As brigas dos linuxers
Quem já migrou para o mundo de sistemas operacionais baseados em software GNU/Linux e percebeu que fez uma boa mudança, já teve vontade de "converter pagãos". Ou então, quando já no mundo GNU/Linux, tentou convencer um amigo a mudar de distribuição. No final, essas mudanças sempre acabam em brigas. Qual seria a solução?!
Parte 4: Para quê brigar, quando podemos ficar em paz?
Olá!
Este é meu primeiro artigo para o Viva O Linux, este portal de conhecimento que tem sido tão útil desde que me interessei em entrar a fundo no mundo do software livre e dos sistemas GNU/Linux.
Há pouco tempo eu era, como muitos gostam de chamar, um xiita. Acreditava que todos deveriam utilizar Linux, ou pelo menos, software livre e 100% gratuito. Mas não é bem assim. Não mesmo!
Apesar de ter evoluído muitíssimo nos últimos cinco anos, de ter incluído suporte a todo tipo de hardware, e de ter facilitado a vida do usuário - usuários não precisam saber o que é bootloader para usar - o Linux ainda não é um sistema perfeito.
Primeiro que é um tremendo erro procurar por um sistema operacional perfeito. Uns dizem: "Windows é perfeito"
Outros dizem: "Linux é perfeito"
Tem gente que diz: "Mac é perfeito"
E alguns dizem: "FreeBSD é perfeito"
Todos os sistemas operacionais existentes têm diferentes qualidades e defeitos.
Utilizar um sistema que tem mais qualidades que defeitos, exclusivamente para você, é torná-lo "perfeito".
No primeiro caso, tínhamos um usuário de Windows. Sem dúvidas, para aquele usuário específico, não valeria a pena migrar.
Ele tinha todos os programas que precisava, incluindo jogos de que gostava. Tinha também suporte para todo seu hardware. E mais, ele tinha uma licença original do Windows Vista.
E mesmo que o software fosse piratão, é o único que ele sabe utilizar.
Muito provavelmente, mesmo sem migrar para Linux ou qualquer outro sistema operacional composto ou não por software livre, o usuário quase sempre tem software livre instalado.
Foi uma notável exceção a de nosso amigo, visto que grande parte dos usuários atuais usa navegadores alternativos ao imperdoável Internet Explorer. E muitos já utilizam BrOffice.org, ou têm o GIMP instalado.
Mas se usuários de Windows não são os melhores candidatos a mudar, quem é?!
Afinal, creio que praticamente 100% dos usuários de Linux começou e aprendeu informática com Windows. A questão é que normalmente usuários de Windows têm a cabeça fechada, e preferem estufar o peito, falar que usam Windows pirata e que o Linux, quase sempre gratuito, não presta e não funciona.
Usuários que migraram são usuários que têm mentes mais abertas a novas experiências.
E mesmo para usuários "cabeça-dura", ensinar como utilizar e mostrar que não é difícil e que o sistema presta sim, não é tão difícil.
O correto não é instalar Ubuntu no notebook de um amigo e deixar lá, para ele testar. Não é instalar e mandar se virar. "Eu migrei, você também consegue!"
É ensinar como usar, aproveitar o tempo livre para mostrar recursos que muitos Windows por aí nunca terão, muitas facilidades que não dependem de programas. Um exemplo patético é o "sistema" de links que todo Linux tem (comando ln, que vem no coreutils). Que eu saiba, o Windows não tem isso. Tem um esquema de atalhos que são arquivos com extensão .lnk.
Também não acho correto apresentar um usuário que está engatinhando ao Slackware, porque com certeza não irá nem inicializar o X e acabará por falar que o Linux não funciona, que é uma merd* que nem interface gráfica tem.
Em empresas e instituições, é de extrema vantagem utilizar Linux, principalmente pelos cortes nos gastos que ocorrem com a implementação. Pense quanto dinheiro se economiza com as licenças.
Por outro lado, se os papéis que os funcionários desempenham estão intimamente ligados com o sistema operacional, treino pode sair caro.
O importante é que a empresa ou a instituição funcione, dando preferência a cortes nos gastos com sistemas operacionais gratuitos.
Algumas vezes é preciso ter máquinas Windows em empresas, mesmo que todo o resto seja Linux, porque alguns softwares específicos só rodam (bem) no Windows.
No caso das migrações de distribuição, eu acho patética a briga entre usuários de distribuições feitas para usuários avançados como Slackware e Gentoo e usuários de distribuições feitas para "apenas usuários", como Ubuntu.
Cada um usa o que mais lhe agrada. Se uns se sentem mais à vontade setando as configurações na unha, que seja. Se outros preferem apenas usar o sistema, que seja.
A migração deve ser espontânea.
Também é besteira ficar brigando contra usuários de FreeBSD, OpenBSD, NetBSD, ou qualquer outro sistema gratuito. O que vale é que o sistema é gratuito, e só isso.
E quando alcançamos um "quase adepto" e tentamos fazer ele migrar "com as próprias pernas" sem sucesso? Isso aconteceu porque não prestamos a ajuda necessária.
Quer saber como migrei? Migrei do pior jeito possível, instalei Ubuntu com dual boot e simplesmente comecei a usar. E aprendi a usar porque muitos me apoiavam, ou pelo menos, porque me interessava.
Se ninguém tivesse me apresentado o Ubuntu, e se ninguém tivesse me apoiado, não sei se estaria utilizando-o como utilizo atualmente.
Se você tem um "pupilo", tem que apoiá-lo e ensiná-lo a usar, dar dicas e responder dúvidas, não simplesmente tacar lá para ele usar.
A mensagem que quero passar é a de que cada um deve usar o que mais lhe agrada, e se ele quiser, com uma ajudinha nossa, migrar para o Linux ou para o FreeBSD, para qualquer outro sistema operacional livre, por que não?!
Temos de incentivar a mudança para que ela ocorra.
Como então perguntei na descrição qual é a solução?!
Não tem solução simplesmente porque não há problema.
Cada um usa o que se sente bem em usar, e apenas isso. Mas cada um deve entender que pode estar usando uma coisa que é muito inferior às outras opções. Então é preciso ter mente aberta para novos sistemas, novos programas, novas configurações, enfim, mente aberta para que possam ocorrer mudanças. É isso que eu peço.
E no fim, não poderia faltar:
"Irmãos, paz e amor!"
Este é meu primeiro artigo para o Viva O Linux, este portal de conhecimento que tem sido tão útil desde que me interessei em entrar a fundo no mundo do software livre e dos sistemas GNU/Linux.
Há pouco tempo eu era, como muitos gostam de chamar, um xiita. Acreditava que todos deveriam utilizar Linux, ou pelo menos, software livre e 100% gratuito. Mas não é bem assim. Não mesmo!
Apesar de ter evoluído muitíssimo nos últimos cinco anos, de ter incluído suporte a todo tipo de hardware, e de ter facilitado a vida do usuário - usuários não precisam saber o que é bootloader para usar - o Linux ainda não é um sistema perfeito.
Primeiro que é um tremendo erro procurar por um sistema operacional perfeito. Uns dizem: "Windows é perfeito"
Outros dizem: "Linux é perfeito"
Tem gente que diz: "Mac é perfeito"
E alguns dizem: "FreeBSD é perfeito"
Todos os sistemas operacionais existentes têm diferentes qualidades e defeitos.
Utilizar um sistema que tem mais qualidades que defeitos, exclusivamente para você, é torná-lo "perfeito".
No primeiro caso, tínhamos um usuário de Windows. Sem dúvidas, para aquele usuário específico, não valeria a pena migrar.
Ele tinha todos os programas que precisava, incluindo jogos de que gostava. Tinha também suporte para todo seu hardware. E mais, ele tinha uma licença original do Windows Vista.
E mesmo que o software fosse piratão, é o único que ele sabe utilizar.
Muito provavelmente, mesmo sem migrar para Linux ou qualquer outro sistema operacional composto ou não por software livre, o usuário quase sempre tem software livre instalado.
Foi uma notável exceção a de nosso amigo, visto que grande parte dos usuários atuais usa navegadores alternativos ao imperdoável Internet Explorer. E muitos já utilizam BrOffice.org, ou têm o GIMP instalado.
Mas se usuários de Windows não são os melhores candidatos a mudar, quem é?!
Afinal, creio que praticamente 100% dos usuários de Linux começou e aprendeu informática com Windows. A questão é que normalmente usuários de Windows têm a cabeça fechada, e preferem estufar o peito, falar que usam Windows pirata e que o Linux, quase sempre gratuito, não presta e não funciona.
Usuários que migraram são usuários que têm mentes mais abertas a novas experiências.
E mesmo para usuários "cabeça-dura", ensinar como utilizar e mostrar que não é difícil e que o sistema presta sim, não é tão difícil.
O correto não é instalar Ubuntu no notebook de um amigo e deixar lá, para ele testar. Não é instalar e mandar se virar. "Eu migrei, você também consegue!"
É ensinar como usar, aproveitar o tempo livre para mostrar recursos que muitos Windows por aí nunca terão, muitas facilidades que não dependem de programas. Um exemplo patético é o "sistema" de links que todo Linux tem (comando ln, que vem no coreutils). Que eu saiba, o Windows não tem isso. Tem um esquema de atalhos que são arquivos com extensão .lnk.
Também não acho correto apresentar um usuário que está engatinhando ao Slackware, porque com certeza não irá nem inicializar o X e acabará por falar que o Linux não funciona, que é uma merd* que nem interface gráfica tem.
Em empresas e instituições, é de extrema vantagem utilizar Linux, principalmente pelos cortes nos gastos que ocorrem com a implementação. Pense quanto dinheiro se economiza com as licenças.
Por outro lado, se os papéis que os funcionários desempenham estão intimamente ligados com o sistema operacional, treino pode sair caro.
O importante é que a empresa ou a instituição funcione, dando preferência a cortes nos gastos com sistemas operacionais gratuitos.
Algumas vezes é preciso ter máquinas Windows em empresas, mesmo que todo o resto seja Linux, porque alguns softwares específicos só rodam (bem) no Windows.
No caso das migrações de distribuição, eu acho patética a briga entre usuários de distribuições feitas para usuários avançados como Slackware e Gentoo e usuários de distribuições feitas para "apenas usuários", como Ubuntu.
Cada um usa o que mais lhe agrada. Se uns se sentem mais à vontade setando as configurações na unha, que seja. Se outros preferem apenas usar o sistema, que seja.
A migração deve ser espontânea.
Também é besteira ficar brigando contra usuários de FreeBSD, OpenBSD, NetBSD, ou qualquer outro sistema gratuito. O que vale é que o sistema é gratuito, e só isso.
E quando alcançamos um "quase adepto" e tentamos fazer ele migrar "com as próprias pernas" sem sucesso? Isso aconteceu porque não prestamos a ajuda necessária.
Quer saber como migrei? Migrei do pior jeito possível, instalei Ubuntu com dual boot e simplesmente comecei a usar. E aprendi a usar porque muitos me apoiavam, ou pelo menos, porque me interessava.
Se ninguém tivesse me apresentado o Ubuntu, e se ninguém tivesse me apoiado, não sei se estaria utilizando-o como utilizo atualmente.
Se você tem um "pupilo", tem que apoiá-lo e ensiná-lo a usar, dar dicas e responder dúvidas, não simplesmente tacar lá para ele usar.
A mensagem que quero passar é a de que cada um deve usar o que mais lhe agrada, e se ele quiser, com uma ajudinha nossa, migrar para o Linux ou para o FreeBSD, para qualquer outro sistema operacional livre, por que não?!
Temos de incentivar a mudança para que ela ocorra.
Como então perguntei na descrição qual é a solução?!
Não tem solução simplesmente porque não há problema.
Cada um usa o que se sente bem em usar, e apenas isso. Mas cada um deve entender que pode estar usando uma coisa que é muito inferior às outras opções. Então é preciso ter mente aberta para novos sistemas, novos programas, novas configurações, enfim, mente aberta para que possam ocorrer mudanças. É isso que eu peço.
E no fim, não poderia faltar:
"Irmãos, paz e amor!"
PAN!!! WINWORD.EXE eauhaehuhaeuheauhaeuha, ja aconteceu mto comigo, agora so no openoffice e no simphony da ibm.
mas so um detalhe meio pesado, I.E 6.0 no vista?.....credo..pegaram pesado, ele ja sai com i.e 7, que diabos de vista pirata é esse e sem update.
isso ae pra que brigar!! ambos são bons, com execeção do office 2007 que so veio pra atrapalhar.
abraços