Como a Tecnologia pode ajudar a Democracia?
Este artigo vai tratar de vários casos de mudanças políticas causadas pela Tecnologia e mostrar um estudo de caso baseado no Brasil de hoje, que vive a mais conturbada crise política de sua História.
Alguns exemplos da Antiguidade
Temos o costume de achar que a Tecnologia é Apolítica, e em certo sentido é mesmo. Mas não podemos negar que ela tem causado mudanças políticas sérias.
E para quem acha que é apenas coisa da "Primavera Árabe" para cá, uma surpresa: a influência da Tecnologia nos processos políticos é muito mais antiga que isso.
Este artigo vai tratar de vários casos de mudanças políticas causadas pela Tecnologia e mostrar um estudo de caso baseado no Brasil de hoje, que vive a mais conturbada crise política de sua História.
As espadas de ferro eram frágeis e quebradiças. Impérios que mantinham seus exércitos com armas de ferro passaram a perder mais e mais batalhas para os que dominavam a tecnologia do bronze, uma liga de cobre e estanho. Produzir bronze não era algo fácil. Aliás, não é ainda.
Precisa-se extrair o estanho da Cassiterita antes de poder misturá-lo ao cobre fundido para fazer o bronze. Pode parecer tudo muito rudimentar para os dias de hoje, mas para a época tratava-se de um profundo esforço tecnológico. E esse esforço tecnológico influenciou completamente a distribuição do poder naqueles tempos remotos.
Mais para frente na história a popularização do uso da pólvora e das armas de fogo foi um fator decisivo para o fim do sistema feudal. Vamos entender o que houve.
Naquela época, os nobres eram as pessoas que tinham por profissão a guerra. Ao contrário do que muitos pensam, não bastava possuir a terra e tudo que nela havia, inclusive as pessoas. Era preciso defender esta terra e estas pessoas. Este era o pacto feudal.
O camponês trabalha e o nobre o protege, dá segurança contra bandidos e salteadores, mantém as estradas seguras e evita que as aldeias sejam invadidas.
Para isso o nobre se ocupa desde cedo no aprendizado das artes bélicas. Ele pratica com espadas e lanças, ele aprende a montar e a usar uma armadura no combate. Essas habilidades eram exclusivas da nobreza. Mas a tecnologia da produção de pólvora e de armas de fogo fez com que qualquer pessoa pudesse lutar. As balas furavam as armaduras e nem todo sangue azul mantinha os ocupantes destas vivos.
Não se precisa de um treinamento de uma vida para carregar um mosquete e puxar o gatilho. Por isso, pode-se ter exércitos de plebeus. E a Revolução Francesa mostrou que plebeus podem dominar exércitos da nobreza facilmente. Foi a proibição de armas para os camponeses, sobretudo armas de fogo, que fez com que o Shogunato Tokugawa mantivesse o poder no Japão por mais de trezentos anos e assim mantivesse vivo o regime feudal naquele país.
Mas recentemente a tecnologia da fusão nuclear não apenas definiu o destino da II Guerra Mundial, mas criou duas superpotências antagônicas que durante décadas se enfrentaram silenciosamente, instigando guerras em países pequenos para testar os limites uma da outra, mas sem nunca desejar um confronto definitivo.
Sim, se não tivemos uma terceira guerra mundial iniciada pelos Estados Unidos e pela extinta União Soviética, foi graças à tecnologia nuclear. Os dois lados sabiam que uma guerra seria fatal para a humanidade como um todo. Não haveria ninguém com condições de reinar sobre os escombros, porque quase todos estariam mortos e os escombros seriam altamente radioativos.
A esta altura, depois de ler esses três parágrafos, você deve estar se perguntando: "O que será que tudo isso tem a ver com Linux? Por que esse cara postou esse artigo aqui?"
Eu explico, se tiver um pouco mais de paciência e passar para a próxima página.
E para quem acha que é apenas coisa da "Primavera Árabe" para cá, uma surpresa: a influência da Tecnologia nos processos políticos é muito mais antiga que isso.
Este artigo vai tratar de vários casos de mudanças políticas causadas pela Tecnologia e mostrar um estudo de caso baseado no Brasil de hoje, que vive a mais conturbada crise política de sua História.
As espadas de ferro eram frágeis e quebradiças. Impérios que mantinham seus exércitos com armas de ferro passaram a perder mais e mais batalhas para os que dominavam a tecnologia do bronze, uma liga de cobre e estanho. Produzir bronze não era algo fácil. Aliás, não é ainda.
Precisa-se extrair o estanho da Cassiterita antes de poder misturá-lo ao cobre fundido para fazer o bronze. Pode parecer tudo muito rudimentar para os dias de hoje, mas para a época tratava-se de um profundo esforço tecnológico. E esse esforço tecnológico influenciou completamente a distribuição do poder naqueles tempos remotos.
Mais para frente na história a popularização do uso da pólvora e das armas de fogo foi um fator decisivo para o fim do sistema feudal. Vamos entender o que houve.
Naquela época, os nobres eram as pessoas que tinham por profissão a guerra. Ao contrário do que muitos pensam, não bastava possuir a terra e tudo que nela havia, inclusive as pessoas. Era preciso defender esta terra e estas pessoas. Este era o pacto feudal.
O camponês trabalha e o nobre o protege, dá segurança contra bandidos e salteadores, mantém as estradas seguras e evita que as aldeias sejam invadidas.
Para isso o nobre se ocupa desde cedo no aprendizado das artes bélicas. Ele pratica com espadas e lanças, ele aprende a montar e a usar uma armadura no combate. Essas habilidades eram exclusivas da nobreza. Mas a tecnologia da produção de pólvora e de armas de fogo fez com que qualquer pessoa pudesse lutar. As balas furavam as armaduras e nem todo sangue azul mantinha os ocupantes destas vivos.
Não se precisa de um treinamento de uma vida para carregar um mosquete e puxar o gatilho. Por isso, pode-se ter exércitos de plebeus. E a Revolução Francesa mostrou que plebeus podem dominar exércitos da nobreza facilmente. Foi a proibição de armas para os camponeses, sobretudo armas de fogo, que fez com que o Shogunato Tokugawa mantivesse o poder no Japão por mais de trezentos anos e assim mantivesse vivo o regime feudal naquele país.
Mas recentemente a tecnologia da fusão nuclear não apenas definiu o destino da II Guerra Mundial, mas criou duas superpotências antagônicas que durante décadas se enfrentaram silenciosamente, instigando guerras em países pequenos para testar os limites uma da outra, mas sem nunca desejar um confronto definitivo.
Sim, se não tivemos uma terceira guerra mundial iniciada pelos Estados Unidos e pela extinta União Soviética, foi graças à tecnologia nuclear. Os dois lados sabiam que uma guerra seria fatal para a humanidade como um todo. Não haveria ninguém com condições de reinar sobre os escombros, porque quase todos estariam mortos e os escombros seriam altamente radioativos.
A esta altura, depois de ler esses três parágrafos, você deve estar se perguntando: "O que será que tudo isso tem a ver com Linux? Por que esse cara postou esse artigo aqui?"
Eu explico, se tiver um pouco mais de paciência e passar para a próxima página.