Sobre a aceitação do Software Livre no mercado
Quais as condições necessárias para que a aceitação do Software Livre melhore? Essa é a principal questão por trás deste artigo, que não visa propor soluções, mas sim propor questionamentos que nos levem a uma redefinição de procedimentos.
Parte 6: Possibilidade de alteração
Sei que aqui eu vou mexer num vespeiro!
Nos orgulhamos do nosso código aberto e dizemos que nossos programas são melhores que os sistemas comerciais fechados porque podem ser alterados para atender às necessidades dos usuários.
A realidade, porém, é que poucos desenvolvedores de Software Livre tem o cuidado de documentar seu código de forma adequada e padronizada. E quem já pegou um trecho de código mau documentado para alterar sabe que essa é uma tarefa quase impossível. A careca que hoje ostento é prova disso. Perdi boa parte dos meus cabelos por estar envolvido em tarefas assim!
Programadores não gostam de documentar. Normalmente não o fazem se não houver uma forte imposição nesse sentido. Mas como adequar imposições assim ao modelo de desenvolvimento do Software Livre?
Bons manuais, boa documentação, boa especificação funcional, boas interfaces... tudo isso contribui para a redução dos custos e portanto para uma melhor aceitação do software Livre.
Não adianta dar um programa para um empresa gratuitamente se, no processo de implantação, eles vão gastar muito na adaptação ao uso do mesmo.
Isso, é claro, sem citar o fato de que Software Livre não implica necessariamente em software gratuito, como já mostrei no artigo "Livre não precisa ser gratuito".
Gostaria de deixar como proposta a criação de um fórum para a discussão desse tema, que poderia muito bem ser sediado aqui mesmo no Viva o Linux (com a devida permissão do meu amigo Fábio).
O tema é polêmico e com certeza vai levantar muitas intervenções inflamadas. Por ter consciência disso foi que pedi perdão antecipadamente para minha mãe pelas eventuais xingações que ela possa receber por parte dos que discordarem de mim. (rsrsrs)
Estou convicto, porém, de que temos de rever nossas posições nestas e noutras questões, se queremos realmente que o Software Livre conquiste realmente o espaço que ele merece.
Nos orgulhamos do nosso código aberto e dizemos que nossos programas são melhores que os sistemas comerciais fechados porque podem ser alterados para atender às necessidades dos usuários.
A realidade, porém, é que poucos desenvolvedores de Software Livre tem o cuidado de documentar seu código de forma adequada e padronizada. E quem já pegou um trecho de código mau documentado para alterar sabe que essa é uma tarefa quase impossível. A careca que hoje ostento é prova disso. Perdi boa parte dos meus cabelos por estar envolvido em tarefas assim!
Programadores não gostam de documentar. Normalmente não o fazem se não houver uma forte imposição nesse sentido. Mas como adequar imposições assim ao modelo de desenvolvimento do Software Livre?
Custos
Fazer as coisas fáceis para os usuários finais implica também em uma redução nos custos de implantação, uma vez que estes incluem o treinamento necessário para o uso do software.Bons manuais, boa documentação, boa especificação funcional, boas interfaces... tudo isso contribui para a redução dos custos e portanto para uma melhor aceitação do software Livre.
Não adianta dar um programa para um empresa gratuitamente se, no processo de implantação, eles vão gastar muito na adaptação ao uso do mesmo.
Isso, é claro, sem citar o fato de que Software Livre não implica necessariamente em software gratuito, como já mostrei no artigo "Livre não precisa ser gratuito".
Conclusão
Tudo o que foi citado, e muito mais que deixou de sê-lo, aponta para a necessidade de reformularmos nossas estratégias para garantir uma maior aceitação para o Software Livre.Gostaria de deixar como proposta a criação de um fórum para a discussão desse tema, que poderia muito bem ser sediado aqui mesmo no Viva o Linux (com a devida permissão do meu amigo Fábio).
O tema é polêmico e com certeza vai levantar muitas intervenções inflamadas. Por ter consciência disso foi que pedi perdão antecipadamente para minha mãe pelas eventuais xingações que ela possa receber por parte dos que discordarem de mim. (rsrsrs)
Estou convicto, porém, de que temos de rever nossas posições nestas e noutras questões, se queremos realmente que o Software Livre conquiste realmente o espaço que ele merece.
O fato de ser aberto torna-o popular, quesito sine que non para o lucro, a menos que você tenha um software de CAD 3D para projeto direto com banco de dados, ou also similar.
O aberto, significa socializar os custos, e doar algo em troca mantendo o plus que dá o lucro líquido em suas mãos. Esses são os Linux empresariais.
No outro extremo estão os puristas que vivem de doações e venda de propaganda e outros serviços, além das contribuições , como o debian.
Em grande parte o software aberto tem chance de sobreviver se o custo de desenvolvimento, manutenção e popularidade superarem as receitas.
Manter fechado é muito lucrativo e muito caro. Mante aberto é muito barato, mas a sua receita precisa vir de algum lugar.
Enquanto houver esse suporte doador de trabalho e dinheiro, ou seja enquanto os usuários entenderem que precisam retribuir ele sobrevive.