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Programação (II) - Modularização

Continuando a série sobre programação, vamos falar sobre modularização. Como dividir adequadamente um sistema? Qual a unidade ideal? Como quebrar funções? Como saber se um módulo está realmente bom? Esse artigo vai tentar responder algumas dessas questões e dar argumentos para pensarmos em muitas outras.
Edvaldo Silva de Almeida Júnior EdDeAlmeida
Hits: 47.429 Categoria: Linux Subcategoria: Software
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Parte 6: Critério nº 02: Baixa complexidade / FAN-OUT

Cada módulo de um sistemas deve ter um nível de complexidade aceitável.

Imaginemos agora um módulo que, para poder executar suas funções, tem de invocar os serviços de uma centena de outros módulos. Controlar esse nível de complexidade é bastante difícil.

Para reduzir a complexidade de um módulo devemos quebrá-lo em módulos menores e um bom critério para observar quando isso é necessário é ver o número de subordinados que ele tem, ou seja, o seu FAN-OUT.

O fan-out é o número de procedures que um módulo precisa chamar para executar suas tarefas.

Desejamos manter o fan-out dos nossos módulos baixo, reduzindo assim a complexidade da sua lógica interna.

Uma boa metáfora para pensar num módulo com fan-out elevado é imaginar um chefe que tem de comandar pessoalmente um grande número de subordinados que devem, coordenadamente, executar uma tarefa complexa. Um sujeito assim seria um sério candidato ao stress.

   1. Introdução
   2. PE ou POO?
   3. Unidades básicas
   4. O princípio da caixa-preta
   5. Critério nº 01: Reusabilidade / FAN-IN
   6. Critério nº 02: Baixa complexidade / FAN-OUT
   7. Critério nº 03: Acoplamento
   8. Critério nº 04: Coesão
   9. Conclusão

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#1 Comentário enviado por bjaraujo em 05/05/2008 - 14:04h
parabéns, cara; acho que ainda tenho sequelas pela exposição ao BASIC. ahuahuaha
#2 Comentário enviado por stremer em 05/05/2008 - 19:03h
excelente. O dificil é mesmo conhecendo tudo isto conseguir implementar nos prazos malucos que os gerentes de TI e pessoal do marketing impõe (rs)
#3 Comentário enviado por rafastv em 05/05/2008 - 19:17h
De leitura agradável e rápida, parabéns!
#4 Comentário enviado por kabalido em 05/05/2008 - 21:53h
Parabéns cara! Continue assim, os seus artigos são muito bons.
Valeu!!
#5 Comentário enviado por EdDeAlmeida em 06/05/2008 - 08:51h
stremer,

Tem de fazer ouvido de mercador para os caras que ficam pressionando para acelerar o trabalho. Se você foge dos esquemas bem definidos, acaba perdendo mais tempo no final.

Abraço e oobrigado a todos!
#6 Comentário enviado por douglascrp em 06/05/2008 - 09:04h
excelente artigo... assim como o primeiro artigo, depois que se começa a ler, é impossível parar até terminar...

parabéns
#7 Comentário enviado por leowalker em 06/05/2008 - 15:18h
muito bom, estou esperando o proximo para dar continuidade...

Abraço e parabens.
#8 Comentário enviado por vodooo em 07/05/2008 - 09:57h
Cara, parabéns, realmente de leitura muito agradável!

Abraços
#9 Comentário enviado por EdDeAlmeida em 07/05/2008 - 19:12h
O próximo artigo já está no forno... deve estar pronto para ser postado no início da semana que vem. Aí é só esperar a fila andar. Mais uma vez obrigado pelos comentários e pelo apoio de todos.
#10 Comentário enviado por rl27 em 09/05/2008 - 11:14h
Parabéns pela série de artigos. Muito boa mesmo!

Estou ansioso pela continuação. Com certeza ainda darei minhas contribuições à comunidade.

Valeu!
#11 Comentário enviado por joaomc em 09/05/2008 - 13:53h
O princípio da caixa preta é bonito na teoria, mas na prática a coisa não é bem assim. Muitas vezes você *precisa* saber o que há por trás daquele método que está chamando, para, por exemplo, saber os efeitos colaterais, se o método é thread-safe, etc.

Mas estou só sendo chato, o artigo ficou bom, parabéns :)
#12 Comentário enviado por EdDeAlmeida em 09/05/2008 - 19:43h
joaomc,

Concordo em parte. Mas saber se um método é thread-safe não viola necessariamente o princípio da caixa-preta. O que viola é escrever código que dependa do algoritmo usado por essa ou aquela função. Isso é uma violação grave, que cria dependência. A questão de ser ou não thread-safe é mais relacionada com o conhecimento dos requisitos do módulo. Vamos discutir isso quando formos falar em análise de requisitos.


rl27,

Obrigado pelo comentário. E tenho certeza que em breve estarei também lendo seus artigos aqui. Basta estudar e estar com a mente aberta para aprender.


Ed
#13 Comentário enviado por marcio_paim em 14/02/2012 - 22:14h
Excelente série de artigos.

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