Software livre e a liberdade de contribuir
Nota: O que define a natureza livre de um software é sua licença. Esta licença deve explicitar 4 liberdades numeradas de 0 a 3. Nesta série de artigos avaliaremos cada uma destas liberdades, seu significado, importância, e sempre que possível traçaremos um paralelo com licenças não livres como forma de demonstrar as virtudes daquelas sobre estas.
A liberdade de contribuir
Definição:
A quarta liberdade ou liberdade #3 permite ao usuário contribuir com o autor do software, criando assim uma comunidade.
Importância:
As três primeiras liberdades são concessões do autor original do software para os usuários. A liberdade de colaborar inverte esta relação e permite ao usuário colaborar com o autor original, é esta liberdade que cria o verdadeiro conceito de comunidade de software livre: um grupo de pessoas/empresas que unem esforços para desenvolver um software conjuntamente.
Esta abordagem de desenvolvimento colaborativo foi a primeira forma de desenvolver software. Nos primórdios da indústria de software todos compartilhavam suas soluções, o que permitiu uma rápida evolução dos algoritmos e da qualidade dos softwares desenvolvidos. Mais tarde alguém viu que foco do mercado de tecnologia passaria do hardware para o software e que vender software seria um bom negócio.
O desenvolvimento de software em comunidade apresenta algumas peculiaridades únicas e praticamente impossível de ser reproduzida pelo desenvolvimento unilateral:
1. Os rumos do desenvolvimento atende às necessidades da comunidade e não aos interesses de mercado, isso favorece por exemplo, a tradução do software para idiomas pouco falados ou de países muito pobres como por exemplo Zulu ou Esperanto. Este é um aspecto muito positivo do software livre, pois favorece a preservação e valorização de culturas ameaçadas pela globalização.
2. A correção de erros segue o ritmo da sua descoberta e independe da programação financeira do autor.
3. O software é uma solução de diferentes visões e culturas com origem nos mais diversos lugares do mundo.
4. O software tende a evoluir rapidamente dependendo da força de sua comunidade.
Conclusão:
As pessoas e as empresas têm problemas em comum, por que resolvê-los sozinho? As comunidades de software produzem tecnologia mais rapidamente e dividem os custos, otimizando recursos e universalizando soluções. Correção de erros e melhorias são rapidamente incorporados. O resultado da produção de software em comunidade contem diferentes visões de um mesmo problema e reúne experiencias culturais diversas.
Muitas pessoas de talento desejam contribuir pela simples satisfação de fazer parte de algo ou de contribuir com o seu próximo, e podem fazê-lo sem a necessidade de vínculo empregatício. Muitas pessoas em todo o mundo contribuem em comunidades de software livre, mesmo pessoas que não são programadores, mas possuem outros talentos igualmente importantes para uma comunidade.
Estas pessoas traduzem o software e seus manuais para seu idioma, escrevem tutorias para ajudar os usuários, desenham ícones, definem modificações de interface com base na usabilidade e com fundamentos na psicologia, enfim, há sempre muito trabalho para fazer um bom produto de software. Seja você também um voluntário: doe sangue, limpe sua cidade, proteja os animais e colabore com uma comunidade de software livre.
A quarta liberdade ou liberdade #3 permite ao usuário contribuir com o autor do software, criando assim uma comunidade.
Importância:
As três primeiras liberdades são concessões do autor original do software para os usuários. A liberdade de colaborar inverte esta relação e permite ao usuário colaborar com o autor original, é esta liberdade que cria o verdadeiro conceito de comunidade de software livre: um grupo de pessoas/empresas que unem esforços para desenvolver um software conjuntamente.
Esta abordagem de desenvolvimento colaborativo foi a primeira forma de desenvolver software. Nos primórdios da indústria de software todos compartilhavam suas soluções, o que permitiu uma rápida evolução dos algoritmos e da qualidade dos softwares desenvolvidos. Mais tarde alguém viu que foco do mercado de tecnologia passaria do hardware para o software e que vender software seria um bom negócio.
O desenvolvimento de software em comunidade apresenta algumas peculiaridades únicas e praticamente impossível de ser reproduzida pelo desenvolvimento unilateral:
1. Os rumos do desenvolvimento atende às necessidades da comunidade e não aos interesses de mercado, isso favorece por exemplo, a tradução do software para idiomas pouco falados ou de países muito pobres como por exemplo Zulu ou Esperanto. Este é um aspecto muito positivo do software livre, pois favorece a preservação e valorização de culturas ameaçadas pela globalização.
2. A correção de erros segue o ritmo da sua descoberta e independe da programação financeira do autor.
3. O software é uma solução de diferentes visões e culturas com origem nos mais diversos lugares do mundo.
4. O software tende a evoluir rapidamente dependendo da força de sua comunidade.
Conclusão:
As pessoas e as empresas têm problemas em comum, por que resolvê-los sozinho? As comunidades de software produzem tecnologia mais rapidamente e dividem os custos, otimizando recursos e universalizando soluções. Correção de erros e melhorias são rapidamente incorporados. O resultado da produção de software em comunidade contem diferentes visões de um mesmo problema e reúne experiencias culturais diversas.
Muitas pessoas de talento desejam contribuir pela simples satisfação de fazer parte de algo ou de contribuir com o seu próximo, e podem fazê-lo sem a necessidade de vínculo empregatício. Muitas pessoas em todo o mundo contribuem em comunidades de software livre, mesmo pessoas que não são programadores, mas possuem outros talentos igualmente importantes para uma comunidade.
Estas pessoas traduzem o software e seus manuais para seu idioma, escrevem tutorias para ajudar os usuários, desenham ícones, definem modificações de interface com base na usabilidade e com fundamentos na psicologia, enfim, há sempre muito trabalho para fazer um bom produto de software. Seja você também um voluntário: doe sangue, limpe sua cidade, proteja os animais e colabore com uma comunidade de software livre.
Ele abre o software por interesse próprio.
No caso de participação há uma explicações mais científicas e mais tradicionais.
Leiam isso.
http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Filosofia-do-Open-Source-um-novo-jogo/
Em outros casos, o autor abre o uso do software, no mínimo:
(i)-Para fazer marketing: Se o produto não é conhecido ninguém vai pagar um tostão por ele.
(ii) Para testar o mercado e ver se alguém pagaria por aquela giostra.
(iii) -Porque é vaidoso e gosta de IBOPE. Todo artista precisa de aplausos (os palhaços também).
(iv) Porque tornando-se conhecido e importante melhora o seu currículo para emprego, afinal há zilhões de toneladas de programadores, mas poucos são criativos.
Enfim: A única concessão é "boa intenção" de obter vantagem pessoal, isso é muito mais sadio que fazer caridade intelectual ou pecuniária. Pessoalmente eu prefiro que seja por interesse, pois não tenho intenção de viver de doação e muito menos de caridade. Se o cara acha que está me fazenco um favor eu vou mandar ele pra %$#.
E vou correndo para a loja do Tio Bill, ou mehor do Mac... se o dinheiro der.
Ressalva: No artigo acima indicado, eu já havia mencionado que a idéia de patente ou de exclusividade da propriedade intelectual
está longe de ser universal, mesmo nos Estados Unidos. A idéia de patente e do "direito" de propriedade intelectual tem justificativas teológicas no direito individual, e no enorme interesse de cartéis que usaram a divindade para obter monopólio.