Eu aprendi!
Neste artigo fiz um pequeno resumo das coisas que venho aprendendo desde que comecei a utilizar o Linux, paralelo à minha formação como informático. A idéia é dar um empurrão a pessoas que muitas vezes passam ou ainda vivem com um pensamento errado do que é ser informático ou Linuxer.
Introdução
Escrevi este pequeno texto com objectivo de partilhar com vocês algumas experiências que achei interessante nesses tempos como estudante de Engenharia e utilizador do Linux.
OBS: Como eu tinha colocado/partilhado no blog esi3g.wordpress.com, resolvi partilhar aqui também.
A primeira coisa que aprendi é que uma comunidade (de informáticos) é unida pela partilha de conhecimento e não dominada por quem possui, esconde ou impossibilita o alcance por parte de outros. Durante o tempo que utilizei o MS Windows (como SO principal), não tive a necessidade de aderir a nenhuma comunidade. Isto não por não existir, mas porque não é hábito dos utilizadores de Windows a idéia de comunidade tal como no Linux. Porquê?
1. Os utilizadores de MS acham que um software tirado na Internet ou obtido de um outro colega é vantagem individual, pois "se o outro não tem eu posso fazer uso, tirar partido, aprender mais e ser superior; sem contar que outros vão ajoelhar para eu oferecer ou ensinar".
2. No MS Windows as coisas se resolvem de duas formas, únicas e complementares: Next e Format c:\.
3. No MS Windows o importante é funcionar, no dia em que "trash" instala-se de novo, ou seja, o problema resolve-se e não se aprende, excepto os comandos do ponto 2.
Estes são os principais erros cometidos ou induzidos a cometer quando se utiliza o que o gênio (quando concorre sozinho) do Bill promoveu o uso por parte dos engenheiros e outros há muito tempo.
O que reparamos há muito é que esta idéia de código fechado restringe o conhecimento a muitos que validam esta forma de competir. No caso da nossa sociedade (CV) acontece muito esse problema de Software e Saber fazer exclusivo. Mesmo colegas de formação ocultam determinados conhecimento para posterior exibição, esquecendo que todo o conhecimento adquirido ou construído, até pelo programadores da MS, é fruto de muita documentação escrita (livre na Web) pelos antepassados que ofereceram a informática a evolução que temos hoje. Deste modo pergunto: onde distinguirmos uns dos outros?
1. O saber só é útil se partilhado. Um professor meu dizia: Imaginem alguém que sabe falar 25 idiomas e se fecha numa montanha sozinho, de que lhe serve?
2. Como é que o Google ganha dinheiro, oferecendo contas de 2GB, motor gratuito para pesquisa?
3. É o que sabemos/possuímos ou o que fazemos que nos qualifica.
Pegando de novo no comportamento dos utilizadores (informáticos) do MSW, um grande problema é o Format c:\. É incrível o número de vezes que se utiliza este recurso sem aprender minimamente com os erros. O melhor hábito que se pode obter na comunidade Linux é que um informático quando tem um problema, ele tem que dar 5 passos básicos:
1. Qual é o problema?
2. Por quê aconteceu - pesquisar casos semelhantes, saber o por quê é meio caminho andado.
3. Qual a melhor solução, independentemente de ser a mais fácil.
4. Como fazer para resolver e o principal;
5. Partilhe com a comunidade que te ajudou ou não o conhecimento adquirido, indique artigos, escreva pequenas dicas.
Desta forma se aprende a dominar os SO, pelo saber. É claro que perdemos tempo para resolver, e é claro que um "format" resolve (supostamente) na hora. Todavia eu pergunto como é que um artista domina o seu instrumento? Passando horas e horas com ele. Esta é grande a experiência que devemos aprender com artistas de verdade. Estes quando são bons preocupam com o seu saber, gostam daquilo que fazem da mesma forma que fazer uma nota difícil é um desafio para eles, resolver um problema difícil é um desafio nosso a vencer.
Graças a comunidade Viva o Linux eu aprendi pequenos detalhes para quem estuda ou trabalha com informática que me fez perceber que o conhecimento e a sua partilha é a melhor forma de desenvolver a Informática, principalmente em Cabo Verde.
É fantástico a forma como coloca-se uma dúvida na comunidade e temos várias pessoas que trabalham e não têm tempo, mas pesquisam acerca e procuram dar assistência até que consigamos resolver, entendendo, os nossos problemas.
Isso precisa ser cultivado aqui na nossa Universidade e sociedade. Comportamentos negativos, como egoísmo, basofaria com redescobertas, softwares piratas, instalar programas dos outros só nos faz andar para trás. Não adianta sermos programadores, administradores de sistemas, administradores de base de dados ou técnicos.
Uma vez um programador disse que utilizávamos menos que 30% do conhecimento que temos na nossa actividade, o resto eram as relações com os outros, a postura, eu penso que o importante é desempenharmos bem as nossas funções mesmo que seja "limpar monitores".
OBS: Como eu tinha colocado/partilhado no blog esi3g.wordpress.com, resolvi partilhar aqui também.
A primeira coisa que aprendi é que uma comunidade (de informáticos) é unida pela partilha de conhecimento e não dominada por quem possui, esconde ou impossibilita o alcance por parte de outros. Durante o tempo que utilizei o MS Windows (como SO principal), não tive a necessidade de aderir a nenhuma comunidade. Isto não por não existir, mas porque não é hábito dos utilizadores de Windows a idéia de comunidade tal como no Linux. Porquê?
1. Os utilizadores de MS acham que um software tirado na Internet ou obtido de um outro colega é vantagem individual, pois "se o outro não tem eu posso fazer uso, tirar partido, aprender mais e ser superior; sem contar que outros vão ajoelhar para eu oferecer ou ensinar".
2. No MS Windows as coisas se resolvem de duas formas, únicas e complementares: Next e Format c:\.
3. No MS Windows o importante é funcionar, no dia em que "trash" instala-se de novo, ou seja, o problema resolve-se e não se aprende, excepto os comandos do ponto 2.
Estes são os principais erros cometidos ou induzidos a cometer quando se utiliza o que o gênio (quando concorre sozinho) do Bill promoveu o uso por parte dos engenheiros e outros há muito tempo.
O que reparamos há muito é que esta idéia de código fechado restringe o conhecimento a muitos que validam esta forma de competir. No caso da nossa sociedade (CV) acontece muito esse problema de Software e Saber fazer exclusivo. Mesmo colegas de formação ocultam determinados conhecimento para posterior exibição, esquecendo que todo o conhecimento adquirido ou construído, até pelo programadores da MS, é fruto de muita documentação escrita (livre na Web) pelos antepassados que ofereceram a informática a evolução que temos hoje. Deste modo pergunto: onde distinguirmos uns dos outros?
1. O saber só é útil se partilhado. Um professor meu dizia: Imaginem alguém que sabe falar 25 idiomas e se fecha numa montanha sozinho, de que lhe serve?
2. Como é que o Google ganha dinheiro, oferecendo contas de 2GB, motor gratuito para pesquisa?
3. É o que sabemos/possuímos ou o que fazemos que nos qualifica.
Pegando de novo no comportamento dos utilizadores (informáticos) do MSW, um grande problema é o Format c:\. É incrível o número de vezes que se utiliza este recurso sem aprender minimamente com os erros. O melhor hábito que se pode obter na comunidade Linux é que um informático quando tem um problema, ele tem que dar 5 passos básicos:
1. Qual é o problema?
2. Por quê aconteceu - pesquisar casos semelhantes, saber o por quê é meio caminho andado.
3. Qual a melhor solução, independentemente de ser a mais fácil.
4. Como fazer para resolver e o principal;
5. Partilhe com a comunidade que te ajudou ou não o conhecimento adquirido, indique artigos, escreva pequenas dicas.
Desta forma se aprende a dominar os SO, pelo saber. É claro que perdemos tempo para resolver, e é claro que um "format" resolve (supostamente) na hora. Todavia eu pergunto como é que um artista domina o seu instrumento? Passando horas e horas com ele. Esta é grande a experiência que devemos aprender com artistas de verdade. Estes quando são bons preocupam com o seu saber, gostam daquilo que fazem da mesma forma que fazer uma nota difícil é um desafio para eles, resolver um problema difícil é um desafio nosso a vencer.
Graças a comunidade Viva o Linux eu aprendi pequenos detalhes para quem estuda ou trabalha com informática que me fez perceber que o conhecimento e a sua partilha é a melhor forma de desenvolver a Informática, principalmente em Cabo Verde.
É fantástico a forma como coloca-se uma dúvida na comunidade e temos várias pessoas que trabalham e não têm tempo, mas pesquisam acerca e procuram dar assistência até que consigamos resolver, entendendo, os nossos problemas.
Isso precisa ser cultivado aqui na nossa Universidade e sociedade. Comportamentos negativos, como egoísmo, basofaria com redescobertas, softwares piratas, instalar programas dos outros só nos faz andar para trás. Não adianta sermos programadores, administradores de sistemas, administradores de base de dados ou técnicos.
Uma vez um programador disse que utilizávamos menos que 30% do conhecimento que temos na nossa actividade, o resto eram as relações com os outros, a postura, eu penso que o importante é desempenharmos bem as nossas funções mesmo que seja "limpar monitores".
Assim como você, gosto de expor artigos ideológicos como este... porem temos que ter em mente que ideologias são apenas idéias e idéias são apenas opiniões até que se prove o real fato.
Penso assim como você... para que se fechar, impor e se limitar sendo que podemos ensinar, aprender, por expolorar o que é aberto? será que alguem quer limitar nosso conhecimento... para que bloquear? será que alguem tem medo de encontrar um maior conhecedor? será que alguem tem medo que lhe passem a perna? será que alguem seria tão covarde para ter tal sentimento de "MEDO"!
Saber e ensinar, nos traz adissiminação do conhecimento, conhecimento é um ajuntado de idéias lógicas e embasada, ensinando nos traz maior sabedoria pois é assim que você demosntra que sabe e intentede do assunto...
Em contra-partida é por isso que me apaixonei por Linux, e quem usa Linux só continua se realmente tem a sede do saber e quem sabe ensina, troca experiencias.
Parabêns pelo ótimo artigo!