Sobre a aceitação do Software Livre no mercado
Quais as condições necessárias para que a aceitação do Software Livre melhore? Essa é a principal questão por trás deste artigo, que não visa propor soluções, mas sim propor questionamentos que nos levem a uma redefinição de procedimentos.
Parte 5: Facilidade de uso
Programadores costumam ter pouco ou nenhum cuidado com questões relacionadas à usabilidade de seus programas.
Digo isso sem medo de estar sendo injusto. Sou programador há cerca de vinte e cinco anos e só recentemente comecei a preocupar-me com tais questões. E antes que pensem mal de mim, devo dizer em minha defesa que a maior parte dos colegas com quem tive a oportunidade de trabalhar eram exatamente como eu.
Sabendo bem do funcionamento dos nossos próprios programas, achamos que a forma de utilizá-los é auto-evidente, o que nem sempre (quase nunca, para ser honesto...) é verdade.
Não adianta ter um programa que em nossa mão faz tudo e na mão do usuário é virtualmente inútil. Temos de rever certos conceitos nessa área.
Um exemplo disso é a necessidade cada vez maior de boas GUIs (Graphic User Interfaces). Nós ficamos felizes quando um programa funciona bem ao ser ativado da linha de comando de um terminal, mas os usuários finais não tem a menor obrigação de gostar da velha tela preta do console e nem de decorar longos comandos.
Digo isso sem medo de estar sendo injusto. Sou programador há cerca de vinte e cinco anos e só recentemente comecei a preocupar-me com tais questões. E antes que pensem mal de mim, devo dizer em minha defesa que a maior parte dos colegas com quem tive a oportunidade de trabalhar eram exatamente como eu.
Sabendo bem do funcionamento dos nossos próprios programas, achamos que a forma de utilizá-los é auto-evidente, o que nem sempre (quase nunca, para ser honesto...) é verdade.
Não adianta ter um programa que em nossa mão faz tudo e na mão do usuário é virtualmente inútil. Temos de rever certos conceitos nessa área.
Um exemplo disso é a necessidade cada vez maior de boas GUIs (Graphic User Interfaces). Nós ficamos felizes quando um programa funciona bem ao ser ativado da linha de comando de um terminal, mas os usuários finais não tem a menor obrigação de gostar da velha tela preta do console e nem de decorar longos comandos.
O fato de ser aberto torna-o popular, quesito sine que non para o lucro, a menos que você tenha um software de CAD 3D para projeto direto com banco de dados, ou also similar.
O aberto, significa socializar os custos, e doar algo em troca mantendo o plus que dá o lucro líquido em suas mãos. Esses são os Linux empresariais.
No outro extremo estão os puristas que vivem de doações e venda de propaganda e outros serviços, além das contribuições , como o debian.
Em grande parte o software aberto tem chance de sobreviver se o custo de desenvolvimento, manutenção e popularidade superarem as receitas.
Manter fechado é muito lucrativo e muito caro. Mante aberto é muito barato, mas a sua receita precisa vir de algum lugar.
Enquanto houver esse suporte doador de trabalho e dinheiro, ou seja enquanto os usuários entenderem que precisam retribuir ele sobrevive.