Windows x Linux: pontos de vista
Li o artigo intitulado "Por que o Linux é difícil", de autoria de Edwal F. Paiva Filho, publicado aqui mesmo no Viva o Linux. Este artigo/resposta é meu ponto de vista sobre o assunto baseando-me nos pontos levantados pelo Edwal.
Linux x Windows
Nele (Porque o Linux é difícil), o autor questiona o pensamento de alguns defensores do Linux, nos quais me incluo, quanto a difícil questão sobre qual é melhor, Windows ou Linux. Ele propõe argumentos interessantes, alguns válidos, outros nem tanto (na minha interpretação), e, em linhas gerais, questiona o pensamento da comunidade geek de que o Linux é melhor e ponto final.
Essa opinião do autor, como ele próprio alega, é a postura do usuário normal. Mas, quem é esse "usuário normal"? Seria aquele que "quer algo que seja intuitivo e que o encante". E isso significa não ter trabalho para instalar drivers, por exemplo.
O autor se apega aos apelos comuns dos admiradores de Linux que dizem que este é um sistema superior ao Windows, porém esta é a visão de um técnico (ou os curiosos/iniciantes, que seja). O usuário normal quer ligar o computador e usá-lo, mas no Linux ele não consegue isso.
De cara, já posso oferecer um contra-argumento: o usuário quer ligar o computador e usar? Ok. Ele sabe o que está usando? Não importa para ele. Até porque, segundo o autor, O usuário tem o direito de pensar como um orangotango, pelo simples fato que é ele que escolhe o sistema operacional. Erro! O usuário não escolhe sistema operacional, ele nem sabe o que é isso. Ele compra o computador e quer que ele funcione baseado naquilo que já viu em outros computadores. Infelizmente, existe a padronização Windows (caminhando para o fim, espero) que emburrece o mercado consumidor e empobrece a livre concorrência. Um artigo interessante sobre isso é "A Microsoft Morreu", de Paul Grahan.
O autor sugere que, no Linux, é comum ser necessário baixar drivers e isso é difícil e não deveria ser exigido do usuário. E o que dizer dos famosos codecs, de áudio e vídeo? Quantas vezes um usuário Windows não tentou rodar um vídeo .rmvb no Windows Media Player e obteve um pop-up de erro? O usuário comum entende isso? Sabe como resolver? Não! O que ele faz, então? Apela para alguém que conhece informática (o vizinho, o primo, o amigo etc).
E antes de ligar e usar o computador? Comprou o computador e já estava tudo instalado, certo? Se chega em casa e algo ocorre, qualquer coisa, como resolve? Apela para o bom e velho nerd!!!
Quero dizer, com isso, que o usuário comum gosta mesmo de praticidade e não vai se importar em aprender informática para usar seu computador. Mas ele vai conseguir aprender coisas básicas, do dia a dia, como instalar um programa simples.
No Ubuntu por exemplo, o Synaptic facilita muito na instalação dos programas exatamente por seguir o padrão "preguiça" dos usuários. É só instalar diretamente do repositório (é claro que o usuário não sabe nem o que é repositório) e usar.
O autor critica a biodiversidade (sic) de distros do Linux, pois entende que a padronização é do melhor interesse do usuário. Quem não é técnico/especialista prefere padrões de uso. Posso até concordar que isso ocorre, mas não é bom e deve ser desencorajado.
Sendo assim, não entendo possível uma distro que seja odiada por puristas e amada por usuários.
O usuário quer mesmo é facilidade e ele consegue isso com o Linux. Muitas pessoas já instalaram distros diferentes em seus desktops para seus familiares usarem e nada encontraram que os desencorajasse.
A verdadeira questão é mais subjetiva e filosófica: a questão da liberdade de escolha. O nerd usa Linux porque pode fuçar no código, mas também porque o sistema o agrada. Ou alguém imagina que o nerd fica somente na linha de comando? Nós também gostamos de conversar online, jogar, ver fotos etc, e para isso precisamos de uma interface gráfica. Alguém usaria algo que não funcionasse? Que fosse feio? Alguém imagina que um nerd nunca usa um Synaptic? Que só vai de "apt-get install"?
Qual é? Preguiça não é exclusividade das pessoas normais.
Abraço,
Fábio
Essa opinião do autor, como ele próprio alega, é a postura do usuário normal. Mas, quem é esse "usuário normal"? Seria aquele que "quer algo que seja intuitivo e que o encante". E isso significa não ter trabalho para instalar drivers, por exemplo.
O autor se apega aos apelos comuns dos admiradores de Linux que dizem que este é um sistema superior ao Windows, porém esta é a visão de um técnico (ou os curiosos/iniciantes, que seja). O usuário normal quer ligar o computador e usá-lo, mas no Linux ele não consegue isso.
De cara, já posso oferecer um contra-argumento: o usuário quer ligar o computador e usar? Ok. Ele sabe o que está usando? Não importa para ele. Até porque, segundo o autor, O usuário tem o direito de pensar como um orangotango, pelo simples fato que é ele que escolhe o sistema operacional. Erro! O usuário não escolhe sistema operacional, ele nem sabe o que é isso. Ele compra o computador e quer que ele funcione baseado naquilo que já viu em outros computadores. Infelizmente, existe a padronização Windows (caminhando para o fim, espero) que emburrece o mercado consumidor e empobrece a livre concorrência. Um artigo interessante sobre isso é "A Microsoft Morreu", de Paul Grahan.
Comparações subjetivas
Então, como comparar os dois sistemas se o que importa é se funciona ou não?O autor sugere que, no Linux, é comum ser necessário baixar drivers e isso é difícil e não deveria ser exigido do usuário. E o que dizer dos famosos codecs, de áudio e vídeo? Quantas vezes um usuário Windows não tentou rodar um vídeo .rmvb no Windows Media Player e obteve um pop-up de erro? O usuário comum entende isso? Sabe como resolver? Não! O que ele faz, então? Apela para alguém que conhece informática (o vizinho, o primo, o amigo etc).
E antes de ligar e usar o computador? Comprou o computador e já estava tudo instalado, certo? Se chega em casa e algo ocorre, qualquer coisa, como resolve? Apela para o bom e velho nerd!!!
Quero dizer, com isso, que o usuário comum gosta mesmo de praticidade e não vai se importar em aprender informática para usar seu computador. Mas ele vai conseguir aprender coisas básicas, do dia a dia, como instalar um programa simples.
No Ubuntu por exemplo, o Synaptic facilita muito na instalação dos programas exatamente por seguir o padrão "preguiça" dos usuários. É só instalar diretamente do repositório (é claro que o usuário não sabe nem o que é repositório) e usar.
O autor critica a biodiversidade (sic) de distros do Linux, pois entende que a padronização é do melhor interesse do usuário. Quem não é técnico/especialista prefere padrões de uso. Posso até concordar que isso ocorre, mas não é bom e deve ser desencorajado.
Conclusão
A ideia de uma distro que "descontente todos os especialistas, que seja odiada pelos puristas e amada pelos usuários" é falsa. O nerd gosta de fuçar e aprender, se o programa é bonito, ele quer saber como foi feito e criar algo melhor. O objetivo do hacker não é criar algo novo a todo momento, mas melhorar o que já existe. Seja por que tem um objetivo específico em mente (aumentar a segurança de criptografia de um túnel de comunicação, por exemplo), seja pela satisfação de vê-lo com sua cara, sua personalização.Sendo assim, não entendo possível uma distro que seja odiada por puristas e amada por usuários.
O usuário quer mesmo é facilidade e ele consegue isso com o Linux. Muitas pessoas já instalaram distros diferentes em seus desktops para seus familiares usarem e nada encontraram que os desencorajasse.
A verdadeira questão é mais subjetiva e filosófica: a questão da liberdade de escolha. O nerd usa Linux porque pode fuçar no código, mas também porque o sistema o agrada. Ou alguém imagina que o nerd fica somente na linha de comando? Nós também gostamos de conversar online, jogar, ver fotos etc, e para isso precisamos de uma interface gráfica. Alguém usaria algo que não funcionasse? Que fosse feio? Alguém imagina que um nerd nunca usa um Synaptic? Que só vai de "apt-get install"?
Qual é? Preguiça não é exclusividade das pessoas normais.
Abraço,
Fábio
Tentei por diversas vezes utilizar o Linux através de algumas distribuições e a única que não deu problema foi o Kurumin mas esbarrou na resistencia de meus filhos em utiliza-lo: visual ultrapassado em alguns sofwares e incompatibilidade com o windows. Querer comparar o Word com outro editor de textos para Linux é chover no molhado: não tem comparação e afinal quem não precisa usar um editor de textos?
Os desenvolvedores linux deviam criar um sistema operacional básico a altura do windows para depois derivar para as distribuições.
Outra idéia que começa a me entusiasmar é o Minix. As idéias de seu autor são bastante concretas. Quando comecei a jogar tenis, comprei um livro do Borg para aprender algumas técnicas. Uma das mais importantes era: quanto mais simples o movimento, quanto menos variação ele tiver, mais consistencia obterá e terá mais condições de ser bem sucedido.
Obrigado pela atenção!