Um pouco sobre transição Windows/Linux
Esse artigo mostra alguns pontos que devem ser levados em consideração para se evitar frustrações e decepções ao se explorar o funcionamento do sistema operacional Linux.
Pontos iniciais
Como primeiro artigo publicado aqui no site, gostaria de observar alguns pontos que devem ser considerados por qualquer pessoa que opte por explorar o sistema operacional Linux:
Espero ter esclarecido vários pontos para os curiosos.
- Não "caia de cabeça". Fazer uma transição drástica para o Linux pode não dar certo em alguns casos, pois dificuldades de adaptação podem ocorrer e são bastante frequentes. Fazendo uma grande generalização, o Windows é orientado a usabilidade, com uma interface de usuário (UI) construída com o propósito de facilitar o uso (a síndrome Avançar-Avançar-Concluir), não necessitando de conhecimentos avançados para e usar o sistema. Já o Linux é orientado a performance, o que não faz dele um sistema difícil de ser usado.
São paradigmas diferentes, e versões como o Ubuntu e Mint são orientadas a facilitar o uso, com inúmeros aplicativos pré-instalados que fazem dele praticamente "pronto para uso". Por mais que ainda se acredite hoje que o Linux é sinônimo de uma tela preta no fundo, ele possui UIs amigáveis ao usuário. Conhecimentos de como utilizar o terminal para tarefas simples como instalar programas são largamente explicados na internet, mas é importante deixar claro que as distribuições Linux possuem repositórios que automatizam a instalação de programas e formatos de pacotes que são auto-instaláveis.
- Procure saber se o seu hardware é compatível: tenha em mãos as especificações de seu hardware. Antes de baixar uma distribuição, procure saber se o seu hardware é suportado por ela. Algumas empresas não liberam o driver proprietário para distribuições Linux, caso, por exemplo, de alguns chipsets SIS e placas Realtek. Eu pessoalmente posso confirmar isso: com um adaptador gráfico SIS Mirage 671 tive problemas no início para fazer a resolução do meu notebook ficar 1024x768. Outro exemplo é minha placa Reaktek Wireless Lan 8187b, que, com um controlador SIS, tive que perder vários dias para conseguir fazer meu wireless funcionar.
- Leia sobre a distribuição que deseja instalar: o Linux possui centenas de distribuições que atendem a uma enorme gama de perfis, conhecimento técnico e mesmo suporte a Hardware. O site www.distrowatch.com faz um resumo sobre cada uma delas, diz se a distribuição em questão está ativa, o repositório de software utilizado, o nível técnico requerido e inúmeras outras informações.
Pontos finais
- Participe de fóruns: mesmo que não consiga ajudar no começo, é interessante ver quais são as dúvidas que aparecem por lá, ler os tutoriais disponibilizados, dicas e mesmo postar alguma dúvida ou problema que você esteja enfrentando.
- Utilize distros que sejam orientadas ao uso no começo: como foi dito, como o Ubuntu, Mint, e mesmo o openSUSE. Não é porque elas são mais fáceis de usar que são mais limitadas, mas sim porque elas utilizam mais a interface gráfica pra fazer tarefas que podem ser feitas por linha de comando também.
Escolha também distribuições que possuam live-CD ou live-DVD, para experimentar o sistema sem modificar os dados dos seu computador.
- Leia muito! O Linux, por ser um sistema de código aberto, possui tudo muito bem documentado e disponibilizado na internet. Explore essas vantagens e faça seu sistema ficar cada vez mais próprio para você. Não existe uma receita infalível para aprender, mas sim a curiosidade colocada em prática.
- Se divirta! Aproveite todas as possibilidades do software livre. Leia, espalhe, aprenda sem nenhum problema com pirataria, e veja que softwares proprietários muitas vezes cobram para fazer o que os livres muitas vezes fazem melhor!
Espero ter esclarecido vários pontos para os curiosos.
flw