Linux, a pirataria de software e a desvalorização do desenvolvedor (parte 2)
Neste artigo procuro demonstrar como a pirataria produz uma desvalorização gradativa do trabalho na área de informática, mais especificamente na área de desenvolvimento de software. Apresento também o Linux e os programas desenvolvidos sob o paradigma do software livre como alternativas para a revalorização do desenvolvedor e de seu trabalho.
Parte 2: O desenvolvedor como consumidor
O problema em se ignorar as licenças é que perdemos direitos quando deixamos de cumprir com obrigações. Como exemplo cito o Photoshop, que muitas pessoas compram para uso pessoal, mas como não lêem a licença, fazem cópias e distribuem entre amigos, ou mesmo insidiosamente, descarregam o programa a partir de algum site, e usam cracks para usufruir indefinidamente os benefícios/funcionalidades do programa. Isso é além de ilegal, anti-ético. Uma licença, conforme já mencionamos, é um contrato, onde duas entidades acertam termos de aquisição e uso de um bem qualquer.
Considerando a figura de um desenvolvedor, o problema aumenta em escala desproporcional. Como desenvolvedores, devemos ter em mente que trabalhar no ramo de criação de sistemas computacionais, consome tempo e outros recursos - físicos, financeiros e mentais. Nós desenvolvedores somos virtualmente os maiores consumidores de produtos de informática.
Explico: Como desenvolvedores, ao adquirirmos um computador, adquiriremos o melhor possível, o mais acessível ao nosso patamar financeiro (não trato de empresas, ainda, mas de desenvolvedor singular.). Escolheremos também, o sistema operacional com o qual temos mais envolvimento, que entendemos mais, que preferimos. Os programas presentes em nossas máquinas, serão na maioria das vezes, baixados direto da internet, mas também poderemos adquirí-lo por outras vias, como CDs comprados ou copiados de terceiros.
O problema reside exatamente aqui. Tradicionalmente, o ensino de computação em escolas, é baseado em plataforma proprietária (leia-se Microsoft Windows), geralmente através de acordos e apesar de o atual governo estar incentivando o uso de Software livre em escolas públicas, isso ainda soa como piada aos ouvidos de alguns profissionais. Nos cursos, algumas das ferramentas mais utilizadas são proprietárias: Borland Delphi, Borland C++ Builder, Dreamweaver, Flash, etc. Todos os citados são softwares distribuídos sob licença comercial, ou seja, usá-los indevidamente deveria acarretar penas legais.
Argumenta-se que a ausência de softwares que disponham das mesmas características que os citados torna difícil o uso de outra plataforma operacional que não seja MS Windows, afinal de contas, a maioria das pessoas conhece apenas Windows. Admito, é difícil encontrar um software tão bom quando o Flash. Mas então, como consumidor, para que eu tenha meus direitos assegurados, devo ao menos usá-lo legitimamente, adquirindo uma licença de uso, tanto para o sistema operacional quanto para o programa em questão. Como na cadeia alimentar, há os produtores e os consumidores. Somos acima de tudo consumidores.
Considerando a figura de um desenvolvedor, o problema aumenta em escala desproporcional. Como desenvolvedores, devemos ter em mente que trabalhar no ramo de criação de sistemas computacionais, consome tempo e outros recursos - físicos, financeiros e mentais. Nós desenvolvedores somos virtualmente os maiores consumidores de produtos de informática.
Explico: Como desenvolvedores, ao adquirirmos um computador, adquiriremos o melhor possível, o mais acessível ao nosso patamar financeiro (não trato de empresas, ainda, mas de desenvolvedor singular.). Escolheremos também, o sistema operacional com o qual temos mais envolvimento, que entendemos mais, que preferimos. Os programas presentes em nossas máquinas, serão na maioria das vezes, baixados direto da internet, mas também poderemos adquirí-lo por outras vias, como CDs comprados ou copiados de terceiros.
O problema reside exatamente aqui. Tradicionalmente, o ensino de computação em escolas, é baseado em plataforma proprietária (leia-se Microsoft Windows), geralmente através de acordos e apesar de o atual governo estar incentivando o uso de Software livre em escolas públicas, isso ainda soa como piada aos ouvidos de alguns profissionais. Nos cursos, algumas das ferramentas mais utilizadas são proprietárias: Borland Delphi, Borland C++ Builder, Dreamweaver, Flash, etc. Todos os citados são softwares distribuídos sob licença comercial, ou seja, usá-los indevidamente deveria acarretar penas legais.
Argumenta-se que a ausência de softwares que disponham das mesmas características que os citados torna difícil o uso de outra plataforma operacional que não seja MS Windows, afinal de contas, a maioria das pessoas conhece apenas Windows. Admito, é difícil encontrar um software tão bom quando o Flash. Mas então, como consumidor, para que eu tenha meus direitos assegurados, devo ao menos usá-lo legitimamente, adquirindo uma licença de uso, tanto para o sistema operacional quanto para o programa em questão. Como na cadeia alimentar, há os produtores e os consumidores. Somos acima de tudo consumidores.