Lógica para computação - parte III
Continuando os artigos anteriores, (se você não os viu, veja-os em: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Introducao-a-Logica-para-computacao e: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Logica-para-computacao-parte-II ), estaremos aplicando novas propriedades lógicas, justamente da Lógica direcionada à computação.
Esclarecendo os fatos
Para facilitar o entendimento destas novas propriedades lógicas, será chamada de premissa toda e qualquer proposição lógica, simples ou composta, como por exemplo:
p^q, pvq, ~p, ~p->q<->r
1. ~p^q
2. ~(~pv~q)
3. (p^q) v (~qvr)
Toda a proposição levada para a forma normal, deve ser equivalente para eliminação dos conectivos -> (se então) e <-> (se e somente se), se existirem são feitos pela substituição respectiva:
1. p->q, substituido por: ~pvq
2. p<->q, substituido por: (~pvq)^(pv~q)
Há duas espécies de forma normal: forma normal conjunta(FNC) e forma normal disjunta(FND). Ambas aplicam-se às propriedades já vistas.
- Forma Normal Conjunta
Diz-se que uma proposição está na forma normal disjunta se e somente se são válidas as condições:
1. Contém quando muito, ~,^ e v.
2. ~(não) não aparece repetido, como (~~p) e não tem alcance sobre ^ e v.
3. v não tem alcance sobre ^. Exemplo: ~pv~q, ~p^q^r, (~pvq)^(~qvr)
Exemplo: Determinar a FNC da proposição ~(((pvq)^~q)v(qvr)) <=> ~(((pvq)^~q)v(q^r)) <=> ~(((p^~q)v(q^~q))v(q^r)) <=> ~((p^~q)v(qvr)) <=> ~(p^~q)^~(q^r) <=> (~pvq)^(~qvr)
- Forma Normal Disjunta
Diz-se que uma proposição está na forma normal disjunta se e somente se são válidas as condições:
1. Contém quando muito, ~,^ e v. Devem se retirados os operadores diferentes destes 3. Para isso, aplicam-se as propriedades, abordadas no outro artigo parte II.
2. ~(não) não aparece repetido, como (~~p) e não tem alcance sobre ^ e v.
Mas o que seria alcance sobre ^ e v?
Diz-se que um conector possui alcance sobre outro, quando no desenvolvimento do nível de precedência, um irá modificar ou poder alterar os valores expressos pelo operador alcançável. Exemplo:
~pvq, observe que o operador ~ (não) não influencia sobre o conector ^ (E), ou seja, ele somente nega um proposição, agora, se fosse adicionado parênteses à proposição, e a mesma ficasse na seguinte forma: ~(pvq), o operador não está diretamente influenciando o valor de pvq, ou seja, ele está negando o valor de v, da forma ~v.
3. ^ não tem alcance sobre v. Como já explicado, só que nesta desenvoltura, o conector ^ não pode ser concluído sobre um conector v, como por exemplo:
(pvq)^(p^q).
Neste exemplo, o operador ^ (E) está influenciando diretamente sobre o valor de v, pois, é concluído em cima dos valores lógicos da ligação pvq e p^q.
Exemplo: Determinar a FND da proposição (p->q)^(q->p) <=> (~pvq)^(~qvp) <=> ((~pvq)^~q) v ((~pvq)^p) <=> ((~p^~q)v(q^~q)) <=>(~p^~q)v(q^p)
Os complementos descritos na forma normal disjunta, podem ser também concluídos de uma forma específica na forma normal conjunta, somente aplicando aos fatos da forma proposital.
As proposições p1,p2,p3...pn dizem se as premissas do argumento e a proposição final Q leva a conclusão do argumento. Um argumento de premissas p1,p2,p3...pn é verdadeiramente concluído Q como:
p1,p2,p3...pn ├ Q.
E é lido como:
--pn acarretam Q;
--Q deduz de pn;
--Q se infere de pn;
--Q é a conclusão de pn;
Então, é possível afirmar que p1,p2,p3,..pn são premissas, e Q é a conclusão.
p^q, pvq, ~p, ~p->q<->r
Forma Normal das Proposições
Diz-se que uma proposição está na forma normal(FN) quando se, e somente se possuir conectivos: ~, ^ e v. Exemplo:1. ~p^q
2. ~(~pv~q)
3. (p^q) v (~qvr)
Toda a proposição levada para a forma normal, deve ser equivalente para eliminação dos conectivos -> (se então) e <-> (se e somente se), se existirem são feitos pela substituição respectiva:
1. p->q, substituido por: ~pvq
2. p<->q, substituido por: (~pvq)^(pv~q)
Há duas espécies de forma normal: forma normal conjunta(FNC) e forma normal disjunta(FND). Ambas aplicam-se às propriedades já vistas.
- Forma Normal Conjunta
Diz-se que uma proposição está na forma normal disjunta se e somente se são válidas as condições:
1. Contém quando muito, ~,^ e v.
2. ~(não) não aparece repetido, como (~~p) e não tem alcance sobre ^ e v.
3. v não tem alcance sobre ^. Exemplo: ~pv~q, ~p^q^r, (~pvq)^(~qvr)
Exemplo: Determinar a FNC da proposição ~(((pvq)^~q)v(qvr)) <=> ~(((pvq)^~q)v(q^r)) <=> ~(((p^~q)v(q^~q))v(q^r)) <=> ~((p^~q)v(qvr)) <=> ~(p^~q)^~(q^r) <=> (~pvq)^(~qvr)
- Forma Normal Disjunta
Diz-se que uma proposição está na forma normal disjunta se e somente se são válidas as condições:
1. Contém quando muito, ~,^ e v. Devem se retirados os operadores diferentes destes 3. Para isso, aplicam-se as propriedades, abordadas no outro artigo parte II.
2. ~(não) não aparece repetido, como (~~p) e não tem alcance sobre ^ e v.
Mas o que seria alcance sobre ^ e v?
Diz-se que um conector possui alcance sobre outro, quando no desenvolvimento do nível de precedência, um irá modificar ou poder alterar os valores expressos pelo operador alcançável. Exemplo:
~pvq, observe que o operador ~ (não) não influencia sobre o conector ^ (E), ou seja, ele somente nega um proposição, agora, se fosse adicionado parênteses à proposição, e a mesma ficasse na seguinte forma: ~(pvq), o operador não está diretamente influenciando o valor de pvq, ou seja, ele está negando o valor de v, da forma ~v.
3. ^ não tem alcance sobre v. Como já explicado, só que nesta desenvoltura, o conector ^ não pode ser concluído sobre um conector v, como por exemplo:
(pvq)^(p^q).
Neste exemplo, o operador ^ (E) está influenciando diretamente sobre o valor de v, pois, é concluído em cima dos valores lógicos da ligação pvq e p^q.
Exemplo: Determinar a FND da proposição (p->q)^(q->p) <=> (~pvq)^(~qvp) <=> ((~pvq)^~q) v ((~pvq)^p) <=> ((~p^~q)v(q^~q)) <=>(~p^~q)v(q^p)
Os complementos descritos na forma normal disjunta, podem ser também concluídos de uma forma específica na forma normal conjunta, somente aplicando aos fatos da forma proposital.
Argumentos
Sejam p1,p2,p3...pn e Q preposições quaisquer, podendo ser simples ou compostas, chama-se 'argumento' toda afirmativa que possuir uma sequência finita de proposições que tem como conclusão uma finalidade, denominada qualquer Q.As proposições p1,p2,p3...pn dizem se as premissas do argumento e a proposição final Q leva a conclusão do argumento. Um argumento de premissas p1,p2,p3...pn é verdadeiramente concluído Q como:
p1,p2,p3...pn ├ Q.
E é lido como:
--pn acarretam Q;
--Q deduz de pn;
--Q se infere de pn;
--Q é a conclusão de pn;
Então, é possível afirmar que p1,p2,p3,..pn são premissas, e Q é a conclusão.