneira de gerar argumentos favoráveis ao Software Livre.
Os usuários de um determinado software desejam saber quais as novas features que estão sendo implementadas e quais os prazos para essas implementações.
Ao contratar o desenvolvimento de um Software Proprietário, os usuários estabelecem com os desenvolvedores acordos comerciais nesse sentido. Projetos são detalhados e cronogramas apresentados. Acordos são firmados no sentido do cumprimento dessas metas e prazos, inclusive com sanções econômicas para os desenvolvedores, no caso do não cumprimento dos objetivos.
No caso do Software Livre a estrutura é diferente. Num projeto que conta com desenvolvedores voluntários e que não tem pressões econômicas capazes de acelerar o desenvolvimento, como garantir que metas e prazos serão cumpridos?
Sob o aspecto da transparência estamos avançados na área de comunicação com os usuários. Boa parte dos nossos projetos estão expostos na web, com listagens de bugs e outras informações pertinentes.
Mas, e esse é um grande "mas", nós vivemos num mundo cheio de estereótipos, e nós desenvolvedores de Software Livre não escapamos destes estereótipos com facilidade. Na visão dos nossos usuários potenciais, desenvolvedores de Software Livre são hackers adolescentes sem responsabilidade.
Uma excelente forma de popularizar o Software Livre seria tentar desfazer esse estereótipo, sem abrir mão da nossa liberdade. Não precisamos ser "engravatados" para adquirir a confiança dos usuários potenciais, mas precisamos de resultados documentados para mostrar que nossas metas e prazos são cumpridos.
O estabelecimento de métricas para avaliar o andamento dos nossos projetos seria uma excelente maneira de gerar argumentos favoráveis ao Software Livre.
O fato de ser aberto torna-o popular, quesito sine que non para o lucro, a menos que você tenha um software de CAD 3D para projeto direto com banco de dados, ou also similar.
O aberto, significa socializar os custos, e doar algo em troca mantendo o plus que dá o lucro líquido em suas mãos. Esses são os Linux empresariais.
No outro extremo estão os puristas que vivem de doações e venda de propaganda e outros serviços, além das contribuições , como o debian.
Em grande parte o software aberto tem chance de sobreviver se o custo de desenvolvimento, manutenção e popularidade superarem as receitas.
Manter fechado é muito lucrativo e muito caro. Mante aberto é muito barato, mas a sua receita precisa vir de algum lugar.
Enquanto houver esse suporte doador de trabalho e dinheiro, ou seja enquanto os usuários entenderem que precisam retribuir ele sobrevive.